
Volume 3 - Capítulo 291
O Amante Proibido do Assassino
291 — Você quer experimentar comigo?
O peito de Zi Han apertou enquanto ele cerrava a mandíbula, recusando-se a falar. Sabia a que Yi Chen se referia, mas nunca admitiria. Olhou para o conjunto de roupas e disse: — Eu disse que se você não gostar…
— Não, não isso. O que você disse que as pessoas fazem com isso? — perguntou Yi Chen, os dedos deslizando brincalhonamente para a barra da camiseta de Zi Han. Zi Han permaneceu em silêncio. Na verdade, ele estava mordendo o lábio inferior enquanto fingia admirar a camiseta na mão.
Yi Chen beijou o pescoço de Zi Han como se fossem os únicos na loja e sussurrou: — Amor, se você não disser, eu vou te arrastar para o provador e te dar um atendimento inesquecível, — com os dedos deslizando sob a camiseta de Zi Han, roçando seus abdominais.
— Senhor, com licença. Está um pouco inapro-… — disse uma vendedora depois de assistir a essa cena picante se desenrolar diante de seus olhos, mas quando Yi Chen se virou para olhá-la, com a cabeça ainda apoiada nas costas de Zi Han, ela ficou em silêncio.
Aquele olhar mortal, capaz de congelar a alma, fez seu corpo tremer subconscientemente enquanto ela dava um passo para trás. Zi Han sentiu um pouco de pena dela. Eles estavam, de fato, em um espaço público e, se as coisas continuassem assim, alguém poderia tirá-los em uma foto e o Marechal saberia. Ele se afastou e sorriu para ela enquanto perguntava: — Posso ter esta no tamanho médio?
— Ah, claro. Já volto — disse ela antes de ir embora, com a expressão um pouco melhor. Yi Chen sentiu subitamente uma acidez inexplicável subir à garganta. Zi Han tinha permissão para sorrir para outras pessoas? Sim, claro, mas isso não significava que seu namorado ficaria de boa com isso.
Ele estava tão com ciúmes que se viu calado enquanto puxava brincalhonamente uma camisa em que nem estava interessado. Juntando-se à nuvem escura pairando sobre sua cabeça, ele parecia visivelmente chateado.
Zi Han agarrou sua mão e, enquanto seus dedos se entrelaçavam, perguntou: — Você quer experimentar isso comigo?
Yi Chen, que ainda tentava parecer chateado, sentiu como se um peso tivesse sido tirado do peito. Seus dedos tremeram como se tentassem resistir à tentativa de Zi Han de acalmá-lo. No final, ele não resistiu. Olhou para a camiseta e disse: — Se você escolher uma calça, fechamos negócio.
Os lábios de Zi Han se curvaram em um sorriso ainda maior enquanto ele olhava em seus olhos com uma paixão ardente brilhando em suas pupilas.
Zi Han de repente sentiu que Yi Chen estava certo antes. Eles deveriam ter ficado em casa e comprado pela StarNet. Pelo menos assim ele poderia beijá-lo à vontade.
Zi Han pegou uma calça aleatoriamente e os dois nem esperaram a vendedora voltar com a camiseta tamanho médio. Eles entraram em um provador e, enquanto Yi Chen pendurava a camiseta e a calça, Zi Han agarrou a gola da camisa dele e o prensou contra a parede do provador, e começou a beijá-lo freneticamente.
— Aaaa, amor, você fica tão sexy quando está com ciúmes — sussurrou Zi Han, seu olhar intenso fixo nos lábios de Yi Chen.
— É por isso que você fica sorrindo para outras pessoas? — perguntou Yi Chen enquanto sua coxa esfriava contra a parte inferior de Zi Han.
Zi Han ofegou enquanto lentamente levantava seus olhos sedutores e encarava os de Yi Chen. Yi Chen beliscou levemente o queixo de Zi Han e inclinou a cabeça para o lado.
Yi Chen abaixou a cabeça e sussurrou no ouvido de Zi Han: — Tem consequências para me deixar com ciúmes. Amor, você vai ter que pagar o preço.
Yi Chen sentiu a maçã do rosto de Zi Han roçar em seus nós dos dedos enquanto o homem engolia em seco. Ele olhou para ele pelo canto dos olhos e beijou o lado do pescoço de Zi Han antes de sugar a pele do homem por trinta segundos seguidos.
Os dedos de Zi Han deslizaram entre os cabelos de Yi Chen enquanto ele inclinava a cabeça ainda mais, alongando o pescoço para seu amante fazer o que quisesse. Bem, isso até serem interrompidos.
— Senhor… trouxe a camiseta que o senhor pediu — disse uma voz masculina vindo de fora do provador.
Zi Han se afastou rapidamente. Ele estava prestes a sair e pegar a camiseta quando Yi Chen o prensou contra a parede com uma das mãos batendo na divisória.
O atendente lá fora se assustou ao ouvir o barulho, mas não ousou fazer um pio. Yi Chen pressionou o dedo indicador nos lábios, gesticulando para Zi Han ficar quieto.
Zi Han passou os dedos sedutoramente em seus cabelos, suas bochechas esquentavam. Yi Chen agradeceu ao atendente e fechou a cortina.
Então, ele mostrou as duas camisetas semelhantes em tamanhos diferentes, sua intenção era óbvia. Zi Han não entendeu de primeira, mas quando entendeu, protestou.
— Não, não, não, não, droga, não — disse ele, e Yi Chen não fez drama.
Ele respondeu simplesmente: — Okay — antes de fazer um movimento como se fosse ajoelhar-se diante de Zi Han e puxar seu cinto.
— Merda, tá bem, tá bem. Você quer parecer gêmeos, então vamos usar — disse Zi Han se arrependendo de ter escolhido a camiseta preta com um grande coração no meio. Como isso era diferente de postar suas imagens na StarNet e declarar seu amor para toda a galáxia?
Zi Han ficou cético no início, mas depois de conseguir vestir, ele realmente gostou. Enquanto ele estava ajeitando, Yi Chen, que estava atrás dele, colocou o braço em seu pescoço e o puxou para perto antes de tirar uma foto de seus reflexos no grande espelho.
Yi Chen estava especialmente eufórico por ter conseguido o que queria, então não se conteve. Ele beijou a bochecha de Zi Han e tirou outra foto.
— Já chega? Ninguém vai ver essas fotos de qualquer jeito — disse Zi Han com um sorriso doce no rosto, tentando fugir, mas Yi Chen beliscou seu queixo e o forçou a olhá-lo. Os dois se beijaram e, claro, Yi Chen tirou outra foto, documentando esse momento doce e precioso.
— Terminou agora? — perguntou Zi Han olhando para o homem no espelho.
Yi Chen envolveu seu outro braço também no pescoço de Zi Han. Ele enterrou o rosto na curva do pescoço de Zi Han e cheirou seu perfume com um sorriso satisfeito.
— Amor, você está tão bonito… — sussurrou, balançando-se suavemente de um lado para o outro. — Eu não acredito que você é realmente meu.
TUM! TUM! TUM!
O coração de Zi Han batia forte contra o peito, pois não era imune a palavras tão ternas.