O Amante Proibido do Assassino

Volume 3 - Capítulo 265

O Amante Proibido do Assassino

265 Quem está com ciúmes?

Zi Han, pego em flagrante voltando, ficou sem palavras. Seu corpo inteiro congelou, as bochechas queimando como se tivesse acabado de comer pimenta malagueta crua.

“Eu...”, começou, antes de hesitar e repensar sua resposta. Estava prestes a negar que o havia deixado para trás, mas, de fato, tinha se afastado.

Ele decidiu dizer que estava voltando para buscá-lo, mas as palavras que saíram de sua boca foram: “Ela estava assustada e... parecia relutante em ficar sozinha. Ela preferia muito –”

Zi Han nem conseguiu terminar a frase porque Yi Chen pressionou o indicador nos lábios, impedindo-o de falar.

Zi Han não conseguia ver o rosto de Yi Chen claramente na escuridão, mas isso apenas aguçava seus sentidos. Seu corpo inteiro ficou mais sensível aos movimentos de Yi Chen e à tensão entre eles.

Quando o dedo de Yi Chen deslizou por seus lábios e gentilmente agarrou seu queixo, Zi Han fechou os olhos. Yi Chen deu um passo à frente, enviando arrepios por toda a pele de Zi Han. Yi Chen levantou o queixo de Zi Han e perguntou: “Você gosta de mim?”

Zi Han não tinha ideia para onde aquela conversa estava indo, mas estava enfeitiçado por aquela voz rouca e profunda, caindo sob seu feitiço. Sua sobrancelha se contraiu levemente, mas ele se viu respondendo: “Claro que sim.”

Os olhos de Yi Chen brilharam como se tivessem estrelas, e um sorriso caloroso apareceu em seu rosto. Ele abaixou a cabeça até que seus lábios estivessem quase se tocando, antes de dizer: “Você também não está com medo?”

Zi Han, que tinha medo do escuro porque sua imaginação disparava, visualizando fantasmas inexistentes, mordeu o lábio inferior e se recusou a responder.

.....

Ele pode não ter dito nada em resposta, mas Yi Chen já sabia a resposta. “Então eu vou te seguir. Eu sempre vou te seguir”, disse ele, com seu olhar ardente pairando sobre aqueles lábios que mal conseguia ver. Ele moveu levemente os dedos, roçando a bochecha de Zi Han, com o polegar repousando sobre os lábios de seu amado.

“Você não precisa ter ciúmes, meu bem. Você é o único nos meus olhos”, disse ele, apenas para Zi Han se afastar, separando-se dele.

“Quem está com ciúmes?... Para de graça e vamos”, disse Zi Han, com um tom defensivo. Zi Han se virou e tomou a frente, deixando Yi Chen para trás, que estava sorrindo feito bobo.

Zi Han pareceu sentir sua satisfação e disse: “... E para de sorrir. Eu sinto esse sorriso de canto de boca daqui.”

Yi Chen, “... ”

Os dois continuaram a andar e, quanto mais se aventuravam pelos túneis subterrâneos, mais frio ficava.

Enquanto isso, a garota que havia sido deixada para trás sentava-se ali, ofendida. Os militares não deveriam proteger as pessoas? Por que o irmão bonito não ficou com ela? Bem, isso porque o irmão bonito tinha uma esposa, uma esposa muito ciumenta.

Depois de andar por uns dez minutos, o espaço nos túneis ficou cada vez mais apertado, mas isso também significava que estavam cada vez mais perto do objetivo.

O número desses fantasmas mortais parecia aumentar e, como não se sentiam ameaçados, não eram invisíveis. Isso também significava que esse casal de pombinhos tinha que ficar mais quieto para não alertar essas criaturas perigosas.

Com as costas encostadas na parede do túnel, Yi Chen e Zi Han observaram um grupo de fantasmas mortais arrastar duas pessoas para fora de uma fenda apertada.

Os dois se olharam por um segundo e Zi Han sinalizou que iria verificar lá dentro. Yi Chen estava relutante em deixar Zi Han sozinho, mas sabia que tinha que seguir os fantasmas arrastando as pessoas e descobrir para onde estavam levando-as. Ele franziu os lábios com relutância antes de sinalizar para ele ter cuidado.

Zi Han acenou com a cabeça e Yi Chen ativou o modo furtivo em seu equipamento antes de desaparecer no local. Zi Han expirou levemente antes de entrar no modo furtivo também e espiar pela entrada. Sua testa franziu quando ele encontrou homens, mulheres e crianças do que restou de Seon, empacotados como sardinhas no que acabou sendo uma grande caverna.

A maioria dessas pessoas parecia estar faminta há dias e não havia bebido uma gota d'água há eras. Elas tinham uma aparência zumbi, tendo perdido toda a esperança de serem resgatadas.

Um sacerdote idoso foi um dos primeiros a notar Zi Han, e assim começou a fazer sons abafados, tentando chamar sua atenção. Seus braços e pés estavam amarrados, com suas bocas tampadas, daí os gritos abafados.

Um após o outro, todos começaram a clamar por ajuda. Zi Han teve que pôr um fim a isso, então gesticulou com os braços para que todos ficassem em silêncio. Ele queria libertá-los, mas percebeu que estava em menor número. Uma vez que ele libertasse alguns deles, eles poderiam fugir e fazer barulho, resultando em uma tentativa de resgate fracassada.

Como que para provar que ele estava certo, algumas pessoas não paravam de murmurar, com algumas mães levantando seus filhos implorando para que ele os salvasse. Não importava o quanto ele gesticulasse para que eles ficassem quietos, eles não ouviriam. Irritado, Zi Han sacou sua arma, o que era diferente de como um oficial militar deveria se comportar.

Como esperado, todos ficaram quietos, mas já era tarde demais. Seus gritos haviam atraído um dos fantasmas mortais. Zi Han reativou o modo furtivo e se escondeu atrás de uma pedra.

Vendo a única pessoa que poderia salvá-los desaparecer, havia um toque de desespero em seus olhos, mas eles não ousaram fazer um som. Zi Han observou enquanto a criatura patrulhava silenciosamente a caverna, aterrorizando as pessoas sentadas no chão frio.

Após cinco minutos de brincadeira com os cativos, ela foi embora e a atmosfera tensa relaxou um pouco. Essas pessoas acabaram de ver outros serem arrastados por essas criaturas e honestamente pensaram que pegaria uma delas.

Zi Han escreveu uma mensagem para Yi Chen antes de enviar um sinal solicitando reforço em sua localização atual.

Yi Chen, que estava seguindo cuidadosamente atrás dessas criaturas, viu uma mensagem piscar em sua tela e a abriu para dar uma olhada.

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