O Amante Proibido do Assassino

Volume 3 - Capítulo 201

O Amante Proibido do Assassino

201 “Você lembra, não lembra?”

Há dias Zi Han vinha esperando a hora certa para ter essa conversa com Yi Chen, mas simplesmente não conseguia encontrar o momento ideal. E quando Yi Chen o tocava, Zi Han se lembrava daquela noite de paixão e se afastava.

Ao ver Yi Chen hoje, sua confiança estava lá em cima, levando sua alma junto. Mas, confinado no elevador, Zi Han chegou ao limite. Assim que entraram na cabine, agarrou o colarinho de Yi Chen sem pensar e, pronto… disse em voz alta. Inicialmente, queria beijar Yi Chen e sentir o prazer de um beijo sóbrio, mas mudou de ideia no último minuto. Queria ouvir Yi Chen dizer. Queria que Yi Chen dissesse que lembrava.

A cabine ficou em silêncio enquanto os dois se encaravam, faíscas intensas voavam entre eles. Zi Han o soltou, empurrando-o levemente antes de dar um passo para trás.

Com uma expressão artificial, perguntou: “Você lembra, não lembra?”

Yi Chen, relutante em se separar dele, deu um passo à frente, seu coração batendo forte em seus ouvidos. “Mn”, respondeu, olhando intensamente para Zi Han com um olhar amoroso.

Zi Han sorriu de leve, desviando o olhar enquanto dava mais um passo para trás. Mexeu no cabelo com uma expressão distraída, como se estivesse perdido em pensamentos.

Yi Chen estava sem saber o que fazer. Ele planejava contar tudo hoje.

Na verdade, ele planejava fazer mais do que apenas contar. Queria confessar seus sentimentos, mas não imaginava que Zi Han lembrasse de tudo e o questionasse sobre isso.

“Por que você não me contou?”, perguntou Zi Han, seu olhar intenso fixo nos olhos de Yi Chen. Yi Chen estendeu a mão para tocar a dele, mas Zi Han desviou, como se dissesse: ‘Não me toque, apenas explique.’

“Você teria acreditado em mim?”, perguntou Yi Chen com urgência na voz, “Você teria?”

Zi Han respirou fundo, criando distância entre eles. De costas para Yi Chen, murmurou: “Não”. Com certeza não teria acreditado nele. Por quê? Porque o Zi Han daquela época teria achado aquilo a coisa mais absurda que já ouvira.

Provavelmente teria levado como brincadeira e deixado para lá. ‘Puta que pariu, ele está certo?’, pensou Zi Han, sentindo uma dor de cabeça enorme. Enquanto ali estava, se perguntando o que fazer, foi abraçado por trás, com o queixo de Yi Chen repousando em seu ombro.

“Você está chateado?”, perguntou, sem ousar olhar para o rosto de Zi Han, com medo de ver algo que não queria.

O corpo de Zi Han ficou tenso, nervoso. Ele coçou o pescoço, que coçava por causa do cabelo de Yi Chen roçando em sua pele. “Você não consegue falar normalmente? Precisa me segurar assim?”, perguntou Zi Han, olhando para os braços que o envolviam firmemente na cintura.

“Se eu não fizer isso, você vai fugir”, disse Yi Chen, sua voz grave e rouca fazendo os ouvidos de Zi Han coçarem.

Cheio de ansiedade, disse: “Eu prometo que não. Podemos conversar normalmente.”

“Você promete?”, perguntou Yi Chen, virando levemente o rosto antes que seu hálito quente tocasse a pele de Zi Han, o fazendo estremecer.

“Eu prometo… só, só me solta primeiro”, disse, e Yi Chen, relutante, o soltou.

Yi Chen o virou pelos braços e, cara a cara, ergueu a mão e acariciou levemente a bochecha de Zi Han. “Eu me lembrei de tudo… lembrei da maneira como você me abraçava… lembrei de como você sentou no meu colo e… me… montou… lembrei…”, fez uma pausa enquanto esfregava os lábios macios de Zi Han com o polegar, “…do toque suave dos seus lábios.”

Os olhos de Yi Chen brilharam e um lindo sorriso surgiu em seu rosto, fazendo o coração de Zi Han disparar, com o corpo inteiro tenso, como se antecipando ao que viria a seguir. Yi Chen abaixou a cabeça e perguntou: “Posso fazer de novo?”

A respiração de Zi Han falhou enquanto seu rosto esquentava como se estivesse tendo ondas de calor. Ele esfregou a palma da mão com as pontas dos dedos enquanto mordia o lábio inferior, parecendo um coelho acuado.

Yi Chen lambeu o lábio inferior enquanto se aproximava cada vez mais. “Se você não disser nada, vou considerar seu silêncio como consentimento”, sussurrou com as testas juntas.

Os dedos de Yi Chen acariciavam suavemente o pescoço de Zi Han, criando a atmosfera perfeita para um encontro tão romântico.

Zi Han tremeu involuntariamente, incapaz de se libertar daquela sensação. Como uma mariposa atraída pela chama, sua alma foi capturada por aqueles olhos, o arrastando para um ponto sem volta.

Seus olhos se encontraram, Yi Chen inclinou levemente a cabeça e seus lábios se tocaram. Os cílios de Zi Han tremeram antes que ele fechasse os olhos lentamente.

Uma corrente elétrica avassaladora percorreu seu corpo, acendendo uma sensação inexplicável que ele só sentia em seus sonhos primaveris.

Era como se sua alma tivesse sido transportada para outro lugar e ele estivesse andando nas nuvens. Yi Chen separou lentamente os lábios com relutância. Talvez fossem as emoções avassaladoras ou o fato de não querer fazer demais e assustar Zi Han que o fez parar.

Infelizmente para ele, Zi Han ainda não estava satisfeito. Agarrou o colarinho de Yi Chen e o puxou para baixo, pressionando seus lábios juntos mais uma vez. Ele não fazia ideia de como funcionava, mas não se importava naquele momento.

Seus lábios se entrelaçaram em uma troca apaixonada, com as mãos de Yi Chen descendo, agarrando a cintura de Zi Han e o puxando para mais perto. Quando os dedos de Yi Chen acariciaram a cintura de Zi Han através do tecido, Zi Han soltou um pequeno gemido, adicionando lenha na fogueira.

Zi Han não conseguia se fartar do gosto de doce de leite nos lábios de Yi Chen, então lambeu o lábio inferior de Yi Chen com a ponta da língua, fazendo o homem estremecer de excitação.

Zi Han sabia que deveria parar. Era melhor parar agora, caso contrário, isso poderia levar a um caminho estreito e difícil de seguir. Mas, apesar dos alarmes disparando em sua mente, ele ainda se recusava a se soltar.

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