
Volume 2 - Capítulo 120
O Amante Proibido do Assassino
120 — De repente
Zi Han se virou e instantaneamente entendeu o que tinha acontecido. Pela segunda vez naquele dia, alguém estava dando em cima dele. Zi Han riu, gritando: "O meu pode ser até maior que o seu, e você ainda tem a coragem de me dar em cima? Hahaha".
Yi Chen: "..."
Zi Han tampou a boca enquanto a risada diminuía. "Tá claro aí dentro?", perguntou depois de se acalmar consideravelmente.
"É... vamos entrar", respondeu Yi Chen. Ele não sabia porquê, mas ver Zi Han rindo alegremente fez seus lábios se curvarem inconscientemente, enquanto uma sensação quente e gostosa se espalhava por todo o seu corpo. Ele se viu seguindo Zi Han com os olhos, como se estivesse hipnotizado.
Zi Han foi até o mictório e disse: "Aposto que eu também ia te chocar se eu mostrar meu atributo. Sou incrivelmente abençoado lá embaixo".
Enquanto dizia isso, ele tinha uma expressão travessa. Puxou as meias apertadas e levantou a saia para atender a chamada da natureza.
Yi Chen desviou o olhar e foi para um mictório a dois de distância antes de abaixar o zíper. Ele não queria ver o membro de Zi Han, principalmente porque não confiava em si mesmo. Ele não tinha certeza se conseguiria controlar suas expressões ao ver aquilo, então não respondeu, mas sua mente já estava imaginando como seria.
Zi Han tinha certa autoconfiança nesse aspecto. Yi Chen não era apenas mais alto que ele, mais inteligente que ele, mas também mais forte. Naquele momento, ele acreditava que os céus não eram tão tendenciosos, então seu "amigo" tinha que ser maior que o de Yi Chen em uns dois centímetros e meio, no mínimo.
O fato de Yi Chen ignorá-lo de certa forma aumentou ainda mais sua confiança. Assim que terminou de urinar, guardou seu "amigo" e foi silenciosamente até ele.
.....
Yi Chen estava tão entretido pensando em como seria o "amigo" de Zi Han que não percebeu sua presença imediatamente. Ele estava pensando se seria fino e comprido como um pepino, ou talvez como uma banana-da-terra, grosso e curto.
"Puta que pariu", xingou Zi Han depois de dar uma olhada casual, tirando Yi Chen de seu transe. Yi Chen tinha ouvido os garotos no chuveiro comparando o tamanho de seus atributos e até mesmo tirando sarro uns dos outros, mas ele nunca participou. Era Li Ran quem liderava esse tipo de conversa, não ele.
Ele não achava necessário participar desse tipo de brincadeira, então não estava interessado. Ele simplesmente não imaginava que Zi Han seria tão curioso a ponto de ir lá para dar uma olhada. Yi Chen ficou tão sem graça que bloqueou a visão de Zi Han e gritou: "O-o que você está olhando?".
Os lábios de Zi Han se contraíram, sentindo um pouco de inveja. Como Yi Chen podia ser tão perfeito? Aquele "amigo" era uns sete ou oito centímetros maior que o dele e era mais bonito. Em comparação com o de Yi Chen, o dele poderia ser considerado "fofo".
"Eu devia ter imaginado... tch", murmurou Zi Han enquanto caminhava para a pia.
Yi Chen de repente ficou um pouco ansioso. Ele não conseguia entender a reação de Zi Han. Se sua paixão não gostasse do seu "amigo", ele teria alguma chance no futuro?
Com um leve tremor, ele guardou a poderosa arma dentro das calças e fechou o zíper enquanto caminhava para a pia.
Enquanto lavava as mãos, ele estudou a expressão de Zi Han enquanto tomava coragem para perguntar.
Depois de reunir coragem, ele perguntou: "O que você achou?". Nunca na vida Yi Chen imaginou que perguntaria aquilo a alguém, e depois de dizer em voz alta, ele claramente percebeu a perversão em suas palavras. Ele soou como um velho tarado tentando atrair uma garota de vinte e poucos anos para a cama.
Zi Han apenas lançou um olhar para ele antes de baixar o olhar. Ele sacudiu as mãos e foi secá-las.
Yi Chen ficou ainda mais apavorado. Ele apertou os lábios, sem ousar dizer mais uma palavra. Depois de secar as mãos, Zi Han foi até a porta e, ao abri-la, perguntou casualmente: "Presidente de turma Chen, você tem algum defeito, ou é perfeito em todos os sentidos?".
Yi Chen percebeu um traço de ciúme naquelas palavras. Foi aí que ele percebeu que Zi Han estava competindo com ele, e que ele não desgostava do seu... ahem. Zi Han estava com inveja.
"Han Han, espera", disse ele enquanto secava apressadamente as mãos antes de correr atrás dele.
Zi Han ignorou Yi Chen e inconscientemente acelerou o passo. Infelizmente para ele, não importava o quão rápido ele fosse, Yi Chen o alcançou e ficou na frente dele, bloqueando seu caminho.
"Eu tenho defeitos", disse Yi Chen, pensando internamente: 'Eu gosto de você e pego você no pulo sem seu conhecimento, então sim, eu tenho defeitos'.
Zi Han arqueou uma sobrancelha enquanto seu olhar inconscientemente descia para a região abaixo da cintura de Yi Chen. "É, claro... vou acreditar nisso quando os porcos voarem", disse ele, levantando a cabeça.
Yi Chen lambeu os lábios, tentando encontrar outro defeito além do fato de ser tarado por Zi Han.
Zi Han quase revirou os olhos para esse deus grego, a epítome da perfeição. Até mesmo seu "amigo" era de primeira linha. Ele passou por Yi Chen, e ao entrar na área de refeições, o lugar estava lotado de garotas e garotos vestidos luxuosamente, conversando e rindo em grupos. Parecia que a caça tinha começado, e era bastante avassalador.
Ele pôde ver algumas garotas virando a cabeça como se procurassem alguém em particular. E assim que a pessoa aparecia, suas expressões pareciam as de cães selvagens encarando uma lebre.
Sendo encarado, as sobrancelhas de Zi Han se franziram. Foi então que ele virou a cabeça e percebeu o que estava acontecendo. Era o farol atrás dele que estava atraindo todos esses insetos.
Sem querer atrair ressentimento para si mesmo, ele decidiu fugir e deixar essas pessoas darem uma boa olhada em seu deus grego. Mas quando deu um passo à frente, sua cintura foi agarrada de repente, fazendo seu corpo ficar tenso de medo.
"Você... eles parecem que vão me comer vivo", sussurrou ele, desejando apenas fugir.
Yi Chen abaixou a cabeça e, em uma postura ambígua, disse: "Você prometeu me ajudar... fica quieto".
"Puta que pariu", Zi Han xingou baixinho. Seria um milagre se ele saísse daquele lugar intacto.