
Volume 2 - Capítulo 110
O Amante Proibido do Assassino
110 Encontro de Faz de Conta
“A galera que trabalha lá sabe manter a boca fechada, então não vai ter problema. Então, o que você diz? Quer ir comigo?”, perguntou Yi Chen, o sangue fervendo de animação.
Contanto que Yi Chen pudesse garantir que Zi Han não seria caçado com um salto alto pela mãe de alguém, ele aceitaria.
“Tudo bem, desde que tenha bolo, eu apareço”, disse Zi Han, um pouco nervoso.
Essa tinha que ser a última vez, senão ele poderia começar a viciar em usar roupas femininas. Não havia nada de errado com isso, mas ele simplesmente não queria isso para si.
Yi Chen reprimiu um sorriso enquanto levantava o braço com a intenção de colocá-lo sobre o ombro de Zi Han, mas de repente se sentiu nervoso.
Ele sabia que queria mais que amizade de Zi Han e se sentia mal sempre que o tocava. Ele sentia que estava se aproveitando da situação, comendo “o doce alheio” sem o outro perceber. [1]
Mas ele também não conseguia se controlar. Enquanto pensava seriamente sobre isso, como se estivesse resolvendo um problema de matemática complicado, Zi Han tomou a iniciativa de colocar o braço sobre o ombro de Yi Chen. Devido à diferença de altura, ficou um pouco estranho, mas Zi Han não se importou.
“Sabe, presidente da turma, você tem que me compensar bem. Pelo que ouvi, você é muito disputado, um dos solteiros mais cobiçados da federação. Você vai colocar um alvo nas minhas costas se eu entrar naquele lugar.”
“Essas mulheres da nobreza da federação são implacáveis como piranhas. Talvez eu precise pedir ao presidente da turma para me proteger”, disse Zi Han brincando. Tudo, exceto a parte sobre as nobres da federação serem implacáveis.
…
Não seria surpresa se Zi Han saísse de lá com a peruca arrancada e faltando um ou dois cílios depois de uma briga de gato. Já aconteceu antes, e aquele incidente deixou a Starnet fora do ar por um dia.
Uma das filhas do primeiro-ministro tinha brigado com uma sargento em um dos banquetes. E por quem elas brigaram? Pela recém-nomeada almirante do Marechal, com quem nenhuma delas era familiar. Então, é isso…
Yi Chen virou o rosto para o lado e seus lábios quase roçaram a bochecha levemente rosada de Zi Han. Seu coração parou por um segundo enquanto ele fitava o perfil de Zi Han.
Sábado não podia chegar mais rápido. Ele não via a hora de “brincar de casinha” com Zi Han. Bem, não podia exatamente ser chamado de “brincar de casinha”, mas sim de “encontro de faz de conta”.
Ding!
O cérebro leve de Zi Han, que estava silencioso o tempo todo, de repente emitiu um som de “ding”, alertando-o de uma nova mensagem. Ao ver quem era, Zi Han retirou a mão, dizendo: “Meu avô chegou, então te vejo amanhã. Tchau.”
Depois de dizer isso, Zi Han nem esperou Yi Chen responder. Ele simplesmente saiu correndo sem pensar duas vezes. Yi Chen ficou parado ali, segurando o peito com um olhar incompreensível.
Ele nunca tinha ansiado tanto por algo. Pela primeira vez na vida, ele não via a hora do fim de semana chegar.
Como esperado, quando se espera ansiosamente por algo, o tempo parece passar devagar. Yi Chen estava tão animado com o sábado que mal conseguia dormir, revivendo a conversa que teve com Zi Han repetidas vezes.
Um sorriso inconsciente surgia em seu rosto de tempos em tempos sempre que pensava nisso. Ele estava tão animado que até sua mãe sentiu uma forte sensação de euforia vindo dele, sem que ele sequer demonstrasse. Ela não fazia ideia do que havia acontecido de bom com seu filho, mas não indagou.
Essa não era a única coisa boa acontecendo com ele. Ele também havia começado a ter sessões de tutoria virtual no simulador com Zi Han, e se ele não tinha certeza de seus sentimentos antes, agora tinha certeza. Seu coração não era mais seu. Pertencia a Zi Han, desde que ele estivesse disposto a aceitá-lo.
Zi Han, por outro lado, nem estava pensando nessa coisa no sábado. Isso porque cada vez que ele encontrava o Professor Quinn, ele apertava os olhos com uma expressão que parecia dizer: “Vou te pegar”.
Uma ameaça tão assustadora o deixou tão imerso nos estudos que ele quase esqueceu que tinha um encontro com Yi Chen no sábado. Ele estava tão preocupado que, quando a manhã de sábado chegou, ele estava desmaiado, dormindo como um tronco. Se não fosse pela videochamada de Yi Chen pela manhã, ele poderia ter dormido o resto do dia.
Suas janelas estavam no modo noturno e ele estava dormindo de bruços, com os membros esticados e uma das pernas para fora do edredom. Roncos suaves enchiam o quarto com uma atmosfera aconchegante que poderia induzir qualquer um ao sono.
Tee tee tee tee tee tee… tee tee tee tee tee tee…
O som de seu cérebro leve alertando-o sobre um pedido de vídeo permeou o ar, mas Zi Han, que estava dormindo, não abriu os olhos. Em vez disso, ele tateou em busca de seu cérebro leve.
Ele queria trazê-lo para perto do rosto e ver quem era, mas acidentalmente clicou em aceitar e uma enorme tela flutuante apareceu aos pés de sua cama.
Como ao entrar na cobertura seu cérebro leve se conectava automaticamente ao sistema de IA que controlava a casa, ele ampliava suas chamadas de vídeo de acordo com suas configurações.
Yi Chen, que não esperava uma visão tão sensual, ficou sem palavras, sentado ali incapaz de se recompor. A perna de Zi Han estava fora do edredom e Yi Chen podia ver sua pele nua, dos dedos dos pés até a parte superior da coxa. O resto estava coberto por uma cueca preta.
Zi Han finalmente abriu os olhos, murmurando algo timidamente, e quando viu Yi Chen, não ficou nada surpreso. Pensando que eles tinham uma sessão de tutoria agendada que ele havia esquecido, ele esfregou os olhos enquanto se virava e perguntou: “Aah… achei que você tinha dito que hoje a gente ia folgar?”
Yi Chen, que pensava que as coisas não podiam piorar, percebeu que Zi Han estava nu, com apenas uma cueca. Suas orelhas ficaram quentes, com um rubor subindo lentamente pelo pescoço até as bochechas. Zi Han era a própria definição de tentação. Ele não sabia quanto tempo conseguiria resistir sem se entregar.
Nota da Autora: Alguém tem água benta? Precisamos afogá-lo nela.
[1] Expressão idiomática que significa aproveitar-se de uma situação sem o consentimento explícito do outro. Uma forma mais direta seria "se aproveitar dele".