O Amante Proibido do Assassino

Volume 2 - Capítulo 105

O Amante Proibido do Assassino

105 Posso tocar?

Yi Chen estava decidido a ter uma conversa particular com Zi Han, e o arrastou até o isolado prédio de treinamento, entrando no vestiário onde ninguém os perturbaria.

Àquela hora, o prédio de treinamento era uma cidade fantasma, sem sinal de vida, parecendo um pouco assustador. Zi Han, que tinha um leve medo de fantasmas, não pôde evitar engolir em seco nervosamente quando entraram no vestiário, mas forçou a si mesmo a engolir essa emoção, agindo como se nada estivesse errado.

Ele talvez conseguisse manter a compostura, mas não estava disposto a ficar ali mais tempo do que devia, então pediu a Yi Chen para tirar a camisa.

Yi Chen sorriu sutilmente enquanto observava Zi Han girando a tampa do spray curativo com uma expressão séria, como se estivesse tentando realizar uma tarefa complicada.

Seu olhar ardente percorreu todo o corpo de Zi Han, demorando-se no perfil lateral do homem e naqueles lábios macios que tremiam. Enquanto o observava com seu olhar escaldante, suas mãos não ficaram ociosas. Ele estava desabotoando lentamente sua camisa, emanando uma aura amorosa.

Mas seu alvo pretendido era frio como gelo, sem a menor reação. Ele estava totalmente focado no spray, como se estivesse lidando com a tarefa mais difícil do mundo.

Com um estalo, a tampa se soltou e Zi Han levantou a cabeça, apenas para encontrar Yi Chen com o rosto inexpressivo. Essa expressão vazia e ilegível era tipicamente o Yi Chen de sempre. O que surpreendeu Zi Han foram os traços de calor naquela expressão.

Zi Han decidiu ignorar. Ele desviou o olhar para a camisa desabotoada e seus olhos quase saltaram das órbitas. “Uau!… Presidente de turma Chen, você está bem servido,” disse ele, puxando ainda mais a pala da camisa, revelando os segredos que se escondiam sob o tecido.

Ele já havia visto aquele peito majestoso antes, mas na época estava tão furioso que via tudo vermelho. Tudo o mais estava um pouco embaçado, então ele não prestou atenção. Agora, confrontado por aquele peitoral robusto com músculos bem definidos, ele percebeu que tinha bastante inveja.

Ele tinha uma boa musculatura, mas não era tão boa quanto a de Yi Chen. Isso porque a maior parte de seu treinamento ao longo dos anos veio de brigas, então ele sentia que estava um pouco defasado em comparação. Ele traçou os relevos dos abdominais de Yi Chen com leve ressentimento.

“Posso tocar?” perguntou ele, querendo sentir se era tão duro quanto parecia. Yi Chen inspirou profundamente enquanto seus músculos enrijeciam visivelmente. Essa pessoa realmente estava testando sua resolução. Ele era a tentação em pessoa, cutucando constantemente seu limite.

“Não,” respondeu Yi Chen apressadamente, a voz rouca. Isso porque os dedos de Zi Han estavam se aproximando cada vez mais de seus abdominais, prestes a tocá-lo.

“Ah,” respondeu Zi Han, retraindo a mão, “por que você é tão pão-duro?” Enquanto reclamava, Zi Han puxou mais a camisa, revelando o avermelhado no músculo peitoral esquerdo do homem. O vermelho se intensificava à medida que chegava ao mamilo do homem. Estava cicatrizando bem, com traços tênues de roxo e inchaço ao redor do centro.

Zi Han respirou fundo e sua culpa disparou. Ele olhou para Yi Chen e se desculpou sinceramente. “Me desculpa muito. Eu deveria ter me contido,” sussurrou antes de abaixar a cabeça e borrifar o spray curativo com um olhar compassivo.

“Isso pode arder um pouco,” avisou ele, mas Yi Chen parecia não tê-lo ouvido, focando em algo completamente diferente.

“Você faz isso com outros garotos?” perguntou ele, o coração batendo forte contra o peito. Ele sabia o quão perigosa era essa pergunta, mas antes que percebesse, já havia aberto a boca.

“O que você quer dizer?” perguntou Zi Han sem levantar a cabeça.

Yi Chen franziu os lábios, como se hesitasse em continuar, mas realmente queria saber, então disse: “Pedir para tocá-los.”

Zi Han tirou o dedo do gatilho do spray e olhou para cima com uma sobrancelha arqueada. “Você ainda está preso nisso?” disse Zi Han antes de abaixar a cabeça e puxar mais a camisa para evitar que ela manchase antes que o spray curativo secasse.

“Só estou curioso,” sussurrou Yi Chen, mas dentro da suavidade de sua voz, havia um toque de uma aura arrepiante que uma pessoa normal não conseguiria discernir.

Zi Han olhou para ele e respondeu honestamente: “Então você realmente acha que eu estou sempre nos vestiários perguntando para os meninos se posso tocá-los? Eu só perguntei para você porque estava curioso sobre seus abdominais, só isso… além disso, eu ia te deixar tocar os meus se você quisesse.”

Yi Chen queria dizer: “Você não respondeu minha pergunta,” mas sua respiração falhou quando Zi Han disse que queria deixá-lo tocá-lo. Tudo em que ele conseguia pensar agora era a chance de poder tocar Zi Han sem ficar excitado.

Depois de fazer alguns cálculos, ele percebeu que essa porcentagem era muito baixa, então não valia o risco. Quão baixa era? Cerca de 0,000001%, o que significava que seu “pequeno irmão” se eriçaria como um mastro de bandeira, o traindo.

Apesar de conhecer as probabilidades, ele ainda estava tão tentado. Enquanto ponderava sobre essa situação, sentiu um leve toque em seus músculos peitorais, fazendo seu corpo inteiro tremer. Ele engoliu em seco, umedecendo sua garganta seca enquanto agarrava o pulso de Zi Han. O culpado tentou dizer que foi um acidente, mas quem acreditaria?

“Ah, Chen-ge… por favor, me solta. Esse didi errou,” disse Zi Han resolutamente, mudando o modo como se referia a Yi Chen de “presidente de turma” para “Chen-ge” sem hesitação.

Quando Yi Chen ouviu isso, seu coração coçou. Ele gostou especialmente dessa forma de tratamento. Isso fez sua espinha formigar de excitação. Se não fosse por seu olhar caindo naquele prendedor de cabelo rosa no pulso de Zi Han, ele teria continuado a se imerso na doçura daquele momento.

“Vou te soltar e esquecer suas transgressões anteriores se você me der isso,” disse Yi Chen referindo-se ao elástico de cabelo que estava irritando seus olhos.

Zi Han desviou o olhar para seu pulso antes de protestar: “É um presente e eu não posso simplesmente te dar… ei!” A exclamação foi porque Yi Chen o havia roubado diretamente e ele ainda teve a cara de pau de levantar a mão, tornando difícil para Zi Han, mais baixo, recuperá-lo.

“Sério… tão infantil,” disse Zi Han, tendo falhado em recuperar o prendedor de cabelo rosa. Ou seja, ele nunca mais o veria depois disso.

Zi Han sentou-se no banco enquanto observava Yi Chen abotoando a camisa distraído. Depois de um curto momento de silêncio, ele de repente perguntou: “Por que você está sendo legal comigo?”

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