O Amante Proibido do Assassino

Volume 1 - Capítulo 53

O Amante Proibido do Assassino

53 Fingindo ser um porco para comer um porco

Depois de um dia agitado, Zi Han ficou deitado na cama como uma panqueca, os pensamentos perdidos. Ele fitava o céu estrelado na escuridão simulada pelo robô de serviço doméstico. Criava a ilusão de flutuar em uma galáxia distante, cercado por uma calma serena que relaxava a mente.

Seu avô havia ficado tão quieto no hovercar de volta para casa. Mais quieto do que nunca. Zi Feiji abriu a boca várias vezes como se fosse dizer algo, mas no final fechava a boca e esfregava a testa irritado.

Desde que chegou em casa, seu avô não dissera nada. Zi Han simplesmente foi para seu quarto, trocou o uniforme rasgado e se jogou na cama feito um defunto. O mordomo velho lhe trouxe algo para comer, mas Zi Han recusou. Não tinha apetite no momento.

Porque estava preocupado. Preocupado que seu avô ficaria decepcionado com ele. E a cada hora que passava, a sensação piorava. Precisava conversar com alguém, então mandou uma mensagem para sua mãe.

FilhoDaMamãe: Mãe.

FilhoDaMamãe: Eu mexi com a cabeça.

FilhoDaMamãe: O vovô vai me odiar?

Depois de enviar a mensagem, esperou um ou dois segundos, mas as mensagens não foram entregues. Significava que sua mãe estava inacessível no momento.

Sentindo-se um pouco deprimido, instruiu o robô de serviço doméstico a exibir a simulação da galáxia da Terra antiga, chamada Via Láctea.

.....

Era tão bela e encantadora que Zi Han esqueceu seus problemas por um tempo. Assim que se perdia em gigantescas nuvens de gás e poeira salpicadas de exuberantes aglomerados estelares que adornavam os braços espirais da Via Láctea, a porta de seu quarto foi aberta e as luzes se acenderam automaticamente.

O vovô Zi entrou com o robô de serviço doméstico. O robô carregava uma poltrona e a colocou perto da cama de Zi Han.

Zi Han ficou um pouco sem graça enquanto observava seu avô. Assim que Zi Feiji se sentou, disse a Zi Han: “Você tem algo a dizer?”

Zi Han, que havia se sentado na beirada da cama, abaixou a cabeça por um segundo antes de encontrar a resposta menos irritante. Ele não queria irritar ainda mais seu avô. Acreditava realmente que não havia feito nada de errado.

Aquele babaca com hemorroidas pelo rosto inteiro havia insultado sua mãe. Portanto, nocauteá-lo seria considerado misericórdia. Ele não estava arrependido e nem pediria desculpas. Apenas esperava que seu avô não o forçasse a fazer isso, senão haveria problema.

“Me desculpe por ter te decepcionado. Sei que prometi, mas eu só... eu... eu só”, disse ele depois de levantar a cabeça para olhar para o avô, mas quando olhou para aqueles olhos negros como obsidiana, de repente perdeu a outra metade de seu discurso de desculpas.

Zi Feiji inclinou-se para frente com os cotovelos apoiados nas coxas e disse: “Estou decepcionado, mas não pelas razões que você pensa. Sei que aquele moleque deve ter dito algo desrespeitoso para você o nocautear, e Yi Chen... bem, ele estava no lugar errado na hora errada... O que me decepcionou é o fato de você não ter sido esperto. Você nunca deve bater em ninguém em público.”

“Você os observa nas sombras como uma onça, e quando menos esperam, você ataca. Outro método aceitável pelos padrões da família Zi é fingir ser um porco para comer um tigre. Você nunca parte para o ataque direto, mesmo que insultem sua mãe.”

Zi Han mordeu o lábio por um momento antes de reunir coragem para dizer: “Mas ele insultou minha mãe. Nem consigo repetir suas palavras exatas porque são muito explícitas e... irritantes”, com os olhos ficando vermelhos como se estivesse prestes a chorar.

Zi Feiji podia imaginar pela reação de Zi Han o que aquele pirralho disse sobre sua filha, mas eles eram uma liga de assassinos, a guarda do imperador que fazia a vontade do Filho do Céu. Além de proteger o imperador, eles operavam nas sombras, massacrando o inimigo na escuridão sem deixar rastros.

Portanto, o comportamento impulsivo de Zi Han era algo que precisava ser corrigido. Zi Xingxi já fora assim, e ele tivera a mesma conversa com ela.

“Eu sei que aquele moleque provavelmente disse algo que merece a morte, mas nós, Zi, pensamos com a nossa”, disse ele antes de apontar para a cabeça, “não com a nossa...” Ele apontou para o coração.

Zi Han assentiu, seu coração inquieto se acalmando um pouco. Seu avô era realmente um homem benevolente. Não ia puni-lo.

“Velho Lu, depressa! Você já conseguiu aquelas coisas?”, disse Zi Feiji, sua expressão mudando para a de um demônio.

Zi Han, “.....”

Droga..... ele tinha se precipitado. Seu avô definitivamente estava aprontando alguma coisa. O Velho Lu entrou correndo com o robô de serviço doméstico logo atrás. Pareciam ter sofrido muito.

Porque tinham estado no depósito procurando em tantas caixas. A última pessoa que usou aquilo fora a jovem senhorita depois de cometer uma grande ofensa. Agora era a vez do jovem senhor.

O robô de serviço doméstico colocou uma mesinha de centro no meio do quarto e o velho mordomo colocou um artefato pesado e estranho na mesa, fazendo Zi Han gemer internamente.

“Que diabos é isso?”, perguntou Zi Han, imaginando se seu avô planejava atingi-lo na cabeça com aquilo.

“Essa é uma das relíquias da tecnologia civil antiga... é uma pedra de tinta e esse é o bloco de tinta. Não se preocupe, as instruções estão naquela folha de papel ali. Você tem que moer a tinta”, explicou Zi Feiji, a raiva por perder seu mapa no dia seguinte bastante apaziguada.

“Para quê?”, perguntou Zi Han, com uma expressão desagradável.

Zi Feiji sorriu maliciosamente enquanto o velho mordomo trazia o pincel de caligrafia e folhas de papel. “Ora, é para copiar o texto sagrado do Confucionismo...”

“Confu o quê?”, exclamou Zi Han, que nem mesmo havia dominado a filosofia da grande Federação Ônix, quanto mais a da Terra antiga.

“Você não precisa entender. Só precisa copiar”, disse Zi Feiji, colocando um livro bem conservado na sua frente. Era a primeira vez que Zi Han via um livro físico, e ainda por cima um antigo.

“Vovô”, ele chamou, agora desejando que seu avô simplesmente o tivesse batido na cabeça.

Zi Feiji sorriu alegremente para ele, mas havia um brilho malicioso em seus olhos. “Não se preocupe, eu não sou um bruto”, disse ele, e Zi Han suspirou de alívio, só para ele continuar: “Dou-lhe três dias. Se não estiver pronto até lá..... Digamos que seria melhor para você se terminá-lo.”

Zi Han, ‘Droga!’

“Ainda tenho que ir para a academia?”, perguntou Zi Han, pensando que poderia terminar a tarefa se ao menos não fosse para a escola.

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