O Amante Proibido do Assassino

Volume 1 - Capítulo 50

O Amante Proibido do Assassino

50. Primeira briga na escola – Parte 2

A provocação dele era óbvia para a maioria. Sabiam o que ele estava fazendo e acharam que Maverick também perceberia, mas superestimaram-no. Ele já estava vendo vermelho, com manchas nos olhos como um touro enfurecido.

A garota alta do grupinho deles se aproximou e esfregou o braço de Maverick enquanto falava baixinho, tentando acalmá-lo. Ela sabia que, uma vez provocado, Maverick não era lá muito sensato, então precisava fazer algo antes que a situação escapasse.

Era como se a fúria dele pudesse queimar um buraco direto em seu cérebro e ele perdesse a cabeça em um acesso de raiva. Como esperado, a fera furiosa dentro dele se soltou e ele perdeu a cabeça, jogando a garota para o lado como um boneco de pano.

Zi Han sorriu maldosamente enquanto desviava do soco de Maverick. O poder mental de Maverick poderia ser maior, mas suas habilidades de combate eram muito inferiores. Isso significava que Zi Han tinha uma grande vantagem.

Maverick cambaleou um pouco, tendo perdido o alvo, e quando percebeu, ficou extremamente furioso; as veias roxas em seu pescoço pulsavam como se estivessem prestes a estourar.

Com os olhos vermelhos de sangue, ele cerrou a mandíbula e atacou Zi Han novamente, mas por mais que tentasse, não conseguia sequer tocar um fio de cabelo dele.

Depois de cinco rounds dessa troca inútil, Maverick percebeu que não estava progredindo, então mudou de tática. Para desestabilizar o oponente e forçá-lo a um combate direto, decidiu usar a guerra psicológica.

“Fugindo assim… quem é a “vagabunda” agora?”, disse ele em tom de escárnio, com o peito subindo e descendo rapidamente, fumegando de raiva. “Achei que sua mãe teria te ensinado a se deitar e abrir as pernas para conseguir o que quer. Não foi assim que você entrou nessa academia? Que tal você se deitar e abrir as pernas para o Velho Mestre [1] e eu vou te poupar.”

Exclamações altas foram ouvidas ao fundo em resposta a um ataque tão descarado a um membro da família, completamente desnecessário.


“Maverick, chega!”, gritou o garoto baixo, que havia ficado quieto o tempo todo. Nem ele esperava que as coisas escalassem tanto. Se fossem pegos brigando, as coisas poderiam acabar muito mal para os dois, então não teve escolha a não ser intervir.

O garoto baixo se aproximou e puxou Maverick para trás, tentando acalmar as coisas, mas já era tarde demais. O vaso de barro já tinha sido quebrado em mil pedaços e não havia como consertá-lo.

Zi Han normalmente não se abalaria se o insulto fosse dirigido a ele, mas Maverick acabou tocando em seu ponto fraco. Era uma regra básica, que dispensava explicações.

Era o clássico: “Você pode me encher o saco à vontade, mas não envolva minha família nisso, principalmente minha mãe.”

O garoto baixo parecia ter feito Maverick entrar em razão, mas antes que ele se desse conta, ambos foram jogados com força, o garoto baixo caindo duro no chão frio.

Maverick não teve tanta sorte.

Ele bateu direto nas carteiras atrás dele e, com um estrondo alto, desabou no chão. Graças à sua força física, conseguiu se levantar rapidamente, mas antes que pudesse se recuperar totalmente, um soco poderoso atingiu seu rosto, nocauteando-o.

O garoto talvez tivesse poder mental de nível A, mas não era páreo para Zi Han, de nível B, que cresceu brigando com tudo o que se mexia nas favelas da cidade na superfície.

Ele poderia ter parado por aí, mas como havia perdido completamente a razão naquele momento, estava prestes a desferir outro soco em Maverick quando seu braço foi agarrado e ele foi puxado para longe.

Quem quer que o tivesse puxado era extremamente poderoso, e essa revelação deveria tê-lo feito encolher de medo, mas, em vez disso, o sangue de Zi Han ferveu com a emoção de uma batalha sangrenta.

Ele sentiu de repente a força dos antigos espartanos enquanto carregavam contra os persas.

Com um movimento rápido dos pés, ele apareceu na frente do garoto baixo e o derrubou no chão. Zi Han desferiu um soco, mas foi bloqueado pelo garoto, que agarrou a mão de Zi Han para contê-lo.

Por um momento, nenhum dos dois cedeu, um empurrando o punho para baixo, enquanto o outro o empurrava para cima.

Vendo que seu chefe estava em apuros, o garoto alto e a garota tentaram separar Zi Han do garoto baixo, mas era como se ele tivesse olhos nas costas. Ele deu um cotovelada no abdômen do garoto e empurrou a garota para longe, ao mesmo tempo em que pressionava o garoto baixo.

Os dois rapidamente se levantaram e investiram novamente, mas o garoto baixo gritou: “Não se metam!”. Por quê? Porque, assim como Zi Han, seu interesse havia sido despertado e ele não queria parecer fraco diante de seu oponente recebendo ajuda externa.

A dupla lutou no chão e, pela situação atual, Zi Han tinha a vantagem, o que era extremamente surpreendente. Apesar disso, o garoto baixo não cedeu. Na verdade, ele sorriu feito um bobo enquanto dizia: “Você bate como uma garota.”

“Ah, então eu vou te mostrar como uma garota realmente bate”, disse ele antes de desferir outro soco, pronto para atingi-lo no estômago. Mas ao mover bruscamente os cotovelos para trás, ele atingiu algo duro e sons altos de exclamações se seguiram.

Zi Han achou que tinha acertado o garoto alto de antes, então ignorou e continuou a surrar o baixinho embaixo dele. Uma mão agarrou seu braço e o puxou para cima como se ele não pesasse nada.

Zi Han tentou se libertar, mas seu corpo foi jogado contra a parede, pressionando-o com tanta força que não conseguia se soltar. Isso porque a pessoa que o estava pressionando agora era Yi Chen. Ele não era páreo para ele.

[1] - Expressão chinesa que pode ser traduzida como "velho mestre" ou "mestre", usada como forma de se referir a si mesmo de forma arrogante ou irônica.

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