Quem é a verdadeira filha?

Volume 5 - Capítulo 478

Quem é a verdadeira filha?

Su Fei rangeu os dentes, aguentando Zheng Chao em cima dela como um vampiro. Enlouquecida, mordeu a própria carne no peito. Depois, calmamente, pegou o celular e ligou para Shi Dai.

Shi Dai, ainda meio atordoada procurando Su Fei para voltarem juntas ao banheiro, foi tirada de seus pensamentos pelo toque do celular.

Ao ver que era Su Fei, sorriu aliviada e atendeu. “Feifei, haha, o banheiro é ali dentro…”, disse, rindo.

Su Fei não conseguiu entender direito o que Shi Dai dizia. Queria falar, mas não conseguia.

A dor era tanta que Su Fei sentia o couro cabeludo formigando. Enquanto Zheng Chao se levantava um pouco, ela desferiu um chute violento em suas partes baixas.

A pancada foi tão forte que Zheng Chao soltou Su Fei de dor. Ela finalmente conseguiu respirar. Correu até a porta e gritou no celular: “Dai Dai, me salva! Quarto 502!”

Assim que Su Fei terminou a frase, Zheng Chao, que já a seguia, puxou seus cabelos e a jogou ao chão, num estado deplorável. O celular também foi arremessado ao chão, quebrando-se.

Ao ouvir o grito de socorro de Su Fei, Shi Dai se recompôs instantaneamente. Gritou no celular, mas não houve resposta.

A angústia tomou conta de Shi Dai. Meio sonolenta e confusa, olhou para o número da sala ao lado e correu imediatamente para o 502.

Naquele momento, ela não percebeu a gravidade da situação. Achou apenas que Su Fei poderia ter se metido em alguma pequena confusão e precisava dela para dar uma força.

Ao abrir a porta do quarto 502 e ver um homem nojento, quase irreconhecível de tão maltratado, estrangulando Su Fei e rasgando seu vestido violentamente, Shi Dai ficou em choque.

Olhou em volta, desesperada, jogou o celular fora e pegou um vaso de decoração, arremessando-o na cabeça do homem.

Su Fei se levantou imediatamente e correu para a porta. Zheng Chao, que ia atrás de Shi Dai, pareceu despertar um pouco. Virou-se para olhar Su Fei, que já estava na porta.

Com ódio assassino nos olhos, ele a perseguiu, gritando: “Su Fei, eu quero você morta!”

Su Fei estava apavorada. Zheng Chao, naquele momento, parecia um demônio vindo do inferno, fazendo-a tremer de medo.

Ainda esperando Shi Dai sair com ela, Su Fei viu Zheng Chao se aproximando. Instintivamente, virou-se e correu para fora da sala, fechando a porta e usando o tecido rasgado de sua roupa para amarrar firmemente a maçaneta por fora, com medo de que Zheng Chao a alcançasse.

Ao ouvir o grito agudo de Shi Dai vindo de dentro, Su Fei se lembrou vagamente de que ela ainda estava lá!

Mas Shi Dai só conseguiu emitir um gemido. Porque Zheng Chao, novamente em estado de fúria, agarrou o pescoço de Shi Dai com a mesma força que usara com Su Fei, silenciando-a.

A imagem de Su Fei fugindo com o vestido preto rasgado ainda estava na mente de Shi Dai.

A sensação sufocante de falta de ar e a dor turva das mordidas se misturavam, fazendo Shi Dai sentir que estava no inferno.

Tentou pegar o celular, tentou pedir ajuda, mas não o encontrou.

Enquanto isso, Su Fei estava parada na porta, impotente. Depois de alguns instantes, recuperando a consciência, lembrou-se de que precisava salvar alguém.

Cobrindo o corpo, correu em direção à recepção, com medo de gritar alto e atrair mais pessoas para ver seu estado deplorável.

Naquele momento, Shi Dai, na sala, conseguiu tocar em um pedaço de porcelana enquanto lutava. Sentiu uma alegria repentina. Agarrou o pedaço de porcelana e o arremessou em direção a Zheng Chao. Um filete de sangue apareceu no rosto dele.

A dor repentina fez Zheng Chao afrouxar o aperto, gemendo de dor.

Aproveitando a oportunidade, Shi Dai, com um forte desejo de viver, usou toda a sua força para empurrar Zheng Chao e correu para a porta da sala.

Ao colocar a mão na maçaneta, sentiu a alegria da fuga iminente. Mas ao girar a maçaneta, a alegria desapareceu, restando apenas um pânico profundo.

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