
Volume 2 - Capítulo 107
Senhor Fu, eu realmente te amo
Depois de um tempo conversando, Lin Nuan finalmente entendeu, pelas frases meio emboladas do menino, que ele tinha escapado enquanto a Tia Li estava na cozinha. Um taxista bonzinho viu a criança na rua de manhã cedo e deixou que ele entrasse no táxi para perguntar onde estavam os pais. Tuan Tuan mostrou a ele o jornal "Notícias da Manhã" e o motorista trouxe Tuan Tuan até ali.
A Tia Li devia estar morrendo de preocupação sem conseguir encontrar o menino. Lin Nuan pediu o número de telefone da casa de Tuan Tuan. Ele olhou para cima e encarou Lin Nuan com seus olhinhos redondos e escuros. Não queria mentir e correr o risco de a mãe não gostar dele, mas também não queria contar a verdade e ser mandado de volta.
“A criança é muito pequena, deve ter esquecido...” Bai Xiaonian tirou um doce de coelhinho branco da bolsa e ofereceu a Tuan Tuan na palma da mão.
Na verdade, Bai Xiaonian gostava muito de Tuan Tuan. Quem não ia gostar de uma criança tão fofa e bonitinha?
Preocupada com a possível aflição da Tia Li, Lin Nuan só teve uma opção: ligar para Fu Huai’an para que ele avisasse a Tia Li.
Ela pegou o telefone e pensou em Fu Huai’an… aquele beijo forçado no carro, aquelas palavras…
Suas orelhas ficaram vermelhas e a boca ainda parecia ter o gosto do cigarro de Fu Huai’an. Sem jeito, ela pensou em como contar a Fu Huai’an.
Tuan Tuan puxou sua roupa de repente. Ela desviou o olhar do telefone para Tuan Tuan.
Ele não disse nada – apenas a olhou com aqueles olhinhos grandes e úmidos, de Bambi.
Para surpresa dela, Lin Nuan entendeu o olhar. Ela se abaixou, acariciou a cabeça dele e perguntou: “Você quer ficar comigo?”
Tuan Tuan assentiu freneticamente, com a ponta do nariz tremendo.
Ele se lembrou de como tinha ido para o exame médico segurando a mão da Tia Li no hospital mais cedo. Todas as outras crianças tinham os pais para acompanhá-las e abraçá-las enquanto mimavam seus amores para fazer os exames, mas ele não tinha pai… nem mãe ao seu lado.
Naquele momento, sentiu muita saudade da mãe. Ele também queria chorar nos braços dela e gritar que não queria fazer o exame. Aí a mãe o confortaria com carinho e diria: “bom menino, Tuan Tuan, depois que você fizer, o tio médico vai nos deixar ir para casa!”
Tuan Tuan fungou e abriu os braços para abraçar a perna de Lin Nuan. Ele escondeu o rosto na perna dela e chorou disfarçadamente.
Lin Nuan acariciou suavemente sua cabecinha e disse: “Mas precisamos ligar para o seu pai, senão ele e a Tia Li vão ficar preocupados se não te encontrarem.”
Tuan Tuan enxugou discretamente as lágrimas na calça de Lin Nuan e se soltou. Ele assentiu e agarrou firmemente o dedo de Lin Nuan, como se temesse que ela desaparecesse no instante em que ele a soltasse.
Lin Nuan segurava a mão de Tuan Tuan enquanto ligava para Fu Huai’an, apertando o telefone com força.
Ela parecia bem mais segura com Tuan Tuan segurando sua mão.
“Alô…”
Ao atender a ligação, a voz magnética e ressonante de Fu Huai’an chegou direto ao seu ouvido direito, esquentando-o consideravelmente.
“O Tuan Tuan saiu de casa de manhã e agora está comigo. Não tenho o número da Tia Li nem o seu, então não sei como contatá-la…”
Lin Nuan ouviu Fu Huai’an soltar um longo suspiro de alívio do outro lado da linha.
“Passe o telefone para o Tuan Tuan”, disse ele em um tom sério e obviamente irritado.
Lin Nuan olhou para Tuan Tuan, que a encarava com seus olhinhos adoráveis. Ela disse: “A criança veio me procurar…”
Fu Huai’an entendeu o que ela quis dizer. Ela tinha medo de que ele batesse em Tuan Tuan e estava dando a entender que não devia. E ainda assim, ela não queria pedir que ele não o repreendesse na frente de Tuan Tuan, apenas para que ele não ficasse nervoso…