
Volume 12 - Capítulo 1168
Strongest Abandoned Son
Ye Mo suspirou. Não fazia ideia do que havia acontecido ali, mas pela aparência, uma mulher estava tomando banho quando o incidente ocorreu. Ou a mulher fugiu sem ter tempo de se vestir, ou foi arrastada para fora.
De qualquer forma, deixar uma mulher fugir sem roupas era trágico.
Ye Mo não tocou em nada naquele lugar, nem mesmo na lagoa de medula espiritual extremamente densa.
A pena era que ele não conseguia escanear seu sentido espiritual para dentro dos cômodos, tendo que verificar um a um. Dava para ver o quão poderoso era o ser que morava ali. Aquelas nem eram formações, mas simples restrições de limitação de sentido espiritual.
Ele deixou aquele quarto e foi para o quarto ao lado. Abriu a porta e a cena o chocou ainda mais.
Um homem de meia-idade, vestindo roupas extremamente luxuosas, sentava sozinho em um assento. Havia uma mesa de chá requintada diante dele, com alguns utensílios de chá bonitos.
O que mais o chocou foi que uma das mãos do homem atravessava sua cabeça de cima para baixo. O sangue coagulado ainda estava no rosto do homem; em seus olhos, Ye Mo via desespero e tristeza.
Claramente, aquele homem era o dono do lugar. Ye Mo não esperava que o dono do lugar tivesse se matado. Ele sabia que havia um grande inimigo que tinha vindo até ali; o dono ou lutou contra o inimigo e foi morto, ou fugiu. Mas, em vez disso, ele se matou em desespero. O que o deixou tão triste?
Ye Mo balançou a cabeça; ele não queria pensar, era uma história trágica – algo que poderia ser inaceitável. Caso contrário, como tantas empregadas poderiam morrer e até mesmo o dono ter cometido suicídio?
Não havia anel no dedo daquele homem, provavelmente tinha sido levado. Ele não tinha ido ali para adivinhar a história triste, ele foi para encontrar recursos de cultivo. Já que não havia nenhum, não havia sentido em ficar ali.
Justo quando ele ia sair do quarto e se preparar para sua danação divina no pátio, ele percebeu que havia ondas de energia espiritual em um canto do cômodo.
Mais uma formação? Ye Mo se aproximou rapidamente e lançou algumas bandeiras de formação. De fato, uma formação apareceu diante dele, uma formação de teletransporte escondida extremamente pequena. Provavelmente era muito antiga e por isso vazava algumas ondas de energia espiritual.
Ye Mo olhou ao redor e finalmente subiu na formação de teletransporte. Colocou duas pedras espirituais no anel e a formação de teletransporte se ativou em uma luz branca. Ye Mo desapareceu daquele quarto.
Uma sensação arrepiante o atingiu. Ye Mo se viu completamente em um mundo de neve gelada. Assim que saiu da formação de teletransporte, ouviu seus ossos rachando. Ye Mo rapidamente usou essência de cultivo para se cobrir.
Um lugar tão frio! Se um cultivador no estado de alma nascente viesse para lá, talvez congelasse até a morte imediatamente.
Aquele lugar era inúmeras vezes mais frio do que as fronteiras externas dos terrenos proibidos do Deus do Gelo. Em um instante, Ye Mo sentiu o frio ainda mais irresistível, então liberou o caldeirão octagonal.
O caldeirão octagonal começou a girar sobre sua cabeça, o cobrindo; somente então Ye Mo se sentiu melhor.
Seriam aqueles os verdadeiros terrenos proibidos do Deus do Gelo? Ele estava no pico do estado de espírito oco e tinha o caldeirão octagonal, mas ainda estava passando por dificuldades. Se fosse algum cultivador de espírito oco comum, ou até mesmo no estado de condensação corporal, provavelmente não suportariam.
Ye Mo escanou com o sentido espiritual e percebeu algo diferente.
Havia pedaços de gelo, montanhas e neve por toda parte, mas também havia uma árvore verde.
Ye Mo foi rapidamente até lá; percebeu que quanto mais perto chegava, menos frio sentia. Eventualmente, guardou o caldeirão octagonal.
Quando chegou à árvore verde, uma mulher de beleza extrema o encarou. Ele inconscientemente deu um passo para trás e saudou com os punhos desajeitadamente. "Eu sou Ye Mo, vim parar aqui por acaso, desculpe por perturbar qian bei." [1]
Ye Mo achou muito estranho; quando escaneara seu sentido espiritual ali, só vira a árvore, e não a mulher.
Ele nunca tinha visto uma mulher tão bonita; sua beleza era vibrante demais para se olhar. Não havia palavras que pudessem descrevê-la.
Ye Mo logo percebeu que a mulher ainda o encarava, seus olhos não se moviam.
Ye Mo percebeu que aquela mulher estava morta havia incontáveis anos. Sem aquela árvore, talvez ela seria uma estátua congelada como as empregadas.
Ye Mo se sentiu um pouco triste, na verdade. Rapidamente se deu alguns feitiços de clareza mental e foi embora. Aquela árvore verde era definitivamente um item espiritual extraordinário para conseguir permanecer sempre verde naquele lugar, mas ele não sabia o que era.
Ye Mo, na verdade, não pensou em levar a árvore embora, nem em enfrentar sua danação divina. Ele estava inconscientemente pensando que, se levasse aquela árvore, aquela mulher extremamente bonita se transformaria imediatamente em pedaços de gelo.
Ele realmente não conseguia suportar deixar uma beleza dessas se transformar em cacos de gelo. Não era amor, apenas uma simples admiração pela beleza.
Ele acreditava que, por mais boa que fosse aquela árvore, não se compararia ao seu Bambu Amargo. O Bambu Amargo era um dos dez grandes itens espirituais.
Ye Mo inconscientemente quis ir embora e procurar outro lugar para a danação divina. Mas depois de andar alguns metros, ouviu uma voz cheia de desespero dizer: "Me leve embora, me leve embora..."
Ye Mo se assustou. Escaneara seu sentido espiritual com toda a força, mas não havia nada. Seu sentido espiritual percebeu novamente aquela mulher bonita; ela claramente estava morta há muito tempo. Havia duas lágrimas em seu rosto pálido.
Será que ele tinha ouvido errado? Ele deu alguns passos para trás e aquele chamado ecoou novamente perto de seu ouvido.
Agora, Ye Mo tinha certeza de que era aquela mulher morta que o chamara. Para conseguir fazer isso, a mulher devia ter usado uma técnica secreta para deixar uma mensagem antes de morrer. Aquele era um chamado automático quando um estranho era detectado.
Era difícil para Ye Mo; não era que ele não quisesse levá-la embora, mas ele não sabia para onde a levar.
Ele não podia mantê-la no Mundo da Página Dourada. Ele já tinha mulheres demais lá.
Ye Mo inconscientemente tremeu; ele realmente não queria levá-la para seu Mundo da Página Dourada.
De repente, ele viu um pequeno pedaço de jade em sua cabeça. Ye Mo pegou e olhou para ele.
"A Pérola Azul é meu mundo, por favor, entregue a Pérola Azul ao Palácio do Deus do Gelo, Qing Ru será eternamente grata..."
Ye Mo não entendeu; o que era a Pérola Azul? Ele nunca a tinha visto – e onde ficava o Palácio do Deus do Gelo?
Justo quando Ye Mo ainda estava confuso, a árvore verde começou a balançar. Ye Mo esfregou os olhos; pensou que tinha visto errado, mas a árvore estava realmente se movendo. Instantaneamente, a árvore se transformou em uma Pérola Azul e aquela mulher desapareceu na pérola.
Ye Mo olhou boquiaberto para a Pérola Azul por um longo tempo, percebendo agora que aquela Pérola Azul era como seu Mundo da Página Dourada, um pequeno mundo.
Ye Mo escaneara aquela pérola, mas seu sentido espiritual não conseguia entrar de forma alguma.
Sem alternativa, Ye Mo só pôde pegá-la e jogá-la em seu Mundo da Página Dourada. Ele não sabia por que aquela Qing Ru confiava tanto nele. Como pessoas comuns poderiam expor seu pequeno mundo na frente de alguém? Um pequeno mundo era muito raro, qualquer um o desejaria.
"Talvez só eu não me importasse." Ye Mo balançou a cabeça. Ele gostava de seu Mundo da Página Dourada. Ele achava que era o melhor pequeno mundo. Ele até sentia que o Mundo da Página Dourada era muito mais do que apenas um pequeno mundo.
Aquela mulher provavelmente não tinha escolha. Ye Mo acreditava que, se tivesse escolha, ela nunca deixaria alguém pegar seu pequeno mundo.
Olhando para o pedaço de jade, Ye Mo pensou que só pensaria nisso depois de aprender sobre o Palácio do Deus do Gelo. De jeito nenhum ele ia procurar, ele tinha muitas coisas para fazer.
[1] - Qian bei: forma respeitosa de se referir a alguém mais velho ou de maior poder, similar a "senhor(a)".