Strongest Abandoned Son

Volume 6 - Capítulo 593

Strongest Abandoned Son

Yi Jiuhe logo contou como havia ido ao Monte Xian a negócios e começado a ser alvo dos dois criminosos. Embora tivesse dito que poderia dar a eles ainda mais dinheiro, os dois simplesmente pegaram seu dinheiro e o mataram.

"Tá bom, você é um cara legal, e você me ajudou da última vez, então vou te ajudar também dessa vez." Ye Mo lançou duas bolas de fogo, e as duas pessoas lá fora foram imediatamente reduzidas a cinzas.

Yi Jiuhe olhou para o poder de Ye Mo em choque, enquanto sua forma fantasmagórica começava a se dissipar. Se ele não conhecesse o qianbei[1] à sua frente e este qianbei lhe atirasse uma bola de fogo daquelas, sua alma teria se tornado nada em um instante.

Ye Mo suspirou. Ele se perguntou o que teria acontecido com o artefato de proteção que Yi Jiuhe tinha. Se ele o estivesse usando, talvez não tivesse morrido.

"Qianbei, obrigado por me ajudar a vingar-me. Sinto que estou prestes a desaparecer deste mundo. Por favor, me ajude, estou preocupado com minha esposa e minhas duas filhas. Agora que algo aconteceu comigo, meus dois irmãos tentarão roubar minha fortuna. Deixei um testamento – está nas mãos do meu melhor amigo, Jiang Junshan."

"Você quer que eu leve esse testamento para sua família?" Ye Mo franziu a testa. Ele realmente não queria fazer isso, porque estava muito ocupado.

Mas Yi Jiuhe era uma boa pessoa, então Ye Mo iria se tivesse tempo. Ele achou que Yi Jiuhe estava se preocupando demais, no entanto. Sua esposa e filhas ainda estavam lá, como sua fortuna poderia ser tomada por seus irmãos?

"Obrigado, Qianbei, agora me sinto aliviado. Se você vir minha esposa, diga a ela para lhe dar a pedra arco-íris. A Jiuhe Corporation, de Jiu Tang City, é minha..." Antes que Yi Jiuhe pudesse dizer tudo o que queria, ele se dissipou.

Ye Mo suspirou. Ele tinha a pérola yin sha, mas não tinha nenhum método de cultivo de fantasmas, então não podia ajudar Yi Jiuhe. A única razão pela qual Yi Jiuhe havia conseguido durar tanto tempo foi puramente por causa de sua vontade. No momento em que ele relaxou, sua forma fantasmagórica não conseguiu permanecer neste mundo.

A menos que houvesse circunstâncias especiais ou outras pessoas mantendo o fantasma em existência, era muito difícil para fantasmas permanecerem neste mundo. Além disso, os fantasmas mantidos por humanos geralmente não eram capazes de pensamento consciente, e apenas cultivadores de fantasmas teriam sua própria vontade.

Ye Mo recompôs seus pensamentos e abriu a passagem embaixo da mesa.

Assim que ele a abriu, imediatamente soube que devia haver pessoas morando ali. Havia uma corrente de ar no local.

Ao caminhar alguns metros, Ye Mo viu um quarto e o examinou. Havia uma cama de madeira torta e um tapete novo, e além disso, também havia uma mesa e uma cadeira normais.

Ye Mo examinou cuidadosamente os arredores com seu sentido espiritual e rapidamente descobriu que a parede era diferente em um ponto. Ele se aproximou e percebeu que era possível abrir aquele local.

Depois de abri-lo, Ye Mo encontrou uma grande caixa de madeira e, ao abri-la, encontrou quatro livros grossos cobertos de seda dentro. Três eram na verdade livros da Dao De Sutra e um era ainda mais antigo e não tinha capa.

Ye Mo ficou atônito, pois conhecia bem os livros até então. Aqueles eram realmente três livros da Sutra Ni Luo! Ye Mo abriu um livro e conseguiu reconhecer com dificuldade as palavras "Ni Luo" em uma página amarela.

O que decepcionou Ye Mo foi que a página de título dourada do terceiro livro estava faltando. Ye Mo já possuía duas páginas douradas, então a terceira deve ter sido levada pela pessoa que escondeu esses livros naquele lugar.

A pessoa que o escondeu lá também deve ter descoberto o segredo da página dourada. Ye Mo suspirou. Ele havia obtido o terceiro livro, mas a parte mais importante havia desaparecido.

Como aquela outra pessoa percebeu que a página de título em branco era especial? Ye Mo pensou por um momento e de repente percebeu que essa pessoa provavelmente devia ter os três livros, mas como dois deles não tinham uma página em branco, a pessoa só precisava pensar um pouco para saber que a página em branco era muito importante.

Mas mesmo assim, não fazia sentido deixar os três livros da Sutra Ni Luo naquele lugar.

De repente, Ye Mo se lembrou do que Luo Yin havia dito. Era uma tia marcial de sua seita que provavelmente pegou a Sutra Ni Luo, e ela estava na metade do estado do grande céu. Levando em conta o encontro de Tang Beiwei, parecia que a velha freira que Beiwei conheceu era provavelmente aquela tia marcial.

O quarto livro que Ye Mo encontrou parecia muito grosso e tinha algumas imagens nele, todas de mulheres nuas. Cada imagem tinha linhas vermelhas mostrando a direção e o método de cultivo de qi.

Provavelmente era um método de cultivo de artes marciais antigas. Ye Mo deu uma olhada e viu que era muito mais poderoso do que outros métodos.

Os quatro livros não tinham significado para Ye Mo, então ele os jogou casualmente em seu anel.

Ye Mo então olhou em volta, mas não havia mais nada. Ye Mo só pôde ir embora e lacrar novamente a entrada para deixá-la como a havia encontrado.

Parecia que aquela freira estava ferida e havia deixado aqueles livros para trás. Mas os livros não ocupavam tanto espaço, então ela achou perigoso guardá-los com ela por algum motivo? Alguém estava a caçando?

Além disso, por que uma mestre de meio passo para o grande céu das seitas ocultas internas estaria junto com alguém como Wei Yongqian? Ye Mo não entendeu, pois eram pessoas de dois mundos diferentes.

Enquanto isso, quase amanhecera, então Ye Mo rapidamente deixou o templo em ruínas.


Ye Mo voltou para o hotel e encontrou Su Jingwen deitada em sua cama. Por que ela estava dormindo lá?

"Ah, você voltou." Su Jingwen ouviu o som da porta fechando e acordou, e quando viu Ye Mo olhando para ela de forma estranha, seu rosto corou ao pensar no que aconteceu na noite anterior.

Ela rapidamente começou a explicar: "Vim falar com você ontem à noite, mas você tinha saído, então acabei dormindo aqui..."

Ye Mo entendeu e sorriu: "Pode continuar dormindo, não estou cansado."

Su Jingwen disse rapidamente: "Já está de dia, vou embora."

Quando Tang Beiwei acordou de manhã e não viu Su Jingwen, chamou por ela, mas não ouviu resposta. Quando saiu do quarto e não a encontrou na sala de estar, pensou: "Onde ela foi tão cedo? E por que ela não usou seu casaco?"

Naquele momento, a porta de Ye Mo abriu e Su Jingwen saiu do quarto de pijama. Ela viu Tang Beiwei e sorriu: "Bom dia, Beiwei – Ah, ehm..."

Ela acabou de perceber que estava saindo do quarto de Ye Mo de manhã e Beiwei a estava vendo assim. O que ela pensaria?

"Irmã Jingwen, você... dormiu com meu irmão ontem à noite?" Tang Beiwei perguntou inconscientemente.

"O-que? Beiwei, não é o que você pensa! Eu, eu... Seu irmão não estava lá ontem à noite, eu dormi..." Su Jingwen gaguejou.

Ye Mo saiu naquele momento e ficou atrás de Su Jingwen. Su Jingwen não continuou explicando, mas rapidamente voltou para o quarto para trocar de roupa.

"Beiwei, depois que tomarmos café da manhã, eu te levarei e a Jingwen de volta para Ning Hai." Ye Mo não se sentia seguro em tê-las ali perto daquela velha freira.

"Irmão, estou realmente surpresa. Me diga: ontem à noite, você e a irmã Jingwen...?" Tang Beiwei disse baixinho.

Ye Mo sorriu sem jeito: "Beiwei, não diga isso, nada aconteceu entre nós."

"Hmph! Irmão, você dormiu com a irmã Jingwen, então você precisa assumir a responsabilidade por ela. Você mora em Luo Yue de qualquer maneira, então tudo bem se você tiver mais de uma esposa. A irmã Jingwen é tão bonita, não é como se você estivesse perdendo nada," Tang Beiwei de repente elevou a voz.

Su Jingwen a ouviu pela porta e ficou sem graça. Ela queria ouvir o que Ye Mo diria, então não abriu a porta.

Ye Mo ficou suando. Ele nunca soube que sua irmã tinha esse lado.

Ye Mo não queria que as coisas ficassem mais complicadas, então interrompeu: "Por enquanto, Beiwei, não fale mais sobre isso. Eu te explicarei mais tarde."

[1] Qianbei: termo de respeito usado para se referir a alguém mais velho ou de maior experiência, similar a "mestre" ou "senior".

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