Strongest Abandoned Son

Volume 3 - Capítulo 214

Strongest Abandoned Son

Um vento gélido passou sibilando perto do ouvido de Ye Mo. Imediatamente, ele percebeu que aquilo não era vento, mas algo real. Sua percepção espiritual varreu os arredores, detectando uma sombra tênue na vala.

Naquele momento, o som de escavação lá fora pareceu aumentar. Ye Mo esquadrinhou a vala com sua percepção espiritual. Era uma área de aproximadamente 70 metros. Havia uma plataforma, mas ele não conseguia ver o que havia abaixo dela.

Embora Ye Mo não acreditasse muito em fantasmas e assombrações – achava que a maioria das explicações de especialistas eram pura balela, como essas de campos magnéticos ou outras coisas do gênero –, ele sabia que existiam muitas coisas inexplicáveis no mundo. E ele, vindo do reino de cultivo, conhecia ainda mais coisas inexplicáveis. Na visão de Ye Mo, isso se devia à diminuição de energia espiritual no mundo. A energia espiritual fazia as coisas crescerem e se tornarem inteligentes. Sem ela, as coisas perdiam suas propriedades especiais.

Apesar de sentir a presença de um espírito maligno invisível, Ye Mo não se importou. Sua percepção espiritual o detectava. Além disso, esse espírito maligno sentia medo dele.

Ye Mo pulou para a vala, aterrissando na plataforma. Imediatamente viu uma câmera e, sem hesitar, lançou uma bola de fogo, reduzindo o equipamento a cinzas.

Ele saltou da plataforma e caiu no chão. Assim que o fez, viu vários corpos. Eles haviam morrido recentemente. Aquele lugar era realmente estranho.

Ele lançou sua percepção espiritual novamente. O local não era um túmulo antigo, como Xiao Lei havia dito, mas sim o leito de um rio seco.

Pedras e areia por toda parte. Também havia alguns ossos antigos e plantas em decomposição. Mas o que mais importava para Ye Mo era o caldeirão. Ele o encontrou rapidamente em outra plataforma, sozinho.

Ye Mo aproximou-se da plataforma e, quando ia pegá-lo, sentiu uma onda de animosidade vinda de um lado. Imediatamente soube que era aquele espírito maligno. Nem Ye Mo sabia o que era. Se fosse um fantasma, por que tinha sombra? Se fosse um animal, por que só era visível pela percepção espiritual?

O objetivo principal de Ye Mo era o caldeirão, mas, atacado pelo espírito, ele ficou furioso. Afinal, aquela coisa havia assustado Ning Qingxue. Talvez os inúmeros cadáveres ali estivessem relacionados a ele.

A intenção de matar o invadiu, e ele imediatamente cercou a sombra com sua energia e lançou várias bolas de fogo.

Parecia que o espírito maligno só conseguia assustar pessoas e desaparecer; ao encontrar um cultivador de verdade como Ye Mo, não ofereceu resistência.

Um grito agudo ecoou, e ele se desfez em pó.

Ye Mo ficou desapontado. Tinha sido tão fácil? Ele nem precisou se esforçar e a coisa desapareceu. Não era à toa que um talismã que ele havia feito no Estágio 1 de Acúmulo de Qi conseguia pará-lo. Aquela coisa só conseguia ficar na vala; se saísse, até mesmo um artista marcial antigo poderia matá-la ao sentir sua energia.

Mas, mesmo tendo matado o espírito, Ye Mo ainda não sabia o que era. Ao menos, ele sabia que não havia outros cultivadores ali.

Ye Mo não deu mais atenção àquilo. Pegou o caldeirão, mas logo ficou desapontado. Era apenas uma réplica, esculpida em pedra, colocada ali como um sinal.

Ye Mo balançou a cabeça e o recolocou. Seguiu pelo leito do rio por mais 100 metros. Então, uma enorme porta de pedra de alguns metros de largura apareceu.

Aquele era realmente um túmulo? Apesar de tudo, parecia claramente o leito de um rio seco.

Ele empurrou a porta, mas nada aconteceu. Não era algo que ele pudesse mover com sua força atual. Ye Mo tirou a espada longa do anel e desferiu quatro golpes em direção ao centro.

A porta de pedra foi cortada como se fosse tofu. Ye Mo esquadrinhou o interior com sua percepção espiritual, mas o ar estava fétido.

Não havia perigo. Ye Mo entrou e viu fileiras de prateleiras de madeira apodrecidas. Havia muitos vasos de cerâmica, de madeira e até de jade. Com o vento que Ye Mo trouxe, as prateleiras apodrecidas se desfizeram.

Ye Mo limpou a poeira e começou a olhar cuidadosamente. O primeiro objeto a chamar sua atenção foi um caldeirão de tamanho médio. Ye Mo o examinou e descobriu que não era uma réplica, mas um caldeirão de verdade.

Tinha uma cabeça de dragão de cada lado, uma abertura na cintura e uma tampa. Era um caldeirão bem equipado, idêntico à réplica. Ye Mo se alegrou e o pegou. Era um bom caldeirão, capaz de produzir muitas pílulas. Mesmo depois de tantos anos, ainda era possível sentir um leve cheiro de ervas.

Era uma coisa boa, mas Ye Mo percebeu que não era do reino de cultivo. Nem ele sabia de que material era feito, mas com certeza era um material de primeira. O artesanato também era de primeira linha, mas não tinha marcas de formação. Obviamente, não era usado no reino de cultivo, mas Ye Mo sentia que aquele caldeirão não era tão simples assim.

Ye Mo analisou a situação e fez uma suposição. Muito tempo atrás, aquele lugar poderia ter sido um setor oculto que fabricava pílulas. Na frente do setor havia um rio, mas algo aconteceu e o rio secou. O setor também foi enterrado no subsolo. Pena que ele só conseguiu um caldeirão.

Ye Mo limpou o caldeirão, revelando um desenho antigo. Então, Ye Mo encontrou as palavras Shen Nong no fundo. Aquele seria o caldeirão usado pelo ancestral chinês Shen Nong? Se fosse esse o caso, o caldeirão valia uma fortuna. Felizmente, ele chegou lá primeiro.

Com o caldeirão, ele poderia fazer muitas coisas. Contanto que tivesse ervas suficientes, poderia fabricar pílulas. Assim, ele cultivaria muito mais rápido. Ye Mo olhou para as ervas reduzidas a pó ao seu redor e sentiu-se desolado. Que pena. Ele procurou cuidadosamente, mas realmente não havia mais nada ali. Satisfeito por ter encontrado o caldeirão, Ye Mo preparou-se para partir.

Mas, naquele momento, ele se virou e viu uma estátua de pedra na entrada. Ye Mo franziu a testa. Será que não a tinha visto antes? Além disso, ele não havia prestado atenção ao entrar; não parecia se lembrar de ter visto aquela estátua. Parecia ter aparecido depois que ele pegou o caldeirão. Realmente era estranho.

Mesmo assim, Ye Mo não se importou. Afinal, acabara de destruir um espírito maligno, então não se preocuparia com uma simples estátua de pedra.

Ye Mo se aproximou e escanou com sua percepção espiritual. A estátua não tinha nada de peculiar, e embaixo dela parecia haver um incensário. Ye Mo caminhou até ela e moveu cuidadosamente a estátua. No entanto, assim que o fez, sentiu o chão tremer. Droga! Se Ye Mo ainda não percebeu que a estátua era uma armadilha, era muito distraído.

Assim que o pensamento surgiu, Ye Mo ouviu um estrondo vindo de fora. Ele lançou sua percepção espiritual; a vala estava desabando novamente, e a terra ainda estava cedendo. Ye Mo entendeu imediatamente que, se não saísse a tempo, seria soterrado vivo.

Mesmo sendo do Estágio 3 de Acúmulo de Qi, seria muito difícil sair da terra depois de ser enterrado a 100 ou 200 metros de profundidade. Aquele lugar não era um deserto; era cheio de lama e rochas. No entanto, Ye Mo não se preocupou; mesmo que fosse enterrado, seria difícil sair, mas não impossível.

Ondas de lama caíam. Ele sabia que não era viável sair pela porta de pedra, pois provavelmente já estava obstruída.

Ye Mo se virou e correu para dentro. Havia prateleiras de madeira apodrecidas e ervas por toda parte. Isso o fez lembrar do lugar que ele vira no deserto, onde havia muitas Videiras de Coração Púrpura, mas todas haviam se reduzido a pó.

Ye Mo inicialmente queria correr até o fim e abrir um caminho com a espada longa, mas então percebeu que, se aquele lugar era um local para fabricar pílulas, não poderia haver apenas uma saída.

Mas, assim que chegou ao fim, grandes blocos de lama caíram antes que ele pudesse sacar a espada longa.

Ye Mo sabia que era tarde demais. Não era hora de se arrepender. Imediatamente formou uma barreira com sua energia espiritual para evitar ser atingido pelas pedras.

O desabamento foi rápido. Quando Ye Mo já não conseguia mais aguentar, o desabamento parou. Ye Mo soube que estava completamente enterrado no subsolo.

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