
Volume 3 - Capítulo 256
Pet King
Como sempre, conversas fiadas não incomodavam Fina. Caminhando elegantemente, chegou ao portão da escolinha e espiou por entre as grades.
Era uma escolinha pequena, um jardim de infância local que atendia a vizinhança. Quando muitos moradores se mudaram, a escolinha logo fechou por falta de alunos.
A porta estava fechada. Sinceramente, fechaduras não eram problema para gatos, pois eles podiam facilmente pular cercas. Fina não se preocupou porque a cerca de ferro parecia excepcionalmente suja. A tinta verde estava descascada na maior parte e a base das barras de ferro estava cheia de ferrugem marrom. Por cima da ferrugem, havia também areia e poeira. Se Fina pulasse a cerca, com certeza ia se sujar.
Fina era uma cadela neurótica com limpeza. Não tinha medo da cerca ou das escadas. No entanto, Fina se importava muito com a aparência de sua pelagem, então não arriscaria sujá-la. Tudo o que queria era dar um passeio relaxante.
Leãozinho Nevado correu de trás, seu longo e felpudo cabelo como algodão doce.
“Minha Rainha, estou chegando!”
Ele alcançou Fina ofegante e olhou para dentro da escolinha porque Fina estava olhando para lá.
“Minha Rainha, você quer entrar?” perguntou Leãozinho Nevado.
Fina balançou a cabeça: “Não. Não quero me sujar.”
Leãozinho Nevado quase disse em voz alta: “Não se preocupe! Vou te lamber até ficar limpa!”
No entanto, Leãozinho Nevado foi esperto o suficiente para guardar as palavras para si. Se realmente dissesse a Fina, ela poderia ter ficado brava e ido embora.
Quando Leãozinho Nevado morava no Edifício Yuanhua e dirigia outros gatos para roubar, ele pegou o hábito de procurar falhas de segurança em qualquer lugar. Olhando para cima, surpreendentemente, descobriu que o portão estava apenas meio fechado, não completamente fechado. Ele abriu o portão com a pata.
“Sua Majestade, por favor!” disse Leãozinho Nevado alegremente.
Fina olhou para ele com surpresa. Avaliando, ela acenou com a cabeça e entrou.
Era um pequeno pátio com mato por todo lado. Estava frio, então não havia mosquitos.
“Sua Majestade, você quer brincar?” Leãozinho Nevado parou ao lado de uma gangorra, olhando para Fina com desejo.
“Como?” Fina olhou para a tábua comprida, confusa.
Vendo que Fina estava interessada, Leãozinho Nevado explicou: “Sua Majestade, você fica de um lado e eu do outro. Alternadamente, empurramos o chão com as pernas e então vamos subir e descer.”
No início, Fina ia rejeitar a ideia. No entanto, vendo o quanto Leãozinho Nevado estava animado e pensando na conversa entre Zhang Zian e Leãozinho Nevado, Fina percebeu que tinha sido muito dura com Leãozinho Nevado. Fina concordou: “Okay. Podemos brincar um pouquinho.”
“Espere!” Leãozinho Nevado viu que a gangorra estava muito suja, então ele pegou algumas folhas limpas e as colocou primeiro do lado de Fina, depois no seu próprio lado.
Fina ficou feliz. Zhang Zian nunca foi tão atencioso, e ele sempre reclamava que Fina era muito exigente.
“Vou subir primeiro. Sua Majestade, você é forte. Você pode pular depois que eu subir.” Leãozinho Nevado sabia que não conseguiria chegar ao assento se deixasse Fina sentar na gangorra primeiro.
Leãozinho Nevado sentou-se de um lado da gangorra. O outro lado estava inclinado para cima.
Fina pulou e pousou levemente na outra extremidade.
O peso deles era quase o mesmo. O lado de Leãozinho Nevado se inclinou para cima quando Fina pulou.
Foi uma nova experiência emocionante para Fina, e embora não pudesse realmente explicar o motivo, Fina sentiu que começou a ter uma conexão com Leãozinho Nevado com a subida e descida da gangorra.
Gritando animadamente, Leãozinho Nevado passou sua paixão para Fina através da gangorra. Ele estava empurrando o chão cada vez mais forte, de modo que a gangorra estava subindo e descendo cada vez mais rápido.
Era meio-dia. A maioria das pessoas estava em casa almoçando. Ninguém estava no beco naquela hora. Caso contrário, as pessoas poderiam ficar chocadas ao ver os dois gatos se divertindo tanto em uma gangorra.
Amizade era algo especial. Pode se construir trabalhando juntos por um grande objetivo, ou simplesmente se divertindo em uma gangorra.
A escolinha já foi um lugar cheio de calor e risadas. No parquinho, havia escorregadores, gangorras e balanços. As crianças se divertiam lá sob a supervisão dos professores e gradualmente começaram a construir suas amizades mais puras.
As crianças iriam deixar a escolinha algum dia e deixar a vida levá-las em direções diferentes. No entanto, Leãozinho Nevado já sabia que Fina era seu destino. Ele seguiria Fina para sempre.
Leãozinho Nevado começou a ficar tonto e quase caiu da gangorra. Vendo isso, Fina diminuiu a velocidade e a gangorra finalmente parou.
“Sua Majestade! Isso é muito divertido!” Leãozinho Nevado ficou animado porque Fina concordou em subir na gangorra. Como Fina consideradamente diminuiu a velocidade quando Leãozinho Nevado ficou tonto, o gatinho branco estava no céu.
Fina também se divertiu. Ela não disse isso porque tinha que manter seu orgulho na frente de Leãozinho Nevado. Pulando do assento, ela seguiu em direção à sala de aula com o rabo abanando.
Como o portão externo não estava trancado, Fina aprendeu o truque. Ela empurrou a porta da sala de aula e a porta abriu. Fina recuou imediatamente quando a porta abriu porque uma tonelada de poeira caiu.
Leãozinho Nevado veio e acenou com a pata para limpar a poeira para Fina.
A sala de aula estava escura, mas isso não era problema para gatos.
Quando a poeira baixou, Fina já tinha uma boa ideia de como a sala de aula era. Algumas cadeiras e mesas pequenas estavam espalhadas. Toneladas de pequenos brinquedos coloridos estavam empilhados em um canto, que estavam extremamente sujos. Um formulário de premiação em que os professores colocavam estrelas vermelhas para representar a premiação estava na parede. Algumas estrelas vermelhas haviam caído no chão e a escrita estava vaga depois de todo esse tempo.
Havia uma espessa camada de poeira no chão e papéis por toda parte. Parecia que essa escolinha havia sido abandonada por muito tempo, e raramente as pessoas entravam.
Olhando para o interior sujo, Leãozinho Nevado disse a Fina: “Sua Majestade, vamos voltar. Está sujo lá dentro.”
Fina acenou com a cabeça. Não havia razão para elas entrarem.
Quando estavam prestes a sair, uma brisa entrou. Alguns papéis foram levantados pelo vento e dançaram no ar. Um voou direto para o rosto de Fina. Fina era rápida. Ela derrubou o papel com uma pata. O papel ficou preso no chão.
Fina percebeu que o papel era uma página de um diário. Havia um desenho feito com giz de cera colorido com uma linha de escrita infantil embaixo.
Havia um menino na foto. Um pequeno círculo representava sua cabeça. Algumas pequenas linhas curtas representavam seu cabelo e um grande oval representava seu corpo. Partindo do corpo, havia quatro linhas longas, que eram os braços e as pernas.
A foto tinha o título: “Minha Mãe”.