Super Gene

Capítulo 1244

Super Gene

Tradutor: Nyoi-Bo Studio Editor: Nyoi-Bo Studio

O Cego era um dos poucos estranhos com quem Han Sen se importava.

Quando se conheceram, o Cego deu a Han Sen um livro parecido com a Inocência Primal. Muito tempo depois, ele aleatoriamente entregou a Han Sen um caldeirão com o símbolo do gato de nove vidas.

Mesmo que o Cego fosse da Legião de Sangue, ainda era estranho ele dar uma coisa dessas para Han Sen, de todas as pessoas.

De acordo com o sucessor de Xuan Men, a Legião de Sangue era a única outra facção com poder de verdade. Sendo assim, Han Sen sabia ter muita cautela ao lidar com pessoas associadas à organização.

“Venha comigo,” o Cego disse, com a voz baixa.

Han Sen seguiu o Cego, pensando que não haveria risco de perigo ali na Aliança.

Felizmente, o Cego não levou Han Sen para um lugar muito particular. Han Sen foi levado a um restaurante operado por IA. Eles escanearam seus cartões e então se sentaram.

“Por que nos santuários você me enviou aquele caldeirão?” Han Sen finalmente teve a chance de perguntar.

O Cego riu e disse, “Eu estava salvando você.”

Han Sen franziu a testa e respondeu, “Não fale besteiras. Me diga a verdade.”

O Cego sorriu e disse, “Eu estou falando sério quando digo que ele pode salvar sua vida. Antes de você se tornar um semideus, coma o que está dentro.”

“Por que eu comeria isso?” Han Sen achou que o Cego tinha enlouquecido. Afinal, por que Han Sen consumiria algo que pertencia à Legião de Sangue?

“Você vai comer, isso é certo,” o Cego disse.

Han Sen riu e hesitou. “Bem, deixe-me dizer o quão errado você está!”

Após essa breve troca, Han Sen se preparou para sair. Ele queria saber mais sobre a Legião de Sangue, mas o Cego não parecia ser do tipo que queria sentar e conversar propriamente.

“Espere. Há algo que você deveria ver primeiro,” o Cego disse, sabendo que isso despertaria a curiosidade de Han Sen e o impediria de partir.

Han Sen olhou para trás e congelou ao ver o que o Cego estava segurando agora.

As mãos do Cego eram muito grossas e coriáceas, mas os dedos grossos seguravam um anel. Era bem ordinário, pois havia sido forjado com prata e cravejado com um diamante.

Mesmo na Aliança, isso era apenas um anel comum.

Mas ele se destacou para Han Sen muito bem porque sua mãe tinha um anel idêntico. Era sua aliança de casamento.

Quando o Cego testemunhou a reação petrificada de Han Sen, ele colocou o anel sobre a mesa. Han Sen o pegou e leu o interior. Estava escrito: “Com amor, Lan.” Han Sen ficou surpreso.

Ele se lembrou disso. Quando Han Sen era jovem, ele recebeu este anel de seu pai para segurar, e ele tinha lido a inscrição dentro. Seu pai estava cavando uma piscina na época, e ele queria que Han Sen o segurasse caso caísse e se perdesse.

Han Sen só conhecia a palavra “amor”, mas não entendia a palavra “Lan”. Ele se lembrou de ter perguntado ao pai sobre isso também.

O pai de Han Sen disse a ele que o “Lan” se referia à sua mãe. Isso o deixou perplexo na época, porque o nome de sua mãe era Luo Sulan. O “Lan” de seu nome significava “orquídea”, mas o “Lan” no anel havia sido inscrito com um caractere diferente. Eram homônimos, mas haviam sido escritos de forma diferente.

Foi apenas alguns anos atrás que Han Sen aprendeu que o verdadeiro nome de sua mãe era Luo Lan, e era esse “Lan” que estava no anel.

Já fazia muitos anos que Han Sen tinha visto o anel, no entanto. Ele não podia ter certeza se estava se lembrando das coisas corretamente ou se o Cego estava realmente mostrando a ele o original.

“O que é isso?” Han Sen perguntou.

O Cego riu. Sua voz rachou asperamente, como se tivesse passado muitos anos bebendo e fumando.

“Se você não sabe o que é isso, dê para Luo Lan. Ela saberá.”

Han Sen encarou o Cego por um tempo depois disso. Quando chegou a hora de quebrar o silêncio, Han Sen levantou a cabeça e disse: “É isso que você queria me mostrar, então?”

“O dono do anel quer que você saiba que precisa comer o que está dentro daquele caldeirão antes de se tornar um semideus,” o Cego disse.

“Você acha que um anel e uma implicação sutil vão me convencer?” Han Sen disse. Mesmo que seu pai estivesse bem na frente dele, ele teria que puxar suas bochechas e fazer um exame completo para acreditar que ele era o verdadeiro.

O Cego disse, “Você sabe a cor do gato?”

Han Sen não tinha certeza do que ele queria dizer com isso, já que gatos podiam vir em uma variedade de cores.

“Isso não é algum aperto de mão secreto ou código, é? Quer dizer, eu não saberia. Eu não sou um membro da sua organização,” Han Sen disse.

O Cego balançou a cabeça e disse, “É azul. Por quê? Porque alguém o pintou de azul.”

Han Sen sentiu como se tivesse sido esfaqueado com uma faca, e o objeto dessa dor tivesse sido torcido. Sua mente explodiu.

Han Sen se lembrou que havia um velho gato branco vivendo em sua casa quando ele era apenas uma criança. Ele estava sempre tomando sol no quintal. Uma vez, Han Sen usou tinta para colori-lo de azul. Seu pai ficou furioso com isso, e disse a Han Sen para nunca mais tocar no gato, pois ele já pertenceu a seu bisavô.

Essa foi a primeira vez que Han Sen viu seu pai ficar propriamente zangado, então era algo que ele provavelmente não esqueceria.

Han Sen e seu pai limparam o gato, mas ele morreu apenas alguns dias depois. Han Sen ficou triste por um longo tempo depois disso, acreditando que foram suas próprias ações que levaram à morte do gato.

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