Super Gene

Capítulo 1216

Super Gene

Tradutor: Nyoi-Bo Studio Editor: Nyoi-Bo Studio

Bola de Neve deixou a caverna ao lado de Han Sen, sendo forçado a guiá-lo até o topo da montanha. Para alcançar o cume, eles teriam que trilhar um caminho íngreme e precário.

O caminho tinha apenas um palmo de largura e, de cada lado daquela trilha traiçoeira, não havia nada além da extensão de névoa que nenhum olho conseguia penetrar. Até Bola de Neve dava seus passos com cuidado.

Han Sen sabia que Bola de Neve tinha a habilidade de voar, mas ele parecia preferir caminhar. Han Sen não o questionou muito e apenas optou por caminhar junto com ele. Mas Han Sen pensou que deveria haver uma maneira melhor de subir do que aquela e, por isso, se perguntou por que Bola de Neve estava tão resoluto em sua determinação de seguir por aquela trilha em particular.

Han Sen pensou que a criatura peluda estava tentando ganhar tempo, seguindo por aquela rota lenta, arrastada e tão imprudente, mas depois de um tempo, ele notou a ausência de ruídos de criaturas. Estava muito quieto naquele caminho.

“Esse cara é um cagão. Ele prefere arriscar quebrar o pescoço em uma queda do que seguir por uma rota que possa nos levar por trilhas habitadas por monstros.” Apesar desse pensamento, Han Sen estava começando a gostar do pequeno sujeito.

A névoa roxa engrossava quanto mais eles avançavam, até ficar quase tão densa quanto um muco que entupia sua visão. Eventualmente, ficou tão ruim que Han Sen não conseguia nem ver seus dedos na frente do rosto. Nesse ponto, Han Sen teve que abandonar sua visão e confiar em seus ouvidos. Ele seguiu os sons dos pequenos passos de Bola de Neve o resto do caminho.

E, claro, para segurança extra, para que não desse um escorregão fatal, ele abraçou cada parede que pôde.

Depois de um tempo assim, os olhos de Han Sen finalmente vislumbraram algo muito brilhante perfurando a névoa. Era tão brilhante que, inicialmente, ele teve que levantar a mão como um escudo.

Um pouco mais adiante, eles deixaram a névoa. Foi quando viram o pico negro gigante da montanha, apontando para o céu como um punho rochoso em direção aos céus.

“Essa montanha é enorme. Que lugar misterioso é esse nos santuários, eu me pergunto?” Han Sen olhou para cima e, nesse ponto, percebeu que estava trilhando o que poderia ser melhor descrito como o sopé da montanha.

Eles caminharam e caminharam durante o dia e até o seio da noite. Depois de escurecer, eles chegaram ao pico.

Eles não tinham visto uma única criatura no caminho. Se realmente havia uma ausência de criaturas, ou se Bola de Neve simplesmente optou por uma rota que as evitasse, Han Sen não conseguia dizer.

Mas enquanto ele procurava um pouco no pico, não demorou muito para que a surpresa o atingisse mais uma vez.

Havia uma torre saindo do chão rochoso. Além do mais, parecia ter sido produto do trabalho manual humano. Tinha apenas dois metros de altura, mas havia uma pequena porta.

Os tijolos azuis com os quais a torre foi construída estavam cobertos com o que parecia ser ferrugem. Seja o que for essa torre, era velha. Bola de Neve se aproximou da torre e começou a se prostrar diante da porta, como se estivesse pedindo perdão sinceramente.

Han Sen sabia que devia ter cuidado com o que quer que pudesse residir naquela torre, então ele não ficou muito perto. Ele estava ali pela raposa prateada e não ia arriscar. Ele se certificou de que não havia nada de muito estranho escondido nas proximidades e verificou as encostas da montanha em busca de um sinal de seu companheiro desaparecido.

Enquanto observava as encostas, porém, Han Sen vislumbrou duas sombras.

Eram duas supercriaturas que Han Sen nunca tinha visto antes. Ambas eram enormes em tamanho e lutavam juntas como loucas. Enquanto lutavam, a névoa ao redor delas girava como um vórtice.

Estranhamente, o combate foi silenciado como todo o som havia sido antes. Era como se nada estivesse acontecendo.

Han Sen não achava que as criaturas terminariam sua luta tão cedo, então ele continuou sua busca. Ele queria encontrar Pequena Prata e os habitantes desaparecidos da Montanha Fantasma.

Mas, além daquelas duas criaturas, que estavam ocupadas o suficiente consigo mesmas, não parecia haver mais nada vivo ali.

“Será que eles estão presos na névoa?” Han Sen se perguntou.

Como ele não conseguiu encontrar ninguém, Han Sen decidiu voltar e ir atrás daqueles dois monstros lutando. Ele gostava da ideia de se esgueirar e tirar vantagem da situação deles para matá-los e colher quaisquer recompensas que pudesse.

Ambos pareciam muito fortes. Um era coberto de escamas pretas e possuía chifres de veado na cabeça. Parecia um kirin aquático.

O outro era roxo e estalava com raios. Sua aparência era um pouco mais divertida, pois parecia quase um esquilo eletrificado.

A água e os raios colidiam, mas não explodiam ou causavam uma reação. Em vez disso, os dois poderes acabaram distorcendo os próprios aspectos da dimensão em que os dois lutadores operavam.

Han Sen já tinha visto criaturas com esses elementos antes, mas nunca as tinha visto lutar umas contra as outras.

Enquanto Han Sen observava os dois, ele sentiu algo puxar seu cabelo. Em resposta, ele imediatamente disse: “Pare com isso, Bao’er.”

Mas alguns momentos depois, aconteceu mais uma vez. E quando ele se virou para olhar para Bao’er, ele notou suas mãos acariciando seu peito. Não poderia ter sido ela mexendo em seu cabelo.

Han Sen sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Ele não tinha ideia do que poderia estar atrás dele, agarrando seu cabelo. Han Sen virou-se para o lado para olhar para Bola de Neve, que estava no chão, tremendo de medo com um olhar de choque para algo mais que estava atrás de Han Sen.

“O que está atrás de mim?” Han Sen abriu suas nove fechaduras genéticas e lançou um soco para trás.


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