Super Gene

Capítulo 867

Super Gene

Capítulo 867: Floresta da Fruta Estranha

Tradutor: Nyoi-Bo Studio Editor: Nyoi-Bo Studio

O grupo caminhou por mais alguns dias no santuário, deixando para trás as terras frequentemente visitadas por humanos. Em pouco tempo, Han Sen e Zero se viram na orla de uma floresta frutada. As árvores ali tinham cerca de trinta a quarenta metros de altura, e seus troncos eram enormes. Pontilhados entre os galhos das árvores, havia frutos pretos, cada um do tamanho de um punho. Han Sen pegou um e o abriu. Era bem difícil de cortar, e quando a fruta se abriu, soltou um cheiro fedorento e nauseante.

Depois de viajar mais algumas centenas de quilômetros, eles ficaram confusos ao se verem ainda dentro da floresta que pensavam que logo atravessariam. Suas mentes lutavam para compreender o quão grande e extensa aquela floresta devia ser.

Com a raposa prateada ali, nenhuma criatura perturbava ou incomodava sua viagem. Mas logo, Han Sen notou que Zero estava começando a parecer cansada. Em resposta, ele decidiu que era hora de descansar e estabeleceu um acampamento.

Han Sen e Zero fizeram um churrasco na fogueira, do lado de fora de suas tendas montadas. Depois que a lua nasceu, eles notaram algo estranho acontecendo. As frutas pretas que tinham visto durante o dia estavam brilhando em rosa agora. Elas também se abriram sozinhas, tornando-se flores luminosas de pétalas rosas.

Além disso, o suco fedorento e o cheiro desagradável tinham sumido. Na verdade, elas emitiam uma fragrância agradável que trazia alegria à mente.

— Uau, elas são tão lindas. — Zero parecia muito surpresa enquanto olhava ao redor para o mar infinito de flores rosas acima.

— É bem bonito. — Han Sen também estava bastante surpreso. Ele nunca esperava que as frutas pretas estivessem escondendo flores tão adoráveis por dentro.

A Rainha do Momento, na época, estava encarregada de massagear os ombros de Han Sen por trás. Ela franziu a testa e, enquanto olhava para as flores, parecia estar perdida em pensamentos sobre algo.

Um tempo depois, vaga-lumes apareceram. Eles não eram do tipo comum, pois andavam pelas flores coletando néctar como abelhas.

O que era mais estranho era a falta de medo deles em relação à raposa prateada. Han Sen achou reconfortante ver o quão dóceis e inofensivos eles eram, no entanto. Tudo o que faziam era coletar o que podiam das flores, indo e vindo como queriam.

Zero estendeu as mãos e um vaga-lume pousou nela. O vaga-lume correu um pouco sobre sua pele e então decolou novamente.

Han Sen usou sua aura dongxuan para dar uma olhada mais de perto nas pequenas criaturas e notou que eram apenas vaga-lumes comuns. Sua forma era um pouco diferente, no entanto, compartilhando algo em comum com uma joaninha. Seus corpos inteiros brilhavam também, ao contrário dos vaga-lumes de verdade.

Eles tinham forças vitais, sugerindo que eram criaturas reais e não alguma invocação de uma criatura demoníaca faminta residindo abaixo do solo.

Suas forças vitais não eram fortes, no entanto. Eles eram em sua maioria comuns, e havia apenas algumas anomalias entre eles. Algumas mutações aqui e ali eram as únicas diferenças que Han Sen podia notar.

Eles também não pareciam agressivos. Mesmo que roçassem no corpo de Han Sen, nenhum pensava em atacar.

Quando os vaga-lumes pareceram ter coletado sua cota de néctar, eles decolaram para o céu noturno. Havia tantos deles, os céus estavam em chamas como a aurora boreal.

As flores brilhantes eram bonitas, sim, mas eles logo se cansaram do espetáculo. Quando terminaram de suspirar e admirar, Han Sen levou Zero de volta para o acampamento para que pudessem descansar. Quando acordaram na manhã seguinte, todos os vaga-lumes tinham sumido e as flores eram pequenas balas de canhão pretas mais uma vez.

— Eu me pergunto o que eram aquelas plantas. Elas eram bem estranhas, não eram? — Han Sen disse aleatoriamente em voz alta, enquanto conduzia Zero de volta para a estrada que eles deveriam percorrer.

A floresta era muito grande, e depois de mais um dia de caminhada, eles ainda não a tinham atravessado. Quando a noite caiu, as frutas se tornaram flores novamente. Os vaga-lumes voltaram para coletar néctar assim como tinham feito na noite anterior.

— Estranho. De onde vêm esses vaga-lumes? Há tantos deles, deve haver um ninho por aqui em algum lugar. Nós devemos ter caminhado uns mil e seiscentos quilômetros, no entanto. Nós caminhamos todo esse tempo e não vimos nem sinal de um possível ninho, então onde eles estão durante o dia? — Han Sen pensou em voz alta.

— Talvez eles residam dentro das próprias flores? — Zero sugeriu.

— Como isso seria possível? — Han Sen balançou a cabeça, descartando a ideia dela. Ele acreditava que a mente dela era muito imaginativa, pois como os vaga-lumes poderiam se esconder em flores? Para confirmar, ele cortou outra fruta, liberando outro suco daquele líquido fedorento que ele tinha cheirado pela primeira vez ao chegar na floresta.

— Nós deveríamos continuar caminhando nesta noite. Se caminharmos até o amanhecer, talvez possamos ver onde esses vaga-lumes vão descansar — Han Sen disse.

Zero pareceu estar bastante interessada nesta ideia, e ela assentiu confiantemente.

Ambos continuaram caminhando, observando as flores luminosas e os vaga-lumes ocupados que estavam ao redor deles em todas as direções. Em pouco tempo, eles tinham visto tanto deles, que o espetáculo tinha perdido seu brilho e os entediava.

Quando amanheceu, no entanto, Han Sen e Zero se certificaram de observar os vaga-lumes atentamente e ver para onde eles iriam.

Surpreendentemente, quando o sol nasceu, os vaga-lumes voaram para dentro das flores.

As flores enrolaram suas pétalas e retornaram à sua forma como uma fruta do tamanho de um punho, com vaga-lumes no centro.

— Eles realmente estão escondidos ali; como eu pensei — Han Sen disse, fazendo o seu melhor para abafar sua surpresa.

Han Sen cortou algumas das frutas e cheirou aquele líquido repugnante. Apesar de uma dissecação completa da fruta vil, ele foi incapaz de localizar o vaga-lume dentro.

Era estranho, pois com seus próprios olhos, Han Sen tinha acabado de ver um entrar.

— Estranho. Será que aquele líquido fedorento é o próprio vaga-lume? Se for, então eles crescem dentro das flores. Mas o que eles fazem com o néctar que coletam então? — Han Sen se perguntou, confuso.

Claro, isso não o preocupou muito. Ele continuou sua viagem ao lado de Zero depois das revelações, sem nenhum dano.

No meio daquela tarde, ele viu uma árvore frutífera particularmente grande parada diante deles. Era como uma colina. A fruta preta crescia na árvore como acontecia com as outras, mas as frutas nesta árvore eram muito maiores. Cada uma tinha cerca de um metro de largura.

— Ah, isso não é algum festival de frutas estranhas de novo, é? Como eu continuo encontrando essas competições especiais de frutas vez após vez? — Han Sen pensou consigo mesmo, enquanto se aproximava da árvore.

— Parem! — Quando Han Sen se aproximou da árvore, uma voz gritou para que ele parasse.

Han Sen se virou e encontrou uma mulher humana não muito longe da árvore, acenando para eles.

Han Sen ficou surpreso, não esperando ver nenhum outro humano nesta região. Ele ordenou que Golden Growler corresse em direção à mulher.

— Minha amiga, qual parece ser o problema? — Han Sen disse, enquanto começava a caminhar em direção à mulher. Ela parecia ser uma dama elegante típica, na casa dos quarenta anos no máximo. Claro, considerando a expectativa de vida dos humanos nesta era, isso era jovem. Fisicamente, ela não parecia ter mais de vinte anos.

— Não vá para lá. Se você for, você vai morrer! — A mulher parecia estar em aflição, horrorizada.

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