Extra And MC

Capítulo 170

Extra And MC

No instante em que a mensagem holográfica terminou, uma onda de silêncio desconcertante caiu sobre o grupo.

E esse silêncio pairou por um instante, apenas para ser quebrado por algo muito mais sinistro.

Anna, apesar de não ter se conectado a ela há muito tempo, liberou uma onda aterrorizante de sede de sangue.

Essa onda imensa foi ainda mais amplificada pela que Aiden e Flynn estavam tentando controlar, e era muito pior do que a da mãe deles.

Se houvesse algum não-ranqueado por perto, com a infelicidade de estar ali naquele momento, teria sentido como se sua pele estivesse sendo rasgada pela pura maldade presente na onda de sede de sangue.

Os três olharam com frieza mortal, o cansaço da batalha contra os Dragões Infernais parecendo desaparecer em um instante.

No entanto, pouco tempo depois, sabendo perfeitamente que afetaria os outros ao redor, fizeram o possível para selar tudo imediatamente.

Caroline, Ivelia e Ivar, que infelizmente foram os alvos em branco, soltaram longos suspiros de alívio, pelos quais a Duquesa e seus filhos pediram desculpas rapidamente.

"Tudo bem. Eu teria feito o mesmo se pudesse", Caroline, que foi a primeira a se recuperar, dispensou o pedido de desculpas.

Os gêmeos, no entanto, apesar de recuperados, ainda estavam muito abalados pelo incidente.

Porém, pouco tempo depois, suas verdadeiras emoções os dominaram completamente.

Ivar, aparentemente apenas parado ali, com os punhos cerrados de tanta fúria, suas unhas começaram a se cravar nas palmas das mãos, abrindo feridas.

Ivelia, por outro lado, sentiu os joelhos fraquejarem em um instante e Caroline teve que ampará-la enquanto ela desabava no chão, ambas se perguntando como tudo aquilo tinha acontecido.

Briar estava literalmente nos braços de Ivelia cerca de uma hora atrás, dormindo pacificamente como sempre fazia, apesar de todo o pandemônio que estava acontecendo.

A última coisa de que Ivelia se lembrava era de entregá-la a uma das criadas mais confiáveis, uma que Briar gostava muito, depois de evacuar todos para as extremidades do vasto terreno dos Belmont, longe de toda a batalha em andamento.

Será que a criada era uma espiã do Obelisco?

Sempre houve uma espiã entre os trabalhadores?

Ou foi apenas um sequestro aleatório do nada?

Um que só foi possível devido ao caos repentino?

Esses eram os pensamentos que cruzavam sua mente e, ainda assim, ela não conseguia encontrar uma única resposta em meio a tudo aquilo, e algumas lágrimas começaram a escorrer por seus olhos.

"Vamos", Aiden e Flynn declararam, com um tom definitivo.

"Isso pode ser uma armadilha. Sim, nós sabemos", Flynn comentou, quase como se lesse os pensamentos de todos.

"Mas ainda assim, vamos", Aiden concluiu o raciocínio do irmão.

Observando-os dar passos determinados na direção do local onde Briar e o mordomo Frank estavam, sem nem precisar usar um GPS, ambos ouviram a mãe chamá-los.

"Trazam ela para casa sã e salva. Trazam Frank de volta para casa. E tragam vocês mesmos sãos e salvos também. Está claro?", ela ordenou, e ambos os irmãos assentiram resolutamente.

Anna sabia muito bem que seus filhos eram muito mais fortes que o normal. Na verdade, ela sentia que eles a haviam superado em experiência de batalha.

Com suas forças combinadas, juntamente com os recentes aumentos em suas classificações de poder, seria difícil para qualquer pessoa abaixo do nível SS vencer uma batalha contra eles.

"Aiden, Flynn. Dêem um couro nele", Ivar, por outro lado, disse com uma expressão furiosa, enquanto entregava duas nano-pulseiras a eles, ambas finalmente aperfeiçoadas após os eventos nas Ilhas Flenor.

Para isso, os irmãos deram um aceno curto, de reconhecimento, que serviu como um juramento para fazer exatamente o que ele pediu.

Ivelia, que originalmente havia sido abalada por todo o cenário, se forçou a levantar e recuperou suas poções mais fortes enquanto explicava, a respiração ainda um pouco ofegante:

"Isso é o suficiente para derrubar um quarteirão inteiro de arranha-céus", ela entregou uma poção explosiva em frascos redondos e cônicos a cada um deles.

"E isso é o suficiente para congelar um lago inteiro", ela entregou a outra, apertando firmemente suas mãos enquanto o fazia.

"Sem misericórdia. Não mostrem misericórdia", Ivelia acrescentou, seu olhar ardente e forte enquanto fungava.

"E aqui", Caroline gentilmente colocou sua adaga nas mãos de Aiden.

"Confie em mim, ter uma arma secundária sempre é uma boa coisa", ela acrescentou, aparentemente fazendo o possível para reprimir sua raiva borbulhante de explodir.

Assentindo a isso, armados até os dentes com todo o arsenal carregado e pronto, Aiden e Flynn tomaram uma poção de recuperação de mana de grau avançado.

"Nós voltaremos logo", ambos declararam, lançando-se diretamente para os céus, um estrondo sônico reverberando pelo ar!

Assim que isso aconteceu, Anna rapidamente enviou uma mensagem cronometrada para Leopold, que ele veria nos próximos quinze minutos.

"Vamos verificar os trabalhadores!", a Duquesa ordenou imediatamente depois, e os jovens assentiram afirmativamente.


Correndo para o local onde estavam todos os trabalhadores evacuados da mansão dos Belmont, Anna, Ivelia, Ivar e Caroline se depararam com um cenário muito confuso.

Nenhum dos trabalhadores havia sido ferido.

Mas, em vez disso, todos estavam profundamente adormecidos.

Quase como se estivessem drogados.

No entanto, quando Ivelia e Ivar verificaram seus pulsos e veias, perceberam que, seja qual for a causa disso, não era uma droga ou uma poção alquímica como eles haviam suspeitado.

Não havia nem um único odor no ar, o que reforçava suas crenças, pois ambos tinham narizes sensíveis que podiam detectar um vestígio dos produtos químicos mais inodoros devido à sua proficiência alquímica.

Anna e Caroline, por outro lado, mesmo usando a percepção de mana, não conseguiam sentir nenhum traço de mana persistente no ar, aumentando ainda mais sua perplexidade.

Uma coisa, no entanto, agora era certa.

A criada favorita de Briar, aquela para quem Ivelia a havia entregue durante a evacuação, parecia ser a culpada pelo seu sequestro.

Por que?

Porque, atualmente, ela não estava em lugar nenhum entre o grupo de trabalhadores.

***

- Boom!

Aterrissando com uma declaração retumbante, que indicava que ambos haviam chegado, o olhar apático de Aiden e Flynn, atualmente resultado da sede de sangue ativa, examinou os arredores familiares do esconderijo destruído da Python.

Era o mesmo lugar onde eles haviam lutado com unhas e dentes para salvar Ivelia.

Com a base destruída ao fundo de toda a paisagem, a floresta originalmente exuberante ao redor havia sido reduzida a meros tocos de madeira que cobriam sua extensão.

E sentado no meio de tudo, no que parecia ser um trono flamejante de ônix negro, estava Rigurd, com os pés afastados e as mãos entrelaçadas enquanto fixava seu olhar frio e impassível nos jovens.

Bem atrás dele estava Frank gravemente ferido e uma Briar chorando cujo rosto estava cheio de lágrimas e muco escorrendo pelo nariz.

"Irmão Aiden! Irmão Flynn! Ele-"

Enquanto a menina tentava implorar por fuga, os tentáculos da gaiola, todos aparentemente feitos das mesmas chamas de ônix negro que Rigurd controlava, cobriram firmemente sua boca, interrompendo seu apelo.

Isso, por sua vez, apenas serviu para alimentar o medo de Briar, cujos assustados íris roxos se arregalaram de terror.

Assim que Flynn e Aiden viram isso, seu olhar originalmente apático ficou ainda mais frio, a ponto de que, se os olhares pudessem matar, Rigurd teria inequivocamente encontrado seus ancestrais nas profundezas do inferno.

Pela primeira vez desde que chegaram a este mundo, este era o desejo mais forte que eles já tiveram de realmente matar alguém.

Mesmo que soubessem que Rigurd seria, sem dúvida, uma força necessária na invasão iminente de Belzebu, tudo isso estava fora de questão para eles.

Neste momento, o Braço do Obelisco, com as próprias mãos, havia colocado uma recompensa de "Procurado Morto" em sua cabeça.

Levantando-se casualmente de seu trono flamejante, seus íris negras de obsidiana devolvendo um olhar semelhante de sede de sangue, ambas as partes se encararam, a tensão assassina no ar, palpável.

Ao mesmo tempo, a mistura de chamas pretas e brancas se espalhou do trono flamejante para criar uma parede de chamas extremamente alta e retangular, cortando lentamente a visibilidade de Briar deles.

No entanto, pouco antes de o fazer completamente, ambos os irmãos suavizaram seu olhar assassino e então disseram para sua irmã mais nova de longe com o mais caloroso dos sorrisos;

"Nos dê um tempo, Briar. Só um pouquinho...", Aiden disse em voz alta, mas gentilmente.

"Vamos tirá-la daí, com segurança. Prometemos", Flynn acrescentou, seu sorriso afetuoso.

Briar, apesar de ainda estar aterrorizada com o cenário repentino em que se viu quando acordou há cerca de uma hora, ficou um pouco menos assustada ao ver aqueles sorrisos familiares nos rostos de seus irmãos.

Com um sim abafado, junto com um pequeno aceno de cabeça, Aiden e Flynn observaram enquanto a parede de chamas de ônix cortava completamente a visibilidade de Briar.

E então, sem perder um único momento, a mesma expressão assassina retornou e Rigurd, imperturbável pela mudança desconcertante em seus comportamentos, proferiu algumas palavras;

"Esta é a encruzilhada onde você e eu nos encontramos indiretamente."

"E esta é a encruzilhada onde vocês dois, infelizmente, encontrarão seu fim", ele concluiu, com um tom definitivo.

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