
Volume 14 - Capítulo 1353
O Resto da Minha Vida É Para Você
Pensando bem, ela ainda se sentia triste. Era provavelmente aquele tipo de desespero de quem está só e perdeu a última esperança de calor humano.
Zheng Yan piscou e se recompôs das lembranças. Balançou a cabeça em resposta a Mo Yongheng.
“Não adianta. Se bater nele resolvesse alguma coisa, eu já teria o deixado aleijado há muito tempo.”
“…”
Desta vez, Mo Yongheng ficou boquiaberto. Ele levantou as sobrancelhas, surpreso.
“Ei, o que você quer dizer? Eu joguei minha bolsa nele, você não viu?” Dito isso, Zheng Yan se virou para ver que sua bolsa ainda estava no chão. A bolsa branca estava suja, provavelmente estragada.
“Olha, ela ainda está aí. Se Zheng Hao ousar me implicar de novo, posso considerar trocar por uma bolsa de metal. Vou quebrar a cabeça dele com ela!”
“…”
Mo Yongheng a observava enquanto ela descrevia tudo vividamente. Ele percebeu que ela estava disfarçando a tristeza com um sorriso, mas não a contrariou.
Quando ela disse que estava bem e pediu que ele fosse embora, o olhar de Mo Yongheng vacilou. Ele se aproximou e a carregou no colo.
“Ah!”
Zheng Yan se assustou, agarrando-se aos ombros dele e o encarando.
“Seu tornozelo está inchado e você diz que está bem? Você acha que eu sou cego?” Mo Yongheng não deu chance a Zheng Yan de dizer não e a carregou direto para a mansão.
Assim que entraram na sala, viram Zheng Hao gritando de dor enquanto o mordomo cuidava de seus ferimentos. Quando Zheng Hao viu Mo Yongheng entrar, pulou do sofá de medo. Agarrou um travesseiro e se escondeu atrás do sofá, observando-o cautelosamente.
Mo Yongheng não se importou com Zheng Hao. Ele havia estudado medicina, sabia onde doía mais. O fato de o nariz de Zheng Hao não estar quebrado já demonstrava sua misericórdia. O que seriam umas contusões? Ele ia conhecer as consequências de tanto blá-blá-blá quando se olhasse no espelho todos os dias e visse sua própria cara.
Mo Yongheng colocou Zheng Yan no sofá e elevou seu tornozelo na mesinha de centro. Pegou o kit de primeiros socorros do mordomo e pediu que ele trouxesse uma bolsa de gelo.
“Na verdade, estou bem. É só uma torção leve. Melhora amanhã se eu passar um pouco de pomada.” Zheng Yan comentou ao ver Zheng Hao se escondendo atrás do sofá como um cachorro.
Ela queria colocar a perna para baixo, mas Mo Yongheng não a deixou. Ele pegou a bolsa de gelo e a colocou em seu tornozelo inchado.
“Tss—”
Zheng Yan, que estava dizendo que estava bem um instante antes, imediatamente ofegou de dor.
Vendo que o tornozelo de Zheng Yan estava bastante inchado, Zheng Hao temeu a ira de Mo Yongheng. Correu escada acima enquanto Mo Yongheng não estava olhando.
Só restaram Mo Yongheng e Zheng Yan na sala. E o mordomo esperando ao lado.
A família Zheng não se comparava à família Mo, mas pela decoração da sala, o presidente Zheng tinha bom gosto. Zheng Yan devia ser como o pai: generosa, mas metódica, não eram pessoas simples.
Ela sabia que Mo Yongheng a trouxera para que ela evitasse mais um conflito com Zheng Hao.
“Obrigada.”