
Volume 13 - Capítulo 1295
O Resto da Minha Vida É Para Você
“Você acabou de ter um aborto espontâneo, não devia chorar assim. Senão, terá consequências no futuro e chorará fácil a cada mudança de vento. Me ouviu?” Qi Yan tinha as mãos em concha em volta do rosto dela e deixou de lado a expressão brincalhona, para advertí-la com muita seriedade.
Quando se tratava de algo relacionado à saúde dela, ele nunca levava na brincadeira.
“Eu não estava chorando. O vento entrou nos meus olhos, então ficou um pouco desconfortável.” Tan Bengbeng murmurou com uma expressão calma enquanto recompunha as emoções e apressadamente se afastou dos braços de Qi Yan ao pensar que havia outras pessoas no quarto.
Qi Yan também não a expôs. Vendo como ela estava obviamente chateada e ainda precisava fingir que estava tudo bem, seu coração doía terrivelmente por ela.
Sabendo que ela estava com saudade do irmão, Qi Yan não conseguia sentir ciúmes disso.
Ele pegou a mão dela e a levou até o leito de Mo Chengxian, onde contou outra notícia que a deixaria feliz.
“Acabei de preparar uma dose de medicamento que, se nada der errado, ajudará o patriarca da Família Mo a recuperar a consciência.”
Com isso, Qi Yan pegou a caixa de remédios das mãos de Mo Yongheng e retirou uma ampola de medicamento.
O medicamento dentro da seringa emitia um brilho prateado.
O olhar de Tan Bengbeng não pôde deixar de seguir a ampola em sua mão. Ela instantaneamente esqueceu a tristeza por sentir falta do irmão e não percebeu que Mo Yongheng, que havia sido relegado a um canto por eles, a observava o tempo todo.
Olhando para seus olhos brilhando com lágrimas, ele silenciosamente apertou o punho no bolso.
Somente quando Qi Yan injetou o medicamento no corpo do patriarca da Família Mo, Mo Yongheng finalmente voltou aos sentidos e observou o ancião.
O tempo passou, mesmo depois de quase meia hora, não houve reação alguma do patriarca da Família Mo.
Mo Yongheng continuou ao lado de sua cama. Qi Yan não conseguia suportar Tan Bengbeng ficar em pé e moveu uma poltrona para o lado da cama de Mo Chengxian para que ela deitasse e esperasse.
Ele até instruiu seus homens a prepararem alguns lanches para alimentá-la.
“Você também não comeu nada. Coma um pouco.” Tan Bengbeng agarrou a mão que a estava alimentando e colocou uma porção do lanche na boca dele.
Com o lanche que ela lhe deu na boca, Qi Yan a encarou, tão lisonjeado com o gesto que não conseguia voltar aos sentidos.
O que fazer?
Sua Bengbeng até sabia cuidar dele agora. Se isso tivesse acontecido no passado, mesmo que ele morresse de fome, ela nem sequer o olharia.
Ela provavelmente teria revirado os olhos friamente para ele e dito que se um demônio como ele morresse, seria uma bênção para o mundo…
Qi Yan estava tão animado que nem conseguia engolir o lanche na boca. Mas, no segundo seguinte, viu Tan Bengbeng carregando os lanches e indo em direção a Mo Yongheng.
“Espere um momento!”
Qi Yan rapidamente a agarrou para impedi-la.
“Esse lanche é meu. Mesmo que você alimente cães ou porcos, não pode dar para ele!”
Com o lanche ainda na boca, as migalhas continuavam espirrando no rosto de Tan Bengbeng enquanto ele se apressava para falar.
Tan Bengbeng franziu a testa com aborrecimento e recuou alguns passos.
Usando a outra mão para proteger o lanche dele, ela revirou os olhos para ele.
Era um olhar familiar que emanava um desprezo familiar por ele.
Como esperado, sua posição ainda era instável.
No entanto, ele preferia morrer a deixá-la alimentar Mo Yongheng como ela o alimentou.
“Tudo bem, tudo bem, tudo bem. Eu vou dar para ele, certo? Você senta aqui e não se mexe!”
Qi Yan pegou o prato de lanches da mão dela e se dirigiu a Mo Yongheng.
Ele caminhou até suas costas e passou o prato de lanches para ele.
“Aqui, Pequeno Heng. Hoje é seu dia. Aceite como um presente festivo meu. Feliz Dia das Crianças!”
“…”
Mo Yongheng lançou um simples olhar para os lanches à sua frente e se virou para olhar para Qi Yan, que parecia precisar de uma surra.
Ele simplesmente murmurou friamente: “Eu não como doces.”