O Resto da Minha Vida É Para Você

Volume 13 - Capítulo 1272

O Resto da Minha Vida É Para Você

“É, é, eu mereço. Nasci gato e minha beleza atrai a inveja dos outros!”, disse Qi Yan, se vangloriando sem nenhum pudor. Virou-se e viu que Tan Bengbeng ainda não parecia muito bem. Caminhou até a caixa de remédios, pegou um comprimido e ofereceu a ela.

“Tome isso antes de dormir.”

“…”

Enquanto Tan Bengbeng encarava o remédio, uma cena familiar surgiu em sua mente. Lembrou-se de que ele também lhe dera um comprimido parecido na primeira vez que ela se sentira mal no cruzeiro.

Será que ele já sabia da gravidez naquela época?

Ela era a única boba que achou que sua menstruação tinha descido e dormiu depois de tomar o remédio, meio grogue.

Pensando bem, Qi Yan sempre a importunava todas as noites para “fazer o serviço”, mas não a tocara desde aquele incidente. Ela achou que ele tinha mudado para melhor.

Mas agora parecia que ele não ousava irritá-la depois de descobrir os sintomas de um aborto ameaçado. Ele até mesmo ficou perto dela o tempo todo e a protegeu. Será que fez tudo isso pelo bebê também?

Os olhos de Tan Bengbeng se obscureceram e ela passou o olhar por sua barriga plana… Seu filho se fora antes mesmo que ela pudesse sentir o que era abrigar uma criança em seu ventre.

“Qi Yan.”

Tan Bengbeng falou em voz baixa, seus olhos fixos no comprimido na mão dele, piscando levemente.

“Já que o bebê se foi, você não precisa mais ficar me seguindo por aí…”

Antes que ela terminasse a frase, Qi Yan já havia erguido o braço e colocado o comprimido em sua boca. Tan Bengbeng quase engasgou e engoliu o remédio instintivamente. No segundo seguinte, um copo d’água apareceu diante dela.

“Não fale enquanto estiver tomando remédio. Olha só como você engasgou!”, disse Qi Yan, com naturalidade, levando o copo à boca dela.

“??”

Ela engasgou porque ele tinha jogado o comprimido na sua boca de repente!

Tan Bengbeng só percebeu que não havia terminado sua frase anterior depois de tomar o remédio com água. Assim que ia falar alguma coisa, Qi Yan a prensou na cama, a cobriu direitinho com o cobertor e afagou suavemente os fios de cabelo na testa dela, como quem acalma um bebê, falando em voz baixa e grave:

“Vá dormir, eu vou ficar aqui com você.”

Um sentimento inexplicável de segurança pairou naquela simples frase dele, e Tan Bengbeng não tinha certeza se era uma sensação passageira ou se estava simplesmente muito exausta. Sem perceber, ela adormeceu depois de ouvir aquela voz…

A respiração de Tan Bengbeng se regularizou rapidamente. No entanto, suas sobrancelhas permaneceram franzidas, como se ainda tivesse algo para se preocupar em seus sonhos. Seus lábios se contraíram e ela murmurou algo.

Qi Yan inclinou-se levemente em direção aos lábios dela. Com uma voz muito suave, ela balbuciava sem parar: “Desculpa… Desculpa…”

O coração de Qi Yan se apertou! Ele entendeu o que ela queria dizer, mesmo que ela não especificasse a quem pedia desculpas. Ela estava sentindo pena do bebê também, certo?

Os olhos diabólicos de Qi Yan ficaram frios. Ao olhar para seu rosto pálido, o ódio em seu coração se intensificou em um furacão e começou a se espalhar por toda parte…

Ele acariciou suavemente as sobrancelhas franzidas dela com seus dedos longos e disse: “Não se preocupe, eu definitivamente não vou deixar impunes as pessoas que te machucaram e ao bebê!”

Qi Yan abaixou a cabeça e deu um beijo em sua testa e lábios. Então, deitou-se ao lado dela e a abraçou para que ela dormisse.

Quando Tan Bengbeng acordou, percebeu que não estava deitada na cama como de costume, mas esparramada no peito de Qi Yan, com um braço em volta do peito dele… Piscou os olhos, confusa.


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