
Volume 3 - Capítulo 226
Minha Fria e Elegante Esposa CEO
—"Me traga a roupa. Se eu achar adequada, pago", disse Qingfeng, lançando um olhar frio para o gerente gordo.
—"Humpf, você está quebrado. Mesmo que eu traga e você veja, não vai comprar. E se você sujar?", respondeu o gerente gordo, olhando Qingfeng com desprezo. Ele tinha mania de grandeza, achando que quem não tinha dinheiro não devia nem se dar ao trabalho de olhar as mercadorias.
—"Como você sabe que não posso pagar?", retrucou Qingfeng, apontando para o terno azul-claro, visivelmente desapontado.
—"Vai embora! Se não pode pagar, suma da minha loja. Não atrapalhe meus negócios!", o gerente gordo mandou Qingfeng embora com um gesto de mão impaciente e cheio de desdém.
Naquele momento, Tianhua Chen, o dono do shopping, estava fazendo uma inspeção e passou pela loja Septwolves.
Tianhua Chen franziu a testa ao ouvir a discussão dentro da loja. Sua expressão mudou ao olhar para dentro.
—"Ora, não é o mesmo rapaz da outra vez?", exclamou Tianhua Chen, reconhecendo Qingfeng imediatamente. Na ocasião anterior, Qingfeng o havia impressionado ao mostrar um cartão com cento e cinquenta milhões de dólares. Ele sabia que o jovem era discreto, um "gato de botas" [1] que se fingia de indefeso. Era preciso ter cuidado para não irritá-lo.
[1] Expressão que indica alguém que aparenta ser inofensivo, mas que na verdade é poderoso e perigoso.
Com esse pensamento, Tianhua Chen dirigiu-se a Septwolves para cumprimentar Qingfeng.
Ao ver Tianhua Chen, o rosto do gerente gordo se iluminou. Ele tinha um negócio no Shopping Tianhua e, portanto, conhecia o grande chefe. Tianhua Chen era o dono do shopping, responsável por tudo. Sua loja estava sob a administração dele, então era essencial agradá-lo.
O gerente gordo se levantou apressadamente para cumprimentar Tianhua Chen. Mas este nem o olhou, indo direto para Qingfeng.
—"Sr. Li, que coincidência! O que o senhor precisa dessa vez? Posso ajudar em algo?", disse Tianhua Chen com um sorriso amigável.
O gerente gordo ficou pasmo ao ouvir Tianhua Chen cumprimentando Qingfeng. Aquele jovem que ele havia desprezado conhecia o grande chefe, e ainda por cima parecia que Tianhua Chen estava tentando agradá-lo. Um arrepio percorreu sua espinha; ele estava em maus lençóis. Acabara de irritar alguém que até o próprio dono do shopping queria impressionar.
—"Sr. Chen, o atendimento das pessoas do seu shopping está deixando a desejar. Eu queria ver um terno, e ele não só se recusou como me chamou de falido e tentou me expulsar. É assim que funciona o negócio aqui?", disse Qingfeng, lançando um olhar significativo para o gerente gordo.
—"Gordinho, você tentou expulsar o Qingfeng Li?", perguntou Tianhua Chen, olhando friamente para o gerente.
Aquele gerente gordo merecia ser demitido. O jovem era alguém que nem ele ousava irritar, mas o gordinho tivera a ousadia de expulsá-lo enquanto ele estava comprando roupas. E se o tivesse ofendido? O gerente gordo percebeu que o rapaz não era alguém comum, alguém a quem até o dono do shopping se curvava. Que azar o seu ter irritado um sujeito desses!
—"Seu atendimento ao cliente é péssimo. Não precisamos de gente como você aqui. Amanhã você não precisa mais vir trabalhar.", decretou Tianhua Chen.
—"Chefe, esta loja é a única renda da minha família. Por favor, deixe-me continuar trabalhando aqui.", implorou o gerente, apavorado.
—"Gordinho, você pode continuar, mas terá que pedir desculpas a Qingfeng. Se ele te perdoar, você fica. Senão, terá que ir embora", disse Tianhua Chen, implacável.
O gerente ficou pálido. Aproximou-se de Qingfeng e disse: "Me desculpe. Foi minha culpa. Por favor, me perdoe."
Qingfeng permaneceu em silêncio. Ele detestava aquele sujeito arrogante.
Vendo que Qingfeng não o perdoava, o gerente gordo ficou desesperado. Virando-se para a sobrinha, disse: "Pequena Jing, peça desculpas ao seu tio."
Ele sabia que havia subestimado Qingfeng ao entrar na loja, mas Pequena Jing tinha falado com ele e o atendido bem. Talvez ela conseguisse interceder por ele.
Pequena Jing, sobrinha do gerente, naturalmente não queria que o tio fosse demitido. Toda a família dependia da loja.
—"Senhor, por favor, perdoe meu tio. Peço desculpas em nome dele. Nossa família toda depende desta loja para sobreviver", disse Pequena Jing, nervosa, para Qingfeng. Sua voz estava baixa, com medo de que o jovem não aceitasse suas desculpas. Se ele não perdoasse seu tio, ela estaria em apuros, talvez nem receberia seu salário naquele mês.
Qingfeng não queria aceitar as desculpas do gerente gordo, mas tinha uma boa impressão da jovem. Ela era atenciosa e até sorrira para ele ao entrar na loja.
—"Tudo bem, Pequena Jing, eu o perdoo por sua causa", disse Qingfeng à garota.
—"Obrigada, você é uma boa pessoa!", agradeceu Pequena Jing, sinceramente.
—"Gordinho, já que Qingfeng te perdoou, pode continuar trabalhando aqui. Que roupa ele queria ver? Traga logo!", disse Tianhua Chen, impaciente com a lentidão do gerente. Ele achava a reação dele muito morosa. Já que tinha sido perdoado, devia se esforçar para agradar o cliente. Para que ficar parado ali?
—"Sim, sim, sim, já trago!", finalmente se recuperando, o gerente apressou-se a pegar o terno azul-claro.
—"Irmão, experimente. Sirve bem?", perguntou o gerente, mostrando o terno para Qingfeng.
Aquele sujeito esperto, com uma década de experiência no ramo, percebendo que Qingfeng não era um cliente qualquer, tratou de se mostrar solícito. Apesar de ser mais velho, passou a chamá-lo de "irmão".
Qingfeng ficou sem palavras ao ouvir o gerente o chamando de "irmão". Aquele homem era um camaleão. Um segundo antes, o menosprezava, e agora o chamava de irmão para tentar agradá-lo.
Qingfeng não quis discutir. Experimentou o terno e achou que caía perfeitamente.
—"Fica parado. A gola está torta, vou arrumar para você", disse Xue Lin, aproximando-se para ajustar a gola do terno.
Como diz o ditado, a roupa faz o homem. Qingfeng já era bonito, mas o terno azul-claro o deixava ainda mais atraente, encantando até a moça ao lado.