
Volume 16 - Capítulo 1515
Ataque do Pequeno Adorável: O Mimo Infinito do Papai Presidente
Gu Meng quase perguntou o que não poderia ser mudado?
Ela abaixou a cabeça e respirou fundo, tentando se acalmar.
“Não estou entendendo o que você está dizendo.” Seus olhos estavam frios, e resistência e cautela transpareciam em todo o seu semblante. “Tenho certeza que sua noiva já deve ter vindo te procurar. Não quero causar problemas. Respeite-se!”
O homem fez como se não a tivesse ouvido, e sua mão grande envolveu naturalmente sua cintura fina.
A força com que ele a segurava era perfeita. Não apertava demais, mas ela não conseguia se soltar.
Gu Meng queria se afastar, mas o espaço no provador era pequeno. Para onde quer que ela fosse, ele a alcançaria facilmente.
Ele estava determinado a forçá-la a admitir.
Ela estava furiosa e ao mesmo tempo divertida.
De onde ele tirava tamanha confiança?
Já que ele era sem vergonha, por que ela deveria se preocupar com a dignidade dele?
Ela abriu a boca e gritou: “Socorro! Abuso…”
Antes que pudesse terminar, sua boca foi tampada pela mão grande do homem.
Ela se debateu, mas não conseguiu se libertar.
“Você não está com medo?” Ele perguntou, os olhos semicerrados.
Seus lábios, cobertos pela palma da mão dele, se moveram, e ela o encarou furiosamente.
Vendo que ela não ousava gritar, ele a soltou. “Tudo bem, já que você não tem medo, grite à vontade.”
Gu Meng franziu as sobrancelhas. Antes que pudesse dizer alguma coisa, viu-o levantando a mão para desabotoar a camisa.
Gu Meng não conseguia decifrar seus pensamentos. “O que você está fazendo?”
Ele sorriu de lado, os olhos perigosos. “Você não disse que eu estava te assediando? Sendo assim, tenho que transformar isso em realidade.”
Gu Meng sentiu que tinha cavado um buraco para si mesma e pulado dentro.
E… ele era diferente de dois anos atrás.
Ele costumava ser indiferente e não demonstrava nenhum interesse por ela, quanto mais fazer algo tão descarado.
Será que ele realmente se lembrava do que aconteceu na vila de pescadores?
Ele havia se tornado o Irmão Ah Dai de novo?
Ye Qing observava a mulher de cabeça baixa, sem saber em que ela estava pensando. Ele a examinou cuidadosamente.
Seus olhos escuros percorreram seu rosto comum até sua figura esguia.
O vestido que ela usava deixava à mostra seus ombros, seu belo pescoço e suas clavículas delicadas…
Gu Meng se sentiu desconfortável sob seu olhar.
Vendo a maçã do Adão do homem subindo e descendo, Gu Meng levantou o salto alto e pisou com força em seu sapato de couro.
Ela sabia que a pisada tinha sido bastante dolorosa, mas não se importou com os sentimentos dele.
O que ela não esperava era que sua expressão não mudasse nem depois de ser pisado.
A atmosfera congelou por um momento.
Depois de algum tempo, ele abaixou a cabeça, seus lábios próximos ao ouvido dela. “Sua raiva passou?”
O aroma masculino e frio a fez sentir arrepios no couro cabeludo.
Será que ele ia forçá-la a um canto, sem saída, para que ela não tivesse escolha a não ser se render e admitir sua identidade?
Mas Gu Meng havia morrido dois anos atrás!
“Pai da Pequena Gugu, por favor, respeite-se!”
Ele continuou falando perto do ouvido dela, sua voz baixa e rouca. “Você quer ouvir uma história?”
Sua voz era profunda como um violoncelo. “Havia um canalha que encontrou uma garota gentil e bonita depois de perder a memória. Ela encheu sua vida sombria de luz do sol… Mas ele não a valorizou. Ao voltar para casa, ele se esqueceu da garota e fez uma série de coisas que a machucaram. Mas ele já sabe que errou e se arrepende. Ele ainda tem uma chance?”
Se isso tivesse acontecido no passado, ela teria pulado de alegria ao ouvi-lo dizer isso.
No entanto, depois de ter sofrido tanto, um pedido de desculpas não era suficiente para retornar tudo ao normal.
Ele talvez nunca entendesse que, depois de se sentir tão desanimada e desesperançosa a ponto de não ter medo da morte, era difícil aquecer seu coração.
“Pai da Pequena Gugu, nem todo mundo que errou merece perdão. Já que você perdeu sua chance, deixar ir é a melhor escolha.”
Ele a olhou, os lábios comprimidos em uma linha fina.
Ela o empurrou e levantou a saia.
“E se eu não te soltar?” Ele perguntou de repente, roucamente.
O coração de Gu Meng pulou.
Ela ficou surpresa com aquela declaração.
Não era comum dele importuná-la insistentemente, não era?
Gu Meng riu de raiva. “Então, por que você está me procurando? Você deveria procurar ela. Eu me lembro de ter te dito que tenho um noivo e que vou me casar em breve…”
Antes que Gu Meng pudesse terminar de falar, o homem a beijou.
No momento em que ele a beijou, ele soube que não havia erro.
Ela era a pessoa que ele estava procurando!
Sua mão agarrou sua cintura fina com força, como se ele quisesse que ela se fundisse à sua carne e sangue.
Ele não a deixaria ir de novo!
Deixar ir?
Impossível!
Os olhos de Gu Meng também ficaram vermelhos, mas isso porque ela estava furiosa com suas ações.
Ela usou toda a sua força e o empurrou impiedosamente.
Ele deu alguns passos para trás, cambaleando, e bateu na parede oposta, com um baque alto.
Naquele instante, a voz de Dai Na ecoou de fora. “Você viu o homem que veio comigo?”
A assistente da estilista respondeu: “Fui ao banheiro e não percebi.”
“Que estranho. Eu troquei de roupa e saí, mas ele desapareceu?”
Gu Meng queria dar um tapa no homem, mas quando ouviu a voz de Dai Na, seu corpo enrijeceu e ela se encostou na parede, sem ousar se mover.