Ataque do Pequeno Adorável: O Mimo Infinito do Papai Presidente

Volume 15 - Capítulo 1487

Ataque do Pequeno Adorável: O Mimo Infinito do Papai Presidente

A garota à sua frente ainda era muito jovem. Tinha um rosto oval, com um pouco de "bochechinha de bebê". A pele era clara e os traços finos. Ela parecia radiante, principalmente seus olhos grandes. Eram límpidos, como a correnteza mais pura de um riacho de montanha, sem nenhuma impureza.

Ele viu a coisa mais pura em seus olhos.

Os olhos são a janela da alma. O coração daquela jovem era tão puro e belo quanto seus olhos.

Na última vez que acordou, estava em uma grande montanha. Se não fosse pela floresta exuberante, poderia ter morrido muito tempo atrás.

Ele não tinha lembranças de quem era, de onde vinha e para onde deveria ir.

Na floresta, encontrou uma fera e pulou de um penhasco. Sobreviveu e foi levado até ali pelo mar.

Ele olhou para o pequeno pedaço de clara de ovo que a garota segurava. Subconscientemente, achou anti-higiênico ela segurar aquilo, mas ao ver seus olhos límpidos, abriu a boca.

Vendo que ele estava disposto a comer, um sorriso apareceu no rosto brilhante e delicado da garota. “Isso sim! Você não morreu de um ferimento tão grave, vale a pena morrer de fome?”

Depois que ele terminou a clara, ela ofereceu a gema, mas ele franziu os lábios e se recusou a comer.

Que homem fresco!

“Eu como se você não comer!”

Ele fechou os olhos, deixando-a fazer o que quisesse.

Vendo que ele havia se tornado frio como gelo novamente, Gu Meng jogou a gema na própria boca com raiva. Engoliu rápido demais e pareceu que seu esôfago ficou entupido. Franziu a testa e bateu no peito desconfortavelmente.

Depois de se sentir melhor, viu o homem abrir os olhos e olhá-la. Ela colocou as mãos na cintura fina. “Você não sabe ser feliz? Por que você parece um cubo de gelo?!”

“Vou voltar. A propósito, você ainda não me disse seu nome.”

Ele ainda não falou.

A garota estava prestes a desmaiar de raiva com o silêncio dele. Infou as bochechas cheinhas. “Tudo bem, tudo bem. Não vou te forçar se você não quiser me dizer!”

Ela cantarolava enquanto ia embora.

Olhando para suas costas cheias de energia, ele suspirou estranhamente.

Era bom viver sem preocupações.

Embora não se lembrasse de nada, seu coração estava extremamente pesado. Parecia haver algo o pressionando nos ombros, impedindo-o de levar uma vida simples e feliz!


O céu estava clareando.

Gu Meng ainda estava dormindo quando foi agarrada por uma força forte.

A primeira sensação foi dor.

“Dói, dói, dói...” Gu Meng abriu os olhos atordoados e olhou para a Sra. Gu, que estava parada ao lado da cama, com uma mão segurando a orelha dela e a outra segurando um cabo de vassoura. O couro cabeludo de Gu Meng ficou dormente. “Mãe, o que você está fazendo tão cedo?!”

A Sra. Gu puxou Gu Meng para fora da cama. “Estão faltando dois ovos na caixa debaixo da minha cama. Você os roubou?”

Gu Meng inflou as bochechas. “Mãe, eu peguei meus próprios ovos, não os de outra pessoa. Como pode ser roubo? Você é minha mãe? Tem tantos ovos. Qual o problema em eu comer dois?”

No momento em que Gu Meng terminou de falar, seu corpo esguio foi atingido com força.

Gu Meng ofegou de dor. Ela tentou desviar da vara da Sra. Gu, mas a Sra. Gu ainda estava furiosa e quanto mais ela desviava, mais forte ela batia nela.

Uma das batidas atingiu seu rosto, deixando uma marca vermelha em sua pele clara. As lágrimas que Gu Meng vinha segurando caíram. Ela se levantou e não desviou mais, deixando a Sra. Gu bater nela até se acalmar.

“Se você continuar roubando coisas de casa sem minha permissão, da próxima vez eu realmente vou te bater até a morte! Você não aprendeu nada direito. Como você pode aprender a roubar dos outros? Olha como seus irmãos mais novos são sensatos! Como eu criei uma coisa como você?!”

A Sra. Gu jogou a vara no chão e saiu furiosa.

Gu Meng caiu no chão de dor. Seus braços e corpo estavam cheios de marcas vermelhas e roxas das chicotadas.

As reclamações insatisfeitas de Gu Jiao podiam ser ouvidas do quarto ao lado. “Mãe, por que você está fazendo tanto barulho tão cedo? Você me acordou.”

“Sua irmã roubou ovos, estou dando uma surra nela!”

“Por que ela é assim? Ela é tão dissimulada. Não sei em quem ela puxou.”

“É verdade. Se ao menos ela fosse metade tão obediente e sensata quanto você e Cheche.”

Gu Meng envolveu seus braços finos em torno dos joelhos. Ela não entendia. Como Gu Jiao era obediente e sensata? Tão jovem, era arrogante e sem razão. Só sabia fazer manha e ser fofa o dia todo, fazendo caretas pelas costas e rindo dela. Ela havia aprendido as palavras afiadas e más da mãe ao máximo.

Quanto a ela, trabalhava para sua família todos os dias e era a melhor aluna da escola. Ela não sabia o que havia feito de errado. Por que sua mãe a odiava tanto?


Demorou um bom tempo até que a dor das chicotadas diminuísse e ela se sentisse melhor.

Gu Meng rangeu os dentes e se levantou.

Ela não tomou café da manhã em casa e foi para as montanhas colher muitas frutas silvestres. Depois que ficou satisfeita, colocou algumas na cesta de bambu. Em vez de ir para casa, foi visitar o homem ferido de ontem.

Com sua condição, provavelmente precisaria ficar na cama por meio ano para se recuperar completamente.

Gu Meng entrou na casa e seu coração disparou ao descobrir que o homem não estava mais na cama. Ele estava tão gravemente ferido, mas ainda conseguia levantar da cama e andar?

A casa era cercada por montanhas. Para onde ele foi?

Gu Meng colocou a cesta de bambu e olhou ao redor da casa. No final, encontrou o homem desmaiado na porta dos fundos.

Era óbvio que ele tinha caído ali.

Gu Meng achou que ele não estava valorizando a vida que ela havia salvado com tanta dificuldade. Ela de repente ficou com raiva e sua voz infantil se misturou à raiva. “Passei meio dia te salvando ontem à noite. Se você não quiser mais viver, deveria ter me dito para não te salvar ontem...”

Os olhos do homem estavam levemente fechados, seus cílios grossos e longos tremendo levemente. Havia uma expressão embaraçada em seu rosto cheio de cicatrizes.

Gu Meng congelou e pareceu ter pensado em algo. “Você quer ir ao banheiro?”

Ela bateu na cabeça. “Sou tão cabeça oca. Como pude esquecer que você precisa fazer cocô além de comer e beber!”

Gu Meng caminhou rapidamente na frente dele e o ajudou a levantar do chão. Ele estava apenas de cueca preta e ela não ousou olhá-lo. “Devo tirar para você?”

A expressão do homem ficou ainda mais sombria.

Gu Meng olhou para sua expressão embaraçada e não se importou mais. Ela fechou os olhos, tocou a borda da cueca dele e puxou para baixo.


Ela o ajudou a voltar para a cama, com expressões extremamente estranhas.

No entanto, tal coisa aconteceria novamente.

Durante todo o verão, Gu Meng vinha até lá para cuidar dele todos os dias.

Alimentando-o, trocando seus curativos, limpando seu corpo…

Desde que ele havia se forçado a sair da cama e aprofundado seu ferimento, fazendo com que ela precisasse ajustar a tala novamente, ela o fez usar um penico quando ele quisesse se aliviar…

Embora fosse embaraçoso, ela se tratava como uma médica de vila e não pensava muito nisso. No entanto, a expressão sombria do homem depois que ele terminou a fez sentir como se tivesse manchado seu orgulho.

Mesmo depois de dois meses juntos, ele não havia dito mais de dez palavras a ela.

No entanto, depois de interagir com ele, ela percebeu que essa pessoa era bastante obcecada por limpeza. Ele tinha que limpar as mãos todos os dias antes de comer, e era muito exigente quando se tratava de comer. Havia muitas coisas que ele não comia e ele era extremamente elegante.

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