Ataque do Pequeno Adorável: O Mimo Infinito do Papai Presidente

Volume 11 - Capítulo 1018

Ataque do Pequeno Adorável: O Mimo Infinito do Papai Presidente

An Feng já tinha visto gente narcisista, mas nunca alguém tão… narcisista assim.

Como diabos ele achava que ela ainda estava interessada nele?

Ele ainda pensava que ela estava solteira esperando por ele? Como ela nunca tinha percebido o quanto ele era narcisista e insuportável?

An Feng franziu a testa e o empurrou.

Estava prestes a dizer alguma coisa quando a porta do camarim da noiva se abriu de repente. "Tia Feng."

Ao ouvir Tang Ci a chamando, An Feng se virou para atendê-la e então olhou para Zhou Li com um olhar de advertência nos olhos. "Sr. Zhou, respeite-se!"

Assim que disse isso, An Feng foi para o camarim. Depois de alguns passos, sentiu um olhar penetrante, impossível de ignorar, sobre si.

Ela se virou e, além de Zhou Li, que a encarava fixamente, não viu mais ninguém.

Tang Ci ainda a esperava no camarim e An Feng entrou rapidamente, sem tempo para pensar sobre isso.

Tang Ci havia trocado por um elegante vestido de noiva branco, com as costas de fora, exibindo as belas curvas de sua silhueta. Sua cintura era fina e a sua omoplata [1] parecia sexy e bonita. A longa cauda do vestido, combinada com a coroa na cabeça, a deixava deslumbrante.

Tang Ci era mestiça e impecável. Seus traços faciais eram requintados e belos. Ela tinha um par de belos olhos felinos e, quando sorria, seus olhos se curvavam como luas crescentes.

Abrindo a caixa de presente, lá dentro havia um conjunto de joias caras.

An Feng colocou as joias em Tang Ci.

Tang Ci olhou para An Feng com lágrimas nos olhos. "Tia Feng, estou me casando, e meu pai pediu bilhões de dólares à família Mo, mas ele não me deu nada. Mas, tia Feng, nós não nos vemos há tantos anos, e você me deu um presente tão caro..."

An Feng enxugou as lágrimas que escorriam pelo canto dos olhos de Tang Ci. "Eu cresci com sua mãe, éramos como irmãs. Você não precisa ser formal comigo."

Tang Ci abraçou An Feng e apoiou o queixo no ombro dela. "Obrigada, tia Feng e irmã Zhizhi."

Neste momento, a porta do camarim foi aberta e um homem em uma cadeira de rodas foi empurrado para dentro.

A pessoa sentada na cadeira de rodas usava um terno branco; as mãos expostas estavam deformadas e cheias de cicatrizes. Seu rosto, antes bonito, estava irreconhecível. Apenas seus olhos penetrantes olhavam para Tang Ci friamente.

Era o homem com quem Tang Ci se casaria, o Segundo Mestre da família Mo, Mo Shi.

E a pessoa que o empurrava era... o Mestre mais velho da família Mo, e chefe da família, Mo Ji.

O olhar de Tang Ci se desviou do rosto de Mo Shi para Mo Ji.

Ele era alto, pelo menos 1,88 metro, com uma figura longa e ereta. Usava um terno preto, parecendo sério e frio. Usava óculos sem aro e parecia refinado e contido, mas com uma frieza e indiferença.

Embora parecesse refinado e educado, quem o tratasse como um nerd fraco pagaria um preço alto. Pelo que Tang Ci sabia, o Mestre mais velho e o Segundo Mestre da família Mo não eram filhos da primeira esposa. Os irmãos não tinham status ao chegar à família Mo, mas depois o Mestre mais velho, Mo Ji, usou métodos cruéis e implacáveis para reorganizar a família Mo. Ele matou seu pai e seus irmãos; seus métodos eram cruéis e sanguinários.

Agora, no México, ninguém ousava ofender o Mestre mais velho Mo.

Só de ouvir as palavras "Mo Ji" já causava medo. Mas Mo Ji era implacável com todos, exceto com seu irmão mais novo.

"Irmão, manda essa mulher embora. Eu não quero me casar com ela!", a voz de Mo Shi estava danificada pelo fogo e ele não conseguia falar claramente, mas Mo Ji conseguiu entender o que ele estava dizendo.

Tang Ci só conseguiu ouvir a palavra "embora" e, junto com a expressão contorcida de Mo Shi, ela percebeu que ele não queria se casar com ela.

An Feng tinha ouvido dizer que o Segundo Mestre Mo havia sofrido queimaduras, mas não esperava que fosse tão grave. Seu coração doía por Tang Ci e ela segurou a mão dela gentilmente.

Tang Ci deu um pequeno sorriso para An Feng antes de encarar Mo Shi, cuja expressão estava contorcida. "Seu irmão gastou alguns bilhões para me comprar da família Tang. Eu ouvi dizer que ele nunca perde em negócios. Você tem certeza de que quer que eu vá embora?"

Mo Shi olhou para a mulher que ainda conseguia sorrir quando estava prestes a se casar com ele e pegou um cinzeiro, jogando-o em Tang Ci.

Tang Ci não desviou e o cinzeiro atingiu a testa dela, um fio de sangue vermelho brilhante escorrendo.

Ao ver isso, a expressão de An Feng mudou. "Segundo Mestre Mo, como você pôde bater em uma mulher?" An Feng quis puxar Tang Ci para longe, mas Tang Ci balançou a cabeça. "Tia Feng, estou bem. Não se preocupe."

Mo Ji, que não havia falado, lançou um olhar para Tang Ci, bateu palmas e a porta do camarim foi aberta por dois seguranças. "Levem o Segundo Mestre para fora. Quero falar com a Srta. Tang sozinha."

Tang Ci acenou para An Feng. "Tia Feng, vá para a igreja primeiro!"

An Feng sabia que aquilo era entre a família Tang e a família Mo. Embora a doesse ver Tang Ci daquele jeito, ela não podia fazer nada.

Depois de suspirar levemente, An Feng saiu.

Quando apenas Tang Ci e Mo Ji ficaram no camarim, Mo Ji sentou-se no sofá, cruzando as pernas elegantemente e acendendo um cigarro com a cabeça levemente baixa.

Erguendo a barra do vestido, Tang Ci sentou-se ao lado dele.

A fumaça saía dos lábios e do nariz do homem. Ele levantou a cabeça, lançando um olhar para Tang Ci; os olhos longos e amendoados por baixo das lentes estavam frios. "Sente-se mais longe."

Tang Ci não se moveu. Ela estava muito perto dele, e suas calças perfeitamente passadas estavam levemente pressionadas por ela; suas coxas firmes eram nítidas. As coxas sob o tecido pareciam fortes, musculosas e bem proporcionadas.

Ele parecia magro, mas a musculatura por baixo das roupas era melhor do que a de um modelo.

Diante da aura sanguinária e escura do homem, Tang Ci não tinha medo. Ela sorriu, seus olhos felinos brilhantes e travessos. "Você está deixando uma mulher que já confessou seus sentimentos por você se casar com seu irmão. Mestre Mo, você é o único no mundo que seria tão frio!", disse Tang Ci, e seu dedo esguio cutucou o peito de Mo Ji.

No segundo seguinte, seu dedo foi agarrado por ele, e houve uma dor intensa.

Tang Ci ofegou e puxou o dedo que estava prestes a ser quebrado, o sorriso ainda no rosto. A mão que havia abaixado estava ao lado das calças dele, em suas coxas; a ponta dos dedos roçava no zíper da calça. Não estava claro se foi acidental ou intencional.

Quando seu olhar a percorreu friamente, ela sorriu e afastou a mão. "Quase fui esmagada pela sua pegada, toquei sem querer."

Mo Ji a encarou, seu rosto refinado sombrio. "Se houver uma próxima vez, você não sentirá apenas dor. Vou quebrar sua mão!"

Tang Ci olhou para os raios frios que saíam de seus olhos por baixo das lentes; ele era extremamente altivo.

Era como uma lâmina de gelo afiada e implacável.

O sorriso nos lábios de Tang Ci se aprofundou e seu rosto se aproximou de Mo Ji. "Tudo bem. Se você quebrar uma das minhas mãos, direi a Mo Shi que seu irmão tentou tirar vantagem de mim e, como eu não consenti, ele quebrou minha mão."

"Ha." Mo Ji soltou uma risada baixa. "Eu tenho uma noiva, e você nem chega a ser um terço dela. Que razão eu teria para tirar vantagem de você?"

Antes que Tang Ci pudesse dizer alguma coisa, a porta do camarim foi aberta.

"Irmão Ji."

[1] Omoplata: Parte do corpo situada entre os ombros e os braços; popularmente conhecido como "borda do ombro".

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