Ataque do Pequeno Adorável: O Mimo Infinito do Papai Presidente

Volume 8 - Capítulo 739

Ataque do Pequeno Adorável: O Mimo Infinito do Papai Presidente

O jardim dos fundos do castelo.

Lan Xiaozhi estava tomando seu banho matinal na piscina. Usava um biquini azul, sua pele lisa e delicada brilhava de forma atraente.

Após o mergulho, a empregada a ajudou a vestir o roupão.

“Senhorita, o Mestre da Ilha a espera para o café da manhã na sala de jantar”, lembrou Lisa, sua empregada.

Lan Xiaozhi fez de conta que não ouviu e sentou-se no balanço, admirando o jardim repleto de flores e plantas.

Uma rajada de vento a fez tremer.

Ela não sabia por quê, mas sentia um vazio no coração.

Lan Ye dissera que ela sofrera uma lesão cerebral e perdera algumas memórias, mas também mantivera outras.

Por exemplo, onde crescera, quando sua mãe falecera, como fora salva por Lan Ye e se tornara sua noiva.

Antes, ela não achava nada estranho, mas depois de encontrar aquele flautista da banda, sentiu como se algo faltasse em seu coração, como se não fosse ela mesma por completo.

Que sensação estranha era aquela?

Talvez fosse parte das memórias que lhe faltavam.

Mas qual a ligação com aquele homem misterioso?

“Senhorita, o Mestre da Ilha vai ficar furioso se a senhora não descer para o café da manhã.”

Lan Xiaozhi resmungou pensativa.

Desde que conhecera Lan Ye, ele fora inesperadamente bom com ela.

Todos os dias, ele a deixava tomar banho de leite e rosas, dava a ela os melhores produtos de beleza, a fazia comer todos os tipos de tônicos nutritivos e chamava uma esteticista para lhe fazer massagens. Não a deixava fazer nada, mimando-a ao máximo.

Além de mantê-la longe de outros homens, ele concordava com ela em tudo o mais.

Embora fosse sua noiva, ele nunca fizera nada de vergonhoso ou baixo, e a respeitava muito.

Lan Xiaozhi sentia que ele não nutria amor por ela, apenas uma estranha possessividade que ela não conseguia descrever.

Levando-se do balanço, Lan Xiaozhi voltou para o castelo.

Depois de trocar de roupa, foi para a sala de jantar e, ao ver Lan Ye sentado lendo o jornal, sentou-se em frente a ele.

A empregada trouxe seu café da manhã e leite.

Lan Ye abaixou o jornal, olhando para a mulher que parecia mais jovem e bonita, e sorriu. “Por que essa carinha? Está de mal humor?”

Lan Xiaozhi apoiava o queixo nas mãos e um traço de tristeza apareceu em seus belos olhos. “Estou um pouco entediada, ficando no castelo todos os dias. Quero voltar à vila de pescadores para prestar minhas homenagens à minha mãe.”

Ela crescera em uma família monoparental e, há meio ano, sua mãe falecera devido a uma doença. Ela quase fora vendida para a prostituição por vândalos, e foi Lan Ye quem a salvara.

Ela havia batido a cabeça na ocasião, por isso esquecera algumas coisas.

“Estarei ocupado com o trabalho na ilha nos próximos dias, então temo não ter tempo para ir com você.”

Lan Xiaozhi tomou um gole de leite; um pouco escorria pelo canto dos lábios e ela o limpou com a língua. Ao ver o gesto inconsciente dela, os olhos de Lan Ye escureceram.

Ela tinha os olhos baixos naquele momento, e do seu ponto de vista, seus cílios longos e grossos eram como dois pequenos leques projetando uma sombra em seu rosto, o que era muito atraente.

“Se quiser ir, mandarei mais pessoas para protegê-la.”

Um sorriso brilhante apareceu no rosto requintado e belo de Lan Xiaozhi.

Após os preparativos, Lan Ye enviou mais de uma dúzia de seguranças para escoltar Lan Xiaozhi à vila de pescadores.

A primeira coisa que ela fez ao chegar foi prestar suas homenagens à mãe.

Não havia foto no túmulo da mãe, apenas seu nome estava gravado. A expressão de Lan Xiaozhi era levemente atordoada.

Talvez sua memória estivesse incompleta; ela não conseguia se lembrar do que acontecera na infância. Mesmo ajoelhada diante da lápide, não havia nenhuma flutuação em suas emoções.

Depois de prestar suas homenagens, voltou para a casa onde morara.

Era uma casa térrea. Havia dois quartos, um corredor e uma cozinha.

Depois de uma soneca, ela levou presentes para seus vizinhos.

Os vizinhos a tinham visto crescer e eram muito carinhosos com ela.

Lan Ye mandara mais de uma dúzia de seguranças para segui-la, então, por onde quer que fosse, ela atraía muita atenção. Ela também não gostava de ser observada por tantos pares de olhos.

Ela encontrou o capitão dos seguranças. “Quero levar a Lisa à praia. Pode enviar apenas dois ou três seguranças para nos acompanhar.”

O capitão dos seguranças acenou com a cabeça. “Por favor, não vá muito longe, senhorita. Se algo der errado, o Mestre da Ilha nos matará.”

Isso era o que Lan Xiaozhi mais odiava em Lan Ye. Ele era temperamental e considerava a vida sem valor.

Ela se lembrava de uma vez em que escapara sorrateiramente do castelo; Lisa fora punida e quase apanhou até a morte.

“Eu sei, não vou dificultar as coisas para vocês.”

Lan Xiaozhi tirou os sapatos e caminhou descalça na praia. Lisa a seguiu e a lembrou: “Senhorita, não é apropriado.”

Lan Xiaozhi sorriu e a ignorou.

Uma garça viu Lan Xiaozhi se aproximando e voou para longe. Ao olhar para a garça voando alto no céu, ela sentiu-se repentinamente um pouco invejosa.

Era bom ser livre.

Depois de caminhar um pouco, ela viu de repente um menino sentado na praia. Ele estava sentado com os braços ao redor do corpo, os ombros tremendo, e parecia estar chorando.

Lan Xiaozhi franziu as sobrancelhas e estava prestes a se aproximar quando o capitão dos seguranças se aproximou. “Senhorita, vou afastar a criança.”

Lan Xiaozhi o interrompeu. “É só uma criança, você tem medo de que eu me aproxime dela?”

“Não.”

“Então está tudo bem.” Lan Xiaozhi levantou a barra do vestido e foi em frente. O capitão dos seguranças quis segui-la, mas Lisa o deteve. “É só uma criança, está tudo bem a senhorita ir sozinha. Se formos, assustaremos a criança.”

Lan Xiaozhi se aproximou da criança e se abaixou, estendendo um dedo fino para tocar seu braço. “O que houve, garotinho? Onde estão seu papai e sua mamãe?”

A criança não levantou a cabeça, mas continuou a soluçar silenciosamente.

Um traço de hesitação passou pelos belos olhos amendoados de Lan Xiaozhi.

Que pais tão descuidados deixariam seu filho perto do mar?

“Garotinho, diga à tia o número de seus pais e a tia vai te ajudar a ligar para eles, certo?” Sua voz se tornou mais suave.

A criança pareceu hesitar e levantou a cabeça dos braços.

Um rostinho delicado com olhos grandes e redondos, nariz alto, lábios rosados e um belo formato de rosto surgiu.

Por que essa criança parecia tão familiar para ela?

Parecia que ela o tinha visto em algum lugar antes.

Ela tentou procurar em sua mente, mas não conseguiu se lembrar de onde o conhecera.

Xiaojie olhou para a mulher agachada à sua frente. Ela estava usando um véu, mostrando apenas seus olhos brilhantes olhando para ele. Seu olhar era muito gentil, assim como Pretty Zhizhi o olhava antes…

O papai pedira que ele sentasse ali e chorasse. Se ele estivesse triste, ele poderia ver a Pretty Zhizhi, e parecia que o papai não tinha mentido para ele.

Lan Xiaozhi olhou para a criança que piscava os olhos molhados e a olhava.

De repente, ela pareceu ter se lembrado de algo e todos os seus movimentos pararam.

O tempo parecia ter parado naquele momento.

Não admirava que esse menino lhe parecesse tão familiar.

Era porque ele se parecia com ela…


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