
Volume 7 - Capítulo 635
Ataque do Pequeno Adorável: O Mimo Infinito do Papai Presidente
Ao ver o homem de terno preto surgindo de repente em sua frente, as mãos de Nan Zhi se fecharam em punhos involuntariamente.
Na verdade, depois que Xiaojie se recuperou, ela poderia voltar à vila para encontrá-lo novamente.
Mas um vago medo e apreensão tomavam conta de seu coração.
Ela sabia que o Velho Sr. Bai havia lhe contado as consequências antecipadamente, mas ainda tinha medo de vê-lo olhá-la com aqueles olhos impassíveis.
Bai Ye lhe dissera que, depois de curada a toxina parasitária, ele parecia normal. Não tinha amnésia nem havia perdido fragmentos de suas memórias. Apenas estava mais inacessível que antes.
O Velho Sr. Bai só havia contado as consequências da remoção do parasita a ela; nem Yi Fan nem Bai Ye sabiam disso.
Quando Bai Ye disse que ele parecia normal, ela ainda nutria alguma esperança.
E se as consequências que o Velho Sr. Bai mencionara não fossem tão graves?
Bai Ye já havia entrado no quarto, e Nan Zhi permanecia sozinha no corredor, observando Mu Sihan se aproximar passo a passo.
Ele tinha uma mão no bolso da calça, seu rosto bem-definido escondido na penumbra, os olhos escuros como tinta, os lábios comprimidos em uma linha fina e a expressão glacial, como se fosse uma estátua sem temperatura.
Seus traços faciais, os contornos de seu rosto, ainda eram bonitos, só que seus olhos e expressões estavam ainda mais frios e indiferentes que antes.
Lucy, atrás dele, vestia um longo vestido vermelho, um blazer com diamantes nos ombros e uma maquiagem impecável. Ela seguia de perto Mu Sihan, com um sorriso vitorioso nos lábios.
O quarto que reservaram ficava no final do corredor.
Eles teriam que passar por Nan Zhi para chegar lá.
Era impossível que eles não a vissem parada ali.
Os olhos de Mu Sihan pousaram sobre ela, seu olhar escuro como um poço profundo e sem fundo, sem nenhuma flutuação de emoções.
Lucy também viu Nan Zhi. Depois do jantar de aniversário do Príncipe, Lucy mandou investigar a relação entre Nan Zhi e Mu Sihan.
Embora nada tivesse sido encontrado, com a intuição feminina, essa Nan Zhi devia significar algo no coração de Mu Sihan.
Ela não esperava que, desta vez, quando Mu Sihan a convidou para jantar, encontraria Nan Zhi ali. Um traço de nojo passou pelos olhos de Lucy, e ela deu alguns passos à frente, agarrando o braço de Mu Sihan.
Se fosse antes, ele a teria afastado no segundo seguinte.
Mas desta vez, ele não o fez e deixou que ela o abraçasse.
Ao ver isso, Nan Zhi franziu a testa.
Embora cheia de dúvidas, ela não os interrompeu.
Quando Bai Ye percebeu que Nan Zhi não entrava, abriu a porta e viu as costas de Mu Sihan e Lucy.
“Ah, não é Sua Alteza?”, disse Bai Ye em voz baixa, ao lado de Nan Zhi. “Achei que você seria a primeira mulher que Sua Alteza veria ao voltar. Dizem por aí que rola algo íntimo entre Sua Alteza e a Princesa Lucy. Será que é verdade?”
Nan Zhi não acreditou nem um pouco.
Se ele realmente se tornasse impassível, não deveria sentir nada por Lucy!
Ela sentia que ele devia estar planejando algo.
Afinal, Lucy havia colocado um parasita nele e o fizera sofrer. Além disso, ele era vingativo!
Bai Ye viu que Nan Zhi estava calma e perguntou intrigado: “Você nem está brava ao vê-lo levar outra mulher para um quarto?”
Seria mentira se ela dissesse que não estava brava.
Mas ela não estava em posição de questioná-lo. Afinal, aos olhos das pessoas, Wan'er era a Quarta Consorte Princesa.
Nan Zhi levantou o dedo, colocando-o sob o queixo, e baixou os cílios longos, pensativa.
Ela podia confiar em Mu Sihan.
Mas não podia confiar em Lucy.
Se ela fora capaz de algo tão cruel quanto colocar “Juntos com Você” nele, usaria outros métodos desprezíveis?
“Preciso saber do que eles estão falando.”
As palavras de Nan Zhi fizeram Bai Ye rir. “Xiao Zhizhi, este é um hotel de luxo, os quartos são à prova de som. Você não conseguirá ouvir nada e ainda poderá ofender aquela megera da Lucy!”
“Claro que não vou escutar escondido.”
Vendo a garçonete com o cardápio prestes a entrar no quarto de Mu Sihan, Nan Zhi entregou-lhe seu relógio com função de gravação. “Coloque isso no quarto do Quarto Príncipe em segredo, não deixe que eles encontrem.”
A garçonete assentiu. “Sim, Srta. Nan.”
Depois que a garçonete entrou no quarto, Bai Ye pareceu surpreso. “Por que os funcionários aqui te obedecem?”
“O dono deste hotel conhece muito bem meu tio.”
Bai Ye deu um joinha para Nan Zhi. “Nunca vi uma pessoa tão bem-conectada.”
…
De volta ao quarto, Yan Hua estava ao telefone e disse agitada: “Ele ainda não está bem e foi ver a Maçãzinha no apartamento?”
Era a babá do outro lado da linha. “Ele quis entrar e se machucou, então não consegui impedi-lo.”
“Tudo bem, já estou voltando.”
Após desligar, Yan Hua olhou para Nan Zhi e Bai Ye, que haviam entrado, e levantou-se da cadeira com sua bolsa. “Zhizhi, preciso ir.” Então, olhou para Bai Ye. “Doutor Milagroso Bai, obrigada pela receita.”
Bai Ye deu de ombros. “De nada.”
Nan Zhi levou Yan Hua até a entrada do hotel, observando-a partir. Ao pensar nas palavras de Bai Ye, as lágrimas encheram seus olhos.
Se Mu Sihan não a ajudasse, ela também deveria contar a Bo Yan.
Deixar Bo Yan ajudar Huahua a encontrar um coração adequado!
…
Yan Hua correu de volta para o apartamento, pensando que a Maçãzinha choraria ao ver Bo Yan, como quando tinha três ou quatro meses.
Desta vez, no entanto…
Bo Yan, vestido com uma camisa militar, sentava-se no sofá com sua muleta ao lado. Ele segurava a Maçãzinha em um braço e, com a outra mão, segurava seu pequeno chocalho. Tinha a cabeça baixa e estava falando com ela.
Aquele homem era geralmente indiferente, não muito afeito a sorrir e difícil de decifrar.
Mas agora, os olhos voltados para a Maçãzinha revelavam o forte amor de um pai.
Os contornos de seu rosto bonito e frio também se tornaram mais suaves.
“Maçãzinha, diga papai.”
Sua voz era profunda e magnética, como um vinho que fermentara por muitos anos, embriagando quem o ouvia.
Yan Hua entrou, mas pai e filha não a notaram; apenas a babá a percebeu ao sair da cozinha. “Huahua, você voltou.”
A Maçãzinha olhou para Yan Hua, mas logo seus grandes olhos redondos voltaram para o rosto de Bo Yan.
Bo Yan parecia não ter ouvido a babá. Ele ainda brincava com a adorável bebê em seus braços. “Maçãzinha, diga papai, hmm?”
Yan Hua não aguentou mais e o interrompeu: “Ela nem tem oito meses. Peço a ela todos os dias para me chamar de mamãe, mas ela não chama. Você parece tão bravo, como ela poderia te chamar primeiroー”
Antes que Yan Hua terminasse, a voz suave e delicada da Maçãzinha soou de repente: “Pa, Pa.”