
Volume 4 - Capítulo 389
Ataque do Pequeno Adorável: O Mimo Infinito do Papai Presidente
Ela o olhou friamente, uma impaciência que não precisou disfarçar em sua voz indiferente.
Mu Sihan engoliu a saliva, com gosto de sangue, e a encarou fixamente com seus olhos escuros, como se quisesse ver através de sua alma.
Ele sabia que ela não o perdoaria facilmente por tê-la machucado, mesmo que ele não estivesse em seu juízo perfeito na ocasião.
Ele também não conseguia se perdoar.
Não sabia quando sua doença seria curada. Se pudesse ser curada.
Mantê-la ao seu lado era uma espécie de sofrimento para ela, enquanto ele não estivesse curado e aquela outra personalidade permanecesse nele.
Mas deixá-la ir?
Ele não suportava a ideia.
Era arrogante, não tinha medo de nada, mas dessa vez sentiu um medo sem precedentes.
Nem ousava confessar a ela que tinha um transtorno de personalidade.
Ele tinha vergonha desse tipo de doença mental.
Nan Zhi observou as emoções complexas e sombrias que borbulhavam em seus olhos escuros e sentiu-se um tanto insegura.
Olhando para ele assim, não parecia que ele não se importava com ela.
Estava muito longe da expressão fria e cruel daquela noite em que a abandonara tão friamente.
“Gatinha, que tal a gente não se separar e eu te compensar depois, hein?” Ele abaixou a cabeça, aproximando-se do ouvido dela, sua língua quente envolvendo o lóbulo da orelha. Puxou a mão dela e a pressionou contra o baixo ventre, descendo cada vez mais. “Eu sou todo seu.”
Quando Nan Zhi foi obrigada pela mão dele a tocar sua região ardendo em brasa, ela retraiu a mão como se tivesse levado um choque. Queria dar um tapa nele por seu comportamento sem-vergonha, quando de repente, uma voz suave soou da porta: “Ah Han?”
Ao ouvir a voz de Xue’er, Nan Zhi sentiu como se tivesse sido esfaqueada no coração por uma faca afiada.
Xue’er. Como ela pôde esquecer? Ele tinha Xue’er e ainda a enganara com suas palavras melosas.
Que pilantra!
As emoções acumuladas em seu coração explodiram de uma vez e ela o empurrou com força, sem esperar que conseguisse.
Havia uma zombaria fria em seus olhos. Com certeza, com Xue’er ali, ele mudara novamente.
Ela se sentou na cama do hospital e estava prestes a levantar quando o homem se aproximou dela como uma fera furiosa.
Ela foi prensada novamente na cama, o queixo apertado pela mão dele, e ele a beijou com força, forçando sua língua em sua boca.
Aquela energia feroz e bruta parecia que queria arrancar a língua dela.
Havia gosto de sangue na boca dos dois, enquanto suas línguas se entrelaçavam numa teia de raiva selvagem.
Ele não fez nada demais, considerando a presença de Xue’er. Ele a levantou da cama e deu duas palmadas em suas nádegas, indicando que ela se levantasse.
Nan Zhi queria ignorá-lo, mas a intimidade repentina deixou suas orelhas quentes.
Esse homem realmente não tinha vergonha na cara.
Nan Zhi desceu da cama do hospital e olhou para Xue’er parada na porta com uma máscara facial. Os olhos não cobertos pela máscara eram claros e bonitos, e até mesmo uma mulher como ela sentiria vontade de protegê-la, sem falar em um homem.
“Gatinha, ela é a Xue’er. Eu e ela…”
Nan Zhi não queria ouvir mais nada sobre ele e Xue’er e o interrompeu impassível: “Não estou interessada em saber sobre vocês dois.”
Ela saiu sem olhar para ele.
Dessa vez, Mu Sihan não a perseguiu.
Nan Zhi ficou no elevador e olhou para a parede espelhada refletindo seu rosto pálido e olhar irônico.
Só depois que Nan Zhi saiu da enfermaria por um bom tempo, o olhar de Mu Sihan finalmente se desviou do batente vazio da porta para o corpo frágil de Xue’er.
Quando Xue’er o viu finalmente olhando para ela, seus longos cílios tremeram e ela entrou na enfermaria carregando uma garrafa térmica. “Eu cozinhei o mingau de ossos de porco que você adora.”