Ataque do Pequeno Adorável: O Mimo Infinito do Papai Presidente

Volume 4 - Capítulo 367

Ataque do Pequeno Adorável: O Mimo Infinito do Papai Presidente

Xue’er estava muito abalada e tinha pavor de médicos com seus jalecos brancos. Assim que eles se aproximavam, ela gritava histérica e se retraía bruscamente, como se sentisse uma dor imensa.

Só se acalmou depois que Mu Sihan entrou na enfermaria e a confortou por um bom tempo. Ele deixou que a enfermeira a ajudasse a tomar um banho para se aquecer. Somente então, depois que vestiu roupas limpas, um pouco de sua aparência original voltou a ser vista.

Embora tivesse hematomas no rosto, sua pele ainda era clara, tão clara que a deixava com ar doentio. Bastava um olhar para perceber que ela não tomava sol havia muito tempo.

Mu Sihan ficou ao lado da cama, observando a mulher encolhida num canto, com lágrimas escorrendo pelos cílios longos. Ele apertou os lábios finos, a voz rouca: “Xue’er, onde você esteve todos esses anos?”

Xue’er tremeu, escondendo o rosto nos braços que envolviam os joelhos. Disse timidamente: “Ah Han, eu não quero ficar no hospital. Tenho medo, eles vão me machucar…”

Mu Sihan se aproximou, agachando-se. Acariciou levemente o braço dela: “Estou aqui. Ninguém ousará te machucar.”

“Vão sim!”, ela se agitou de repente. “Já fiquei presa nesse hospital por eles antes. Aplicavam injeções, me forçavam a tomar remédios todos os dias e me maltratavam se eu recusasse. Não quero vê-los, são todos monstros!”

Xue’er olhou para as paredes brancas ao redor. Suas pupilas se contraíram ao avistar médicos e enfermeiros passando no corredor, e seu corpo tremeu ainda mais: “Olha, os monstros estão aqui de novo. Ah…!”

De repente, com uma força inesperada, ela o empurrou e começou a subir na mureta da janela. “Eles não vão me pegar se eu pular daqui.”

Mu Sihan reagiu imediatamente, segurando-a pelas costas antes que ela caísse, e a carregou para longe da janela.

Apertaram o botão para chamar o médico, e ela foi sedada para evitar que fizesse algo drástico.


Quando Xue’er acordou, estava num quarto luxuoso, no estilo de um palácio, todo decorado em rosa, um quarto de princesa.

Olhou em volta, achando tudo estranhamente familiar, mas sem conseguir se lembrar exatamente onde estava.

“Você acordou.” A voz grave e madura de um homem soou atrás dela. Xue’er se virou e viu o homem, de camisa branca e calça social preta, parado a uma curta distância. Lágrimas rolaram de seus olhos. “Você viu como eu estava horrível?”

O homem se aproximou da cama e pegou um lenço com dois flocos de neve bordados para enxugar suas lágrimas. “Conte-me o que aconteceu com você nesses últimos anos.”

Xue’er sentou-se na cama, encostando-se à cabeceira. Abraçou os joelhos, o queixo fino repousando sobre os braços esguios. Disse com a voz trêmula: “Desde aquele acontecido entre seu irmão mais velho e eu, desenvolvi uma leve depressão e senti que tudo estava dando errado.

“Também sofria bullying no trabalho, na emissora de televisão. Você estava construindo sua carreira no País S naquela época e eu não tinha com quem confiar. A dor ia aumentando e eu sentia muita sua falta, meus sentimentos me dominaram naquele dia, e por isso tomei a decisão de última hora de te procurar.

“Mas desmaiei assim que entrei no táxi e acordei num hospital psiquiátrico. Eu não era louca, mas eles insistiam que eu era! Era como uma prisão, e me maltratavam toda vez que eu tentava fugir.”

Mu Sihan franziu a testa, observando os braços dela cobertos de cicatrizes: “Então como você escapou desta vez?”

Xue’er apertou ainda mais os braços ao redor do corpo, o rosto pálido. Seus lábios tremeram enquanto ela gaguejava, quase chorando: “Fiquei presa por eles por alguns anos, me dando injeções e remédios à força todos os dias, para piorar meu estado mental. Eu sabia que ia morrer ali se continuasse…”

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