Ataque do Pequeno Adorável: O Mimo Infinito do Papai Presidente

Volume 4 - Capítulo 338

Ataque do Pequeno Adorável: O Mimo Infinito do Papai Presidente

Yan Hua não esperava que Bo Yan abrisse a porta diretamente. Ela não estava preparada e deu alguns passos para trás.

Embora Yan Hua quisesse dizer algo, calou-se ao olhar para o homem que, depois de entrar no quarto, fechou a porta com um chute usando suas longas pernas. A respiração dela falhou enquanto ela enrijecia.

A alta figura de Bo Yan parou diante de Yan Hua, projetando uma grande sombra sobre ela.

Os dois estavam tão próximos que Yan Hua pôde sentir o forte cheiro de álcool nele. Ele tinha estado entretendo sócios de negócios recentemente e bebia bastante todas as noites.

Seu olhar era frio e penetrante por trás dos óculos, como uma faca afiada enbainhada, prestes a transpassar sua alma.

Yan Hua apertou os olhos, que estavam semicerrados. Ela reuniu coragem e encontrou seus olhos frios. “Você está bêbado? Eu sou Yan Hua.”

Yan Hua. Ela era a mulher que ele mais odiava e desprezava.

Por que ele entraria no quarto dela?

Ele devia ter entrado no quarto errado.

Em vez de responder à pergunta dela, seus lábios finos se curvaram em zombaria. Sua voz era baixa e sem emoção: “Você se apaixonou pelo Su Mo?”

Quando ela se apaixonou por Su Mo?

Será que o olhar possessivo que sentiu sobre si quando conversou com Su Mo no saguão do hotel era dele?

Não havia nada entre ela e Su Mo, e mesmo que houvesse, ele não tinha o direito de questioná-la!

Ela não tinha mais o direito de gostar de alguém depois de ser desprezada por ele?

“Você bebeu demais. Deveria voltar para seu quarto e descansar. Vou ligar para o serviço de quarto para preparar um chá para você se recuperar mais tarde—”

Yan Hua não terminara a frase quando Bo Yan agarrou seu ombro. Ele a puxou e a jogou contra o armário de vinhos atrás dela.

A frieza do armário pressionou suas costas enquanto a alta figura do homem se aproximava, como um predador perigoso. Suas mãos a seguraram pelos lados, e ela se sentiu presa, como se uma rede gigante a tivesse coberto, impedindo-a de se afastar.

Ela se sentiu completamente dominada.

Yan Hua arregalou seus olhos expressivos enquanto o homem se inclinava para ela. Ela conseguia até ver o mundo em preto e branco sob seus óculos e o reflexo na lente que mostrava sua expressão ansiosa.

Ela era realmente inútil. Seu coração perdia o ritmo no instante em que ele se aproximava.

Ela gostava dele há tanto tempo e, mesmo que ele a machucasse, seu coração desapontado ainda batia por ele e somente por ele.

Seu coração batia forte enquanto seus lábios tremiam levemente.

Os lábios finos do homem se curvaram em um sorriso frio: “Você está tão desesperada para encontrar outro homem logo depois de eu te rejeitar?” Seu olhar frio era sarcástico enquanto descia da cabeça aos pés dela. “Você acha que é diferente só porque emagreceu um pouco? Você não sabe que os homens estão indiretamente dizendo que você não é bonita quando te chamam de fofa?”

Então, ele tinha ouvido Su Mo chamá-la de fofa.

Mais cedo, ela sorrira feliz porque nunca havia sido elogiada por outro homem além de seu pai.

Ela provavelmente era uma tola aos olhos dele!

Inúmeros rapazes a chamaram de feia desde a infância. No entanto, ninguém tinha a capacidade de perfurar seu coração como Bo Yan fez.

Todos querem parecer bonitos diante da pessoa de quem gostam, e Yan Hua não era exceção. Ela também não queria ser assim e estava fazendo o seu melhor para mudar…

Por que ele ainda precisava machucá-la?

Yan Hua queria chorar, embora não quisesse mostrar seu lado fraco a Bo Yan. Mordendo os lábios com força, ela endireitou as costas e encontrou seu olhar frio por trás dos óculos.

“Sim, e daí se eu não sou bonita? Se Su Mo me odiasse, ele não teria me pedido para considerar aceitá-lo! Você pode achar que sou gorda e feia, mas você representa o mundo inteiro? Bo Yan, não me menospreze. Eu só preciso de um pouco mais de tempo e aparecerei diante de Su Mo com um corpo de tamanho normal!”


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