Ataque do Pequeno Adorável: O Mimo Infinito do Papai Presidente

Volume 2 - Capítulo 172

Ataque do Pequeno Adorável: O Mimo Infinito do Papai Presidente

Nan Yao estava desanimada depois do baque que sofrera na reunião com os patrocinadores. O semblante melancólico, sentia-se deprimida e fraca enquanto olhava para Ding Shuman. “Mãe, e daí que ela é uma vaca? Olha como ela é capaz de seduzir homens, consegue qualquer um que quer e ainda por cima fisgou um peixe graúdo.”

Originalmente, Nan Yao queria exibir-se para Nan Zhi, mostrando que havia roubado o pai, o noivo e o status de herdeira da família Nan.

Se tudo tivesse corrido conforme o planejado, Nan Zhi deveria estar mortificada e sem condições de levantar a cabeça na frente dela.

No fim, ela seduzira dois homens ainda mais brilhantes que Bo Shaoxiu.

Quanto mais Nan Yao pensava nisso, mais raiva e depressão sentia. A barriga também começou a doer com as emoções negativas que a consumiam.

“Nesse ritmo, vou perder a aposta com a Nan Zhi. Mãe, tanta gente na emissora me invejava antes. Agora, todos estão rindo de mim. Vou perder antes mesmo de entrar na arena!”

O coração de Ding Shuman doía ao ver Nan Yao tão aflita. Com mãos suaves, enxugou as lágrimas da filha querida. Rangendo os dentes, a tranquilizou: “Yaoyao, o programa ainda não foi gravado, nem exibido. Como você tem tanta certeza de que perdeu?”

Nan Yao encarou Ding Shuman com olhos vermelhos. “Mãe, foi culpa minha. Queria me vingar por Nan Zhi ter te esbofeteado. Queria usar essa chance para expulsá-la da emissora. No fim…”

“Yaoyao, você acha que sou fácil de ser intimidada? Vou devolver para aquela vagabunda várias vezes pior do que aquele tapa.”

O coração de Nan Yao tremeu ao ver a frieza nos olhos de Ding Shuman. “Mãe, você tem algum jeito de fazer a Nan Zhi perder para mim?”

Com um sorriso sarcástico, Ding Shuman zombou friamente: “Aquela vaca acha que não estou fazendo nada porque tenho medo dela? Espere só, vou fazer ela perder feio!”

Nan Zhi passou a manhã inteira ocupada, pois ia se mudar para um novo escritório à tarde e precisava arrumar tudo.

Depois da mudança agitada, Nan Zhi estava um pouco cansada, então deitou na mesa do escritório para dormir um pouco.

Foi acordada pelo toque do celular.

Nan Zhi atendeu a ligação ainda meio sonolenta. Mas as palavras do outro lado a despertaram imediatamente.

“Tia He, o que a senhora disse?”

A pessoa do outro lado repetiu. “Xiao Zhi, venha logo se puder. Aconteceu alguma coisa.”

Imediatamente após desligar, Nan Zhi pediu meio período de folga a Zhang Yijun, com o rosto pálido pelo que ouvira.

Ela dirigiu apressadamente para Vila do Vento.

Vila do Vento ficava a cerca de duas horas da cidade. Nan Zhi ligou para Mu Sihan no caminho para avisá-lo que não poderia mais jantar com ele. Mas a chamada caiu depois de dois toques.

Quando finalmente chegou à vila, dirigiu mais dez minutos até uma plantação de uvas.

Uma mulher na casa dos cinquenta anos estava parada na estrada e a acenou. Assim que o carro parou, ela se aproximou apressadamente de Nan Zhi ao sair do veículo. “Xiao Zhi.”

Nan Zhi correu até a Tia He e agarrou suas mãos calejadas com força. “Tia He, o que aconteceu com o túmulo dos meus avós?”

A Tia He tinha lágrimas nos olhos. “Vou te levar lá agora mesmo.”

A avó materna de Nan Zhi cresceu naquela montanha; elas tinham um relacionamento muito forte e amoroso. Depois que a avó faleceu, o avô a enterrou naquela montanha. Então reservou um lugar para si ao lado da avó no dia do enterro. Pediu à mãe dela que o enterrasse com a avó depois que ele falecesse. Queriam continuar juntos na outra vida.

A Tia He costumava ser empregada na casa do avô dela. Depois que eles faleceram, continuou cuidando do túmulo dos avós após a partida dele.

Nada havia acontecido em tantos anos.

Nan Zhi correu até os túmulos. As duas lápides estavam respingadas de um vermelho horrível, gritante.

Alguém havia jogado tinta vermelha nas lápides. Era assustador ver as marcas vermelho-vivas escorrendo pelas pedras como uma mancha hedionda.

O coração de Nan Zhi pareceu ser apertado por uma mão invisível e negra ao ver a cena. Uma forte pontada de dor lhe dilacerou o peito e ela sentiu-se enjoada.

Ela mordeu o canto da boca enquanto os olhos se enchiam de lágrimas de raiva e tristeza.

Quem faria uma coisa tão terrível?

Quem trataria os avós dela assim? Nem mesmo deixariam que eles descansassem em paz após a morte.

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