Trazendo o Marido da Nação para Casa

Volume 9 - Capítulo 891

Trazendo o Marido da Nação para Casa

—"Você está ocupado mais tarde?", perguntou Lu Jinnian. Havia vozes abafadas ao fundo, como se ele estivesse em uma reunião.

Xu Jiamu balançou a cabeça levemente, limpando a mente. Quando finalmente se acalmou, respondeu: "Não, o que foi?"

—"Se você não estiver ocupado, me ajuda a buscar o Bolinho de Arroz. Tenho um cliente agora e a família Qiao acabou de ligar dizendo que o pai Qiao não está bem, então a Qiao Qiao foi lá." Enquanto Lu Jinnian explicava a situação, continuava a dar instruções aos seus funcionários. "Essa ideia não vai funcionar, refaçam."

—"Tem algum problema?"

Xu Jiamu respondeu: "Não."

Depois de desligar, ele olhou para o relógio; já estava atrasado. Apressadamente, deu partida no carro e saiu.

O trânsito estava péssimo; quando Xu Jiamu chegou à escolinha, só a diretora e uma professora haviam ficado para cuidar do Bolinho de Arroz e de uma garotinha bem bonita.

Xu Jiamu já havia ido buscar o Bolinho de Arroz várias vezes, então a diretora o reconheceu. Quando o viu entrando, chamou o menino: "Bolinho de Arroz, seu tio veio te buscar."

O menino levantou a cabeça, saudando com sua vozinha infantil: "Tio."

E continuou sentado no tapete, brincando com a menina de trancinhas, sem a menor intenção de ir embora.

Xu Jiamu era muito complacente com o Bolinho de Arroz, então não ficou bravo. Caminhou até a mochila do garoto, guardou suas coisas dentro antes de ir até ele. Ajoelhando-se, chamou o Bolinho de Arroz, que brincava com areia: "Ei, vamos para casa."

O Bolinho de Arroz pegou um punhado de areia, virou-se para a Feijõezinha antes de voltar para Xu Jiamu. Com calma, perguntou: "Tio, podemos ir depois de um tempo?"

Xu Jiamu olhou para o Bolinho de Arroz, esperando pacientemente pela razão.

—"Tio, a mamãe da Feijõezinha ainda não chegou. Se eu for, ela vai ficar sozinha na escolinha. Podemos esperar a mamãe dela chegar antes de irmos?"

Feijõezinha… Que nome especial… Automaticamente lembrou-o de um poema chamado "Saudade": Lindas bagas vermelhas crescem no Sul / Quando a primavera chega, não sei quantos ramos haverá / Mas espero que você possa colher mais, pois são um símbolo de amor.

Talvez por causa do nome, Xu Jiamu prestou mais atenção à Feijõezinha. A garotinha parecia ter quase a mesma idade do Bolinho de Arroz, com rosto redondo e pele clara. À primeira vista, ele ficou encantado.

Quando a diretora viu o silêncio de Xu Jiamu, não pôde deixar de acrescentar: "A mãe da Feijõezinha pode estar ocupada. Tentei ligar para ela, mas ela não atende. O Bolinho de Arroz e a Feijõezinha são muito próximos, então ele quis ficar com ela."

Xu Jiamu voltou a si. Seu olhar continuou focado na Feijõezinha por mais um tempo antes que ele se virasse para acenar para a diretora. "Tudo bem se eu esperar um pouco mais?"

—"Tudo bem." A diretora sorriu.

—"Se você estiver ocupado, pode ir, eu cuido deles."

A diretora sorriu, e depois de ficar mais um pouco, foi embora.

As duas crianças brincavam harmoniosamente, deixando Xu Jiamu tranquilo.

O tempo foi passando. Mesmo quando o sol se pôs, a mãe da Feijõezinha ainda não havia chegado.


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