
Volume 5 - Capítulo 471
Trazendo o Marido da Nação para Casa
O assistente perguntou: "Então... e o senhor, Sr. Lu?"
"Eu...", Lu Jinnian levantou os olhos para olhar a janela do segundo andar que seu assistente acabara de observar. Então disse: "Vou esperar mais um pouco."
Qiao Anhao estava no quarto do hospital, mas ele estava lá embaixo. Mesmo que esperasse até a alta dela, ainda não conseguiria se aproximar!
O assistente sabia que não estava em posição de comentar, mas, depois de hesitar, não pôde deixar de se preocupar. "Sr. Lu, por que o senhor não volta para o hotel para descansar um pouco? O senhor passou a noite toda na escada do hospital e não descansou o dia inteiro, vai acabar se esgotando nesse ritmo."
Esgotado... O olhar de Lu Jinnian permaneceu fixo na janela do segundo andar. As luzes ainda estavam acesas, e ele conseguia distinguir vagamente as silhuetas passando atrás das janelas. Ele riu levemente, como se acabasse de ouvir uma piada, e respondeu: "Não vou me esgotar, estou acostumado."
Provavelmente devido às condições em que cresceu, ele tinha desenvolvido problemas de personalidade: era introvertido, distante e difícil de lidar; quanto mais tempo as pessoas interagiam com ele, mais cansadas ficavam. Logo, ele começou a guardar seus pensamentos para si, mas, naquele momento, não conseguia conter a tristeza que sentia.
Era uma tristeza que transbordava, e era a primeira vez que ele compartilhava pensamentos tão íntimos com seu assistente. "Você não tem ideia de quantas vezes esperei por ela dentro de um carro assim."
Assim, ele a esperara e a protegera tantas vezes que já havia perdido a conta.
Quando era jovem e pobre, não conseguia dar a ela a felicidade, então não ousava persegui-la. Mas, às vezes, quando os pensamentos ficavam demais, ele ficava parado no térreo da república dela por muito tempo apenas para dar uma espiadinha nela. Porém, nem sempre conseguia vê-la, já que ela não ficava na escola todos os dias.
Depois disso, quando perderam contato e ele estava ocupado filmando, não tinha muito tempo em Pequim, mas toda vez que estava lá, ele ficava de guarda na região onde ela morava. Às vezes, esperava até a noite cair, às vezes até o dia seguinte, e às vezes mais de um dia, só para vislumbrá-la, mesmo que fosse apenas suas costas; uma simples visão era o suficiente.
Um ano, no seu aniversário, ele não recebeu nenhum parabéns e se sentiu muito sozinho, a ponto de começar a ansiar pela presença dela. No fim, pegou um voo até Pequim só para se deparar com a decepção.
Então, ele estava acostumado e não se sentia cansado; havia até momentos em que isso o fazia sentir seguro e tranquilo.
O assistente nunca tinha conversado com Lu Jinnian dessa forma, então ficou sem palavras. Depois de um longo tempo, finalmente disse: "Sr. Lu, por que o senhor não a conquista? O senhor pode competir lealmente com o Sr. Xu."
"Competir lealmente?", Lu Jinnian repetiu as palavras, o olhar perdido. Quando tinha três anos, sua mãe havia se ajoelhado na porta da casa dos Xu para implorar pela sua vida; naquela época, ele já havia perdido o direito de competir lealmente com Xu Jiamu.
Mais importante ainda...
Lu Jinnian disse: "Não importa o que a mãe dele faça, isso não muda o fato de que ele é a única família que me resta."