
Volume 4 - Capítulo 339
Trazendo o Marido da Nação para Casa
Lu Jinnian não ouviu seu assistente; apenas repetiu, com uma voz carregada de ameaça: "Mataram meu filho…"
Seu assistente finalmente entendeu o que Lu Jinnian dizia, mas não conseguiu processar a implicação, então perguntou: "Sr. Lu, o senhor quer dizer que depois que a Srta. Qiao pegou o ninho de andorinha da família Xu ela sofreu um aborto?
"Aborto", a palavra atingiu Lu Jinnian como um choque. Seu comportamento usual havia desaparecido. Agitado, desligou a chamada às pressas e jogou o telefone contra a parede.
Havia uma pintura na parede, que ele atingiu com o telefone, fazendo-a se estilhaçar em pedaços.
Uma escuridão sinistra obscureceu seu rosto. Ele olhou para a pintura quebrada sem nenhuma emoção. Um fogo infernal queimava seu peito por dentro.
Ele sentia uma vontade incontrolável de ir até a família Xu e esculachar cada membro, destruindo-os completamente.
Ele sempre soube que a família Xu o odiava por causa dos erros cometidos por sua mãe, mas como eles poderiam ter ido atrás de seu filho?
Quando criança, Lu Jinnian já havia culpado seu pai e odiado a família Xu, mas nunca com a intensidade que sentia naquele momento.
Quanto mais pensava neles, mais raiva sentia. Seu ódio era como uma faca, cravando-se fundo em seu coração, como se ele fosse morrer de dor. No fim, pareceu perder o controle, levantou a perna e quebrou a mesa de centro. O vidro se espalhou por todo o lado, mas ele ainda não estava satisfeito, continuou a desabafar sua fúria, jogando e quebrando tudo o que via pela frente.
O abajur, o computador, os documentos, a luminária… Tudo que estava ao seu alcance foi destruído, até mesmo a escrivaninha, o armário e os livros dentro dele foram espalhados pelo chão.
Lu Jinnian quebrou tudo até que não sobrasse nada de pé no quarto. Só então parou, ofegante, os olhos vermelhos de tanto chorar enquanto examinava o papel de parede ao redor. Naquele instante, sentiu como se toda a sua energia o tivesse abandonado, e se deixou cair no chão.
Havia muitos cacos de vidro no chão, cortando sua pele. O sangue escorria por todos os lados, mas ele não sentia nada e continuou deitado no chão.