Trazendo o Marido da Nação para Casa

Volume 3 - Capítulo 297

Trazendo o Marido da Nação para Casa

Deve ter sido alguém da família Qiao quem fez a limpeza. A lixeira estava cheia de todo tipo de caixa de presente, garrafas vazias e cascas de frutas. Entre o lixo, ele se concentrou em um ponto específico: um buquê de flores frescas e um bolo ainda fechado, com a embalagem da marca Cisne Negro, que provavelmente tinha acabado de ser jogado fora.

Pela parte da embalagem, dava para ver claramente que o bolo estava deformado. Além disso, as pétalas das belas flores frescas, recebidas de manhã, estavam espalhadas pelo chão. Algumas pétalas estavam pisadas, e o cartão de bronze estava rasgado ao meio, jogado descuidadamente sobre as flores amassadas.

Naquele instante, foi como se os pontos de pressão de Lu Jinnian tivessem sido apertados. Ele ficou parado no mesmo lugar, sem se mover um centímetro. Assim, a felicidade e a imagem maravilhosa em seu coração se dissiparam num pulo. Não, era como se alguém o tivesse dado um tapa cruel na cara.

Ele ficou parado ali por um bom tempo antes de dar um passo à frente, abaixando-se para pegar o buquê de flores.

De fato, o buquê de flores não tinha valor para Qiao Anhao, e para ele agora, também não valia muito. Mas, naquela época, custou-lhe o cachê de vários episódios de filmagem.

A garoa ficou mais forte. Ele queria consertar as flores, como se algo assim pudesse acalmar seu coração agitado. Mas foi inútil. As belas flores estavam muito amassadas. Seu dedo tocou as flores, e as pétalas voaram para o chão. No final, tudo o que sobrou em sua mão foram alguns caules nus.

Suas pontas dos dedos tremeram por um longo tempo, antes que ele pegasse o cartão rasgado e juntas as partes. As palavras que ele escreveu, "Só sou feliz com você", saltaram para seus olhos, enquanto a chuva borrava a tinta.

Ele não sabia quanto tempo ficou ali, aéreo, mas de repente ouviu o barulho de um carro parando atrás dele. Em seguida, ouviu-se o barulho da porta de um carro abrindo e passos parando atrás dele. "Desculpe interromper."

Lu Jinnian recompôs-se e levantou-se lentamente com um punhado de caules nus na mão. Ele se virou e encontrou a governanta da família Xu.

A governanta não esperou que ele falasse, e apontou para o carro atrás dele. "Por favor, me siga. A senhora quer vê-lo."

Naturalmente, ele sabia que a "Senhora" a que a governanta se referia era Han Ruchu. Han Ruchu sempre o detestou. Que vantagem haveria em vê-la; ele ficou parado sem se mover.

A governanta não tinha pressa e continuou: "A senhora diz que tem algo para lhe contar sobre a senhorita Anhao."

"Senhorita Anhao", as duas palavras eram como sua fraqueza, agarrando-se brutalmente à sua força vital. Ele abaixou os olhos e entrou no carro.

A governanta o levou a um clube particular, mas ele foi levado para a sala de monitoramento.

Só Han Ruchu estava lá, vestida de forma muito luxuosa. Na frente dela, havia uma tela mostrando uma sala de festas ampliada. Ele só precisou de um olhar para reconhecer todas as pessoas ali: Xu Jiamu, Qiao Anhao, Qiao Anxia, Zhao Meng e alguns outros amigos que ele conhecia.

A governanta esperou que ele entrasse antes de fechar a porta.

Só havia os dois, ele e Han Ruchu, na sala de monitoramento. Ele não a cumprimentou, mas Han Ruchu não se importou. Ela usava um sorriso elegante, porém arrogante, nem se dando ao trabalho de olhar para ele. Ela disparou as palavras: "Você gosta da Qiao Qiao."

Suas palavras eram uma frase afirmativa. Não havia sequer uma pitada de dúvida.


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