Trazendo o Marido da Nação para Casa

Volume 1 - Capítulo 52

Trazendo o Marido da Nação para Casa

A tia e o tio sempre a trataram bem; tudo o que a prima tinha, ela também tinha, às vezes até mais. Mas, apesar da gratidão, nunca se sentiu segura.

Para quem a via de fora, ela era uma garota que nasceu em berço de ouro. Tinha roupas lindas, invejadas pelas meninas da sua idade, e até um celular moderno que as outras garotas só viam em revista.

Como não era filha biológica da tia e do tio, nunca era tratada com a mesma rigidez que a prima. Se as duas aprontavam, a Anxia, sua prima, era quem levava a bronca. Quando brigavam, sempre a Anxia era quem apanhava.

A diferença de tratamento a fazia sentir a distância. Ela sempre seria a de fora. Sua própria casa tinha sido destruída quando ela tinha dez anos, num acidente de carro. Desde então, nunca mais discutiu com a Anxia, aprendendo a ceder, aprendendo a preparar um chá quente para a tia e o tio depois de um dia cansativo de trabalho.

Sempre achou que sua juventude permaneceria inocente para sempre, até conhecer ele.

Naquele dia, ela e seu colega de mesa estavam de plantão na sala de aula. Depois da aula, o céu estava limpo e o sol brilhante, mas quando trancaram a porta da sala e saíram da escola, um raio cortou o céu de repente.

Qiao Anhao abraçou a bolsa e correu para o ponto de ônibus. No meio do caminho, começou a chover forte. Qiao Anhao continuou abraçando a bolsa, correndo para o abrigo mais próximo.

Ela entrou numa casa velha e, naquele instante, outra pessoa entrou correndo também. Por curiosidade, levantou a cabeça, lançando um olhar para a outra pessoa.

Era um garoto de pele clara. Usava fones de ouvido e a mochila pendurada em um ombro. As duas mãos estavam apoiadas na parede. Ele estava de perfil, então Qiao Anhao só conseguiu ver um pouco do rosto, mas percebeu que ele usava o mesmo uniforme que ela, só que o dele era calça e o dela, saia.

Qiao Anhao era considerada alta, até mais alta que alguns garotos da sua idade, mas aquele garoto era muito mais alto que ela.

Eles eram os únicos na casa procurando abrigo e, como não se conheciam, ficaram em silêncio. Quando a chuva finalmente diminuiu, o garoto de repente esticou a mão para puxar a mochila para frente. Ele se endireitou, virando o rosto levemente. Foi aí que ela o viu direito.

Ele tinha o rosto mais bonito que ela já vira. Uma beleza impecável, incomum, e naquele instante ela sentiu como se tivesse encontrado o protagonista dos seus sonhos.

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