
Volume 9 - Capítulo 869
O Super Pai do Bebê Inestimável
Ye Xun e seus homens se encarregaram da bagagem das meninas para que elas pudessem fazer a trilha sem peso extra nas costas.
Apesar de a vila não ficar longe, o caminho até lá era bem desafiador.
Mesmo a apenas um quilômetro do destino, elas precisaram contornar uma montanha e atravessar um rio.
Quase todo mundo estava esgotado ao chegar na vila, especialmente Lan Ling’er e Shen Mengyuan, que quase desmaiaram de cansaço.
Lan Ling’er não caminhava tanto desde criança. Sempre que precisava ir a algum lugar, tinha um carro ou um avião esperando por ela.
Ir a um lugar a pé era uma tortura para ela.
Mas, como era uma chance de levar Jing Xi a uma vila remota, ela mordeu os lábios e seguiu em frente.
Os moradores da vila já tinham recebido a notícia de que um grupo de voluntários os visitaria, e o chefe da vila liderou os moradores para recepcionar o grupo.
As pessoas da cidade só então perceberam que viviam no paraíso em comparação com o estilo de vida dos moradores da vila.
Os moradores nunca tinham camas confortáveis ou sapatos para usar. A maioria das famílias não podia pagar para mandar seus filhos para a escola e tinham que viver com muito sacrifício.
As atrizes do grupo de caridade eram como anjos aos olhos dos moradores da vila.
Depois que o responsável falou com os moradores, os grupos foram acomodados em casas locais.
Devido à limitação de quartos, as atrizes tiveram que ficar com suas assistentes, enquanto os seguranças tiveram que montar barracas do lado de fora da vila.
Xu Xiyan foi alocada em uma casa antiga com Wan Dou e Ni Xuelin.
A condição da casa era péssima. As paredes estavam caindo aos pedaços, e as janelas nem mesmo conseguiam bloquear o vento de fora.
“Como a gente vai dormir nesse lugar?”, reclamou Wan Dou.
“Vocês vão, quando estiverem exaustas”, disse Xu Xiyan. “Estamos aqui para ajudá-los, não para relaxar. Aqui não é Pequim, trate isso como um treinamento.”
“Você tem razão”, concordou Ni Xuelin. “Essa vai ser uma viagem inesquecível.”
“O que vamos comer no jantar? Somos tantas”, disse Wan Dou, mostrando sua preocupação.
“O que eles oferecerem”, respondeu Xu Xiyan.
Para o espanto delas, o jantar não era nada extravagante. Os moradores só conseguiram servir cogumelos e ervas silvestres que cresciam na região.
O grupo só pôde jantar como qualquer outro morador, comendo verduras e pãezinhos cozidos no vapor.
“Isso é muito amargo!”, Wan Dou não conseguiu evitar fazer uma careta.
“Não é tão ruim assim”, disse Ni Xuelin enquanto olhava para sua tigela. “As verduras têm um sabor ótimo.”
“A vida delas não é um pouco dura aqui?”, perguntou Wan Dou. Ela imaginou que os moradores nunca tinham comido muitos tipos de carne na vida e entendeu por que o governo enviaria um grupo de caridade para ajudá-los.
Por outro lado, Lan Ling’er não estava acostumada a comer comida simples e jogou as verduras e os pãezinhos de lado.
“A gente não trouxe uma carroça de arroz e macarrão? Por que estamos comendo isso?”, perguntou Lan Ling’er.
“Ouvi dizer que choveu ontem e o terreno não está firme o suficiente para as carroças passarem”, explicou Sha Labi. “Eles só conseguem trazer a comida amanhã.”
Lan Ling’er não conseguiu evitar revirar os olhos. Ela reclamou das pessoas que escolheram aquela vila para visitar.
Os grupos voltaram para seus respectivos quartos depois do jantar.