Naquela época eu adorava você

Volume 9 - Capítulo 882

Naquela época eu adorava você

882 O Amor Não É Posse, Mas Sim, a Benção que Se Dá 2

Wu Hao não pressionou Xu Wennuan. Ficou em silêncio ao lado dela, fazendo-lhe companhia enquanto esperava um táxi. Vinte minutos se passaram, sem nenhum táxi à vista, e Wu Hao perguntou novamente: “Para onde você vai?”

Xu Wennuan o ignorou. Enquanto esperava, lembrou-se do cartão do banco que sua mãe lhe dera quando visitara seu pai no hospital. Sua mãe dissera que Wu Hao havia dado o cartão a ela. Recordando que havia deixado o cartão em casa, respondeu: “Vou para casa.”

Agora que ela havia falado com ele, Wu Hao aproveitou a oportunidade para tomar a iniciativa. Imediatamente disse: “Espere aqui. Vou buscar o carro.” Xu Wennuan assentiu levemente.

Wu Hao voltou rapidamente. Saiu do carro e contornou a frente. Quando ia abrir a porta do passageiro, Xu Wennuan disse: “Obrigada”, e abriu a porta de trás, entrando no carro. Wu Hao ficou por um segundo parado, as mãos na maçaneta da porta do passageiro, ponderando a teimosia dela antes de entrar também.

Wu Hao e Xu Wennuan não conversaram durante todo o caminho até o apartamento dela. Ao chegarem, Wu Hao estacionou na entrada do prédio de Xu Wennuan. Depois de sair do carro, ela olhou para ele e finalmente disse: “Você pode entrar comigo? Tenho algo para você.”

Surpreso, Wu Hao disse: “Claro.”

Xu Wennuan não convidou Wu Hao para entrar no apartamento depois de destrancar a porta. Pediu que ele esperasse na porta e então entrou em seu quarto, enquanto ele obedecia. Mexeu na gaveta da cômoda à procura do cartão do banco e voltou para Wu Hao.

Ele ficou olhando para o cartão por um tempo sem pegá-lo. Olhou para Xu Wennuan e disse: “Por favor, fique com o cartão. Você vai precisar dele para as contas do hospital do seu pai.”

“Não tem nada a ver com você, tem?”, respondeu Xu Wennuan calmamente.

Wu Hao baixou o olhar porque não sabia como responder a Xu Wennuan, que, vendo que ele não ia pegar o cartão, o forçou em sua mão. Ele subitamente ergueu o olhar para ela.

“Nuannuan, por favor, me avise se precisar de ajuda. Eu ouvi de sua mãe que a medula do Bancheng é compatível com a do seu pai. Você precisa que eu—”

“Não, obrigada”, interrompeu Xu Wennuan. “Wu Hao, nós não estamos mais juntos. Você não precisa fazer nada por mim. Eu não quero te dever nada.”

Quanto mais Xu Wennuan falava, mais pálido Wu Hao ficava. Ao final da explicação dela, ele estava branco como um lençol. Xu Wennuan não pareceu notar a mudança nele. Ela fez uma pausa antes de continuar. “E, por favor, não venha mais tão frequentemente ao hospital. Minha mãe pode cuidar do meu pai. Nós realmente não queremos te incomodar com isso.”

Quando terminou de falar, Xu Wennuan fechou a porta na cara de Wu Hao, que estava completamente descorado.


Quando Lu Bancheng recebeu uma ligação de Xu Wennuan às cinco da tarde, olhou para a tela do celular por um momento antes de desligar sem atender. Depois de um tempo, seu telefone tocou novamente. Desta vez, Xu Wennuan lhe enviou uma mensagem de texto. “Podemos conversar?”

Lu Bancheng nem sequer desbloqueou o telefone para ler o que mais ela poderia ter escrito. Em vez disso, colocou-o de cabeça para baixo sobre a mesa. Concentrou-se novamente na tela do computador e continuou a digitar, mesmo com o telefone tocando insistentemente. A cada toque, sua digitação diminuía; no entanto, ele nunca olhou para o telefone.

Ao terminar o trabalho, já eram dez horas da noite. Lu Bancheng vestiu seu casaco e saiu do escritório. Enquanto caminhava para seu carro, apagou todas as mensagens de Xu Wennuan sem ler ou ouvi-las.

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