
Volume 2 - Capítulo 161
Naquela época eu adorava você
Quando Gu Yusheng pronunciou a última palavra, o último vestígio de sorriso desapareceu de seu rosto. Ele a sibilou entre os dentes, tão fria que pareceu congelar o ar.
Qin Zhi’ai se assustou com o tom dele, o coração disparando. As coisas cruéis que ele lhe fizera começaram a passar em sua mente como um filme. Confusa, ela se questionava por que ele mencionara Lu Bancheng novamente. Franziu apenas um pouco a testa, mas nada disse, acelerando o passo.
Gu Yusheng pensou: Ela encontra desculpas para falar com ele, mas não fala comigo. Será que ela está andando tão rápido para se livrar de mim o mais rápido possível?
Quase desmaiando de raiva, Gu Yusheng, num gesto súbito, tirou a gravata e a arremessou contra Qin Zhi’ai: “Você é surda ou está me ignorando? Não consegue me ouvir?!”
A gravata roçou o pescoço de Qin Zhi’ai, causando uma queimadura leve. Ela reagiu como se tivesse levado um choque. Se antes andava rápido, agora corria, num reflexo quase instintivo.
Gu Yusheng permaneceu na porta, furioso, pensando em como puni-la enquanto ela passava por ele, entre a porta de vidro, sem hesitar. Correu para a escada como se estivesse fugindo pela vida.
A reação de Qin Zhi’ai deixou Gu Yusheng inacreditavelmente irritado. Ele rangeu os dentes, respirou fundo com os olhos fechados e, em seguida, se virou e foi atrás dela.
Com seus longos membros, ele alcançou Qin Zhi’ai pouco depois que ela passou do escritório. Seus cabelos foram agarrados por Gu Yusheng, que a puxou para trás com força.
Qin Zhi’ai ofegou de dor. Ao levar a mão à nuca, foi jogada contra a parede por Gu Yusheng, que a olhava com fúria.
Ela nem teve chance de levantar a mão para tirar as mãos dele de seus ombros antes que ele se apoiasse sobre ela, todo peso do corpo.
Um clima de raiva e ansiedade o cercava. Na verdade, Gu Yusheng também não sabia por que estava tão furioso, mas estava. Costumava xingar quando ficava com raiva, mas desta vez nenhuma palavra saía de sua boca.
Ele a encarou com o rosto sombrio, pressionando-a ainda mais contra a parede, como se quisesse expressar e liberar sua fúria, esmagá-la na parede.
A pressão o impedia de respirar. A pequena quantidade de ar em seus pulmões parecia estar sendo espremida. Seu rosto ficou vermelho pela falta de ar.
A sensação sufocante a enfraqueceu. A única parte do corpo que conseguia mexer eram as pernas. Ela começou a chutar no ar. Ao atingir suas canelas, ele franziu a testa de dor. Parecia ter se lembrado de algo e se afastou, agarrando-a pelos braços e a arrastando em direção ao quarto principal.
Ele abriu a porta com um chute violento e a arrastou para dentro, começando a procurar algo freneticamente. Travesseiros e cobertores foram jogados para todos os lados. Ele esvaziou o conteúdo da bolsa dela sobre a mesa. Batons e cremes para as mãos rolaram pelo chão. Ele não parou de procurar até encontrar o celular dela no canto do sofá.