
Volume 19 - Capítulo 1810
Crescendo apaixonada por você, Sr. Nian
Xu Baohan o analisou dos pés à cabeça.
Era Li Yuchen, o mesmo que Su Run havia mencionado. Usava óculos e parecia refinado, mas sua aparência era bem comum.
“Já te vi antes, no tribunal. Ah, é verdade, você até tentou me subornar na entrada do tribunal, não foi?”, Xu Baohan sorriu de repente.
“…”
Li Yuchen sentiu vontade de chorar. A memória desse cara era ótima demais. “Juiz Xu, eu não tentei te subornar. Mesmo que eu quisesse, não teria te subornado com três reais, né? Eu só te vi e quis mostrar meu respeito. Juro, não tinha nenhuma outra intenção.”
“Você precisa se concentrar nos processos”, Xu Baohan disse de repente, “Você acha que me dando um chiclete, seu oponente vai pensar que somos amigos e vai entrar em pânico no tribunal, certo? Já vi esse método várias vezes.”
“Sim, senhor, o senhor está certo.” O rosto de Li Yuchen ficou vermelho de vergonha. Ele mentalmente implorou para An Lan aparecer o mais rápido possível.
Eles simplesmente não conseguiam lidar com esse diabo.
“Ah, aliás, você e An Lan eram… colegas de classe?”, Xu Baohan perguntou calmamente.
“Estudamos na mesma universidade quando estávamos no exterior, mas eu era alguns anos mais velho que ela. Como somos ambos de Xia City, abrimos o escritório de advocacia juntos depois que voltamos”, Li Yuchen respondeu rapidamente.
“Impressionante. Você deve ter mais ou menos a minha idade, certo?”, disse Xu Baohan.
“Sou alguns anos mais velho que o senhor”, Li Yuchen disse sem jeito.
“Então você deve ser casado.”
“Isso mesmo, sou casado há quase quatro anos e meu filho está no jardim de infância.” Li Yuchen se relaxou.
Ele não tinha certeza se era só impressão sua, mas desde que disse que era casado, Xu Baohan parecia ter amolecido a postura em relação a ele.
Eles chegaram à porta da sala de espera. An Lan saiu com sua cliente. Ao ver Xu Baohan, ela se surpreendeu. “O que você está…?”
“Estava por perto a trabalho esta tarde, então pedi ao motorista do tribunal para me deixar aqui. Me poupou o trabalho de ter que dirigir até aqui de novo”, Xu Baohan explicou calmamente.
An Lan achou estranho, mas estava com uma cliente, então não fez mais perguntas. Virou-se para a cliente e disse: “Não se preocupe. Se quiser entrar com uma ação, basta voltar e preparar os documentos relevantes de acordo com minhas instruções.”
“Obrigada, Dra. An. Até mais.”
Ela apertou a mão da cliente.
Depois que a cliente saiu, An Lan olhou para o relógio. Já eram 17h30.
Li Yuchen disse apressadamente: “Vá jantar com o Juiz Xu. Você não vai encontrar lugar em um bom restaurante se se atrasar.”
An Lan o olhou com irritação. Ele parecia um lacaio agora.
“Que restaurante vamos?”, perguntou Xu Baohan.
Ao ouvir a pergunta, muitos colegas olharam com curiosidade. An Lan tossiu levemente. “Vamos combinar isso no carro.”
Ela guardou alguns documentos na bolsa e saiu do escritório com ele. Quando passaram pelo altar [1] dedicado a entidades espirituais, Xu Baohan não aguentou e disse: “Vocês advogados realmente acreditam nessas coisas.”
“Deus da Riqueza? Claro que acredito. Todos os empresários acreditam.” An Lan resmungou mentalmente. Além disso, ela tinha perdido mais de 10 milhões de yuans este ano só por causa dele. Como ela não poderia venerar o Deus da Riqueza.
“Sim.” Li Yuchen assentiu sem jeito. “Nosso escritório de advocacia está planejando fazer uma visita à Montanha Shifeng no domingo para venerar os deuses.”
Xu Baohan já havia ouvido falar da Montanha Shifeng. Era uma atração turística na cidade vizinha. Havia um grande templo na montanha, e diziam que muitas pessoas iam lá para venerar os deuses.
“Se for o caso, então irei com vocês”, Xu Baohan disse de repente.
“Achei que você não acreditasse nessas coisas”, An Lan não pôde deixar de dizer.
“Quero rezar aos deuses por um casamento. A outra razão é para te acompanhar”, Xu Baohan a olhou e um sorriso surgiu em seus lábios.
[1] - Altar dedicado a entidades espirituais: No contexto, refere-se a um espaço geralmente encontrado em escritórios asiáticos, onde se colocam imagens e oferendas para atrair boa sorte e prosperidade nos negócios. É uma prática comum em algumas culturas asiáticas.