
Volume 14 - Capítulo 1335
Crescendo apaixonada por você, Sr. Nian
O sangue de Mo Liuxi fervia.
Diretor Mo. Ela realmente o chamou de Diretor Mo.
— Yan Su, não acredito em você. Você é muito mais velha que eu. Como você pode se dirigir a mim com formalidade? — Mo Liuxi sorriu de lado e acrescentou: — Irmã Yan…
…
Yan Su também estava furiosa.
Escuta só ele. Ele a chamando de Irmã Yan…
Era a mesma pessoa que a chamava de "irmãzinha" quando ainda estavam juntos; o maior melado.
De repente, o clima ficou tenso.
Enquanto os dois discutiam, o ladrão estava de joelhos implorando para Mo Liuxi o deixar ir.
— Quer que eu te deixe ir? Você não tem vergonha de roubar uma mulher? — Mo Liuxi estava de mau humor; ele chutou o homem novamente.
Logo a polícia chegou e prendeu o homem.
A brisa do mar estava forte naquela noite e Mo Liuxi espirrou e tossiu. Ele tossiu tanto que o rosto ficou vermelho.
Yan Su sentiu culpa ao vê-lo sofrer. Ela teria se dado muito mal se realmente tivesse perdido a bolsa naquela noite. Ela teria ficado sem celular e sem carteira num país estrangeiro…
Ela tirou sua jaqueta jeans e ofereceu a ele. — Vista isso, você já está resfriado.
— Não estou com frio. — Mo Liuxi rejeitou a jaqueta; ele também estava frustrado. Não precisava se irritar tanto. Era só um ladrãozinho, e agora ele estava todo molhado.
Yan Su franziu a testa. — Mo Liuxi, você…
— Por que você não está me chamando de Diretor Mo agora? — Mo Liuxi a interrompeu.
…
Yan Su decidiu dar ordens. — Tira a camisa.
— Não quero. — Mo Liuxi virou as costas para ela.
Yan Su olhou para suas costas encharcadas, então se aproximou para desabotoar sua camisa.
Quando suas mãos quentes tocaram seu peito, Mo Liuxi olhou para baixo e deu um pulo. Ele viu que suas mãos estavam sangrando e havia escoriações da queda anterior.
Ele franziu a testa e agarrou suas mãos. Pensando em como ela havia caído no chão, ele se arrependeu de não ter batido mais no homem.
— Me solta — disse Yan Su quando ele de repente agarrou sua cabeça.
Yan Su estava um pouco nervosa. Ela retirou as mãos com força antes de continuar a desabotoar a camisa dele, mas Mo Liuxi a interrompeu.
— Yan Su, eu não preciso da sua jaqueta — disse Mo Liuxi friamente.
Yan Su riu. — Por favor, me chama de Irmã Yan.
…
Mo Liuxi foi quem ficou sem palavras dessa vez.
— Mo Liuxi, eu não quero te dever nada. Você está assim por minha causa — disse Yan Su com um sentimento complicado.
Mo Liuxi sentiu como se alguém tivesse jogado um balde de água gelada nele. Ele disse sarcasticamente: — Não force a barra. Eu nem sabia que era você. Eu só vi que era uma mulher e eu faria isso por qualquer uma. É assim que eu sou, justo.
Yan Su riu. — Bem, obrigada por ser justo.
Ela insistiu em desabotoar a camisa dele.
— Não me toque. — Mo Liuxi afastou as mãos dela com irritação.
As mãos de Yan Su congelaram e seus lábios tremeram. — Certo. Você sempre achou que eu era suja de qualquer jeito. Devo pedir para a senhorita Tang vir aqui? Todo mundo percebe que ela gosta de você.
O rosto de Mo Liuxi ficou pálido. — Tudo bem. Então vai buscá-la agora mesmo.
Yan Su o encarou por um tempo antes de se virar de costas.
Mo Liuxi agarrou seu pulso e a puxou para perto. Ele perdeu toda a razão naquele segundo enquanto agarrava seu rosto e dava um beijo em seus lábios.
Yan Su ficou tonta com o beijo; foi o beijo mais horrível de todos os tempos.
Não foi apaixonado, terno ou amoroso. Tudo o que ela sentiu foi areia e água salgada.