Crescendo apaixonada por você, Sr. Nian

Volume 6 - Capítulo 533

Crescendo apaixonada por você, Sr. Nian

“Moço, como você pode falar assim?”, a mulher estava furiosa. “Série de TV é diferente. Aquilo era atuação, mas você estava num show ao vivo. Foi uma falta de decoro.”

Nian Junting encarou a mulher com ainda mais frieza. Como ela ousava dizer que o que eles fizeram foi uma falta de decoro? Eles se amavam de coração. Ele acreditava que o amor deles poderia ser comparado ao da Weaver Girl e do Cowherd[1].

Ele também acreditava que, hoje em dia, muitos relacionamentos eram interesseiros, mas o deles era puro e limpo. “Senhora, não finja que nunca beijou ninguém. Se for verdade, de onde veio seu filho?”, argumentou ele sem pudores.

A enfermaria explodiu em risos. O rosto da mulher ficou vermelho como brasa. Seu filho perguntou em voz baixa: “Mãe, de onde eu vim? Eu nasci depois que você e o papai se beijaram?”

A enfermaria riu ainda mais alto. A mulher queria sumir dali. Esses jovens são muito sem-vergonha, pensou ela.

“Tá bom, chega.” Luosang também se sentiu sem graça. Olhou para Nian Junting e disse: “Deita. Seu braço não está machucado? Não dói ficar assim?”

“Não.” Nian Junting negou com a cabeça. “Essa dorzinha é só uma cócega para mim.”

Luosang ficou confusa. “Então por que você gritou de dor antes?”

“Eu estava fingindo”, disse ele.

E você ainda tem a cara de pau de me dizer isso, pensou Luosang. Você fez parecer tão real, que eu fiquei tão preocupada que quase chorei.

“Com licença, é hora da infusão”, disse uma enfermeira entrando com um carrinho. “Você é o Nian Junting?”

“Sim.” Luosang olhou para o soro. Eram quatro frascos no total, e dois deles eram grandes. O tratamento poderia durar até onze ou doze horas.

“Senta um pouco.” Luosang ajudou Nian Junting a se sentar e colocou um travesseiro atrás de suas costas. Afinal, ele estava machucado, então ela foi muito cuidadosa.

Nian Junting estendeu a mão, notando um crachá no peito da enfermeira que dizia: “estagiária”. A enfermeira começou a colocar a agulha na pele dele. Ele não sabia como ela fez, mas assim que a agulha penetrou sua pele, ele gemeu de dor: “Ai, ai, ai…” Ele honestamente nunca tinha visto uma enfermeira tão sem jeito. A dor durou muito tempo, como se alguém estivesse o cortando com uma faca.

“Que exagero. Quanto pode doer uma picada na pele?”, Luosang revirou os olhos.

O rosto de Nian Junting ficou pálido como a morte. Ele não sabia o que dizer.

Depois que a enfermeira saiu, o paciente idoso disse a ele: “Essa enfermeira é muito inexperiente. Quando ela me aplicou a primeira vez, eu até chorei de dor. Depois disso, não me atrevi a deixá-la me aplicar a agulha de novo.”

Luosang concordou com a cabeça e se voltou para Nian Junting. “É compreensível que pessoas mais velhas tenham medo da dor, mas você foi um soldado das forças especiais. Essa dorzinha deve ser como uma picada de formiga para você.”

Nian Junting não conseguiu pensar em uma palavra para dizer. Ela realmente não lhe deixou espaço para responder.

“Quer que eu te traga um malatang?”, Luosang continuou brincando.

Ao ouvir isso, Nian Junting se sentiu completamente desconfortável. “Não. Eu estava aqui por sua causa”, disse ele.

“Ah, é? Não acredito.” Luosang levantou as sobrancelhas e disse: “Já tentei te convidar para comer malatang antes, mas você sempre recusou, sem falar em limpar minha cadeira. Você também colocou o braço em volta dela. Como foi colocar o braço nos ombros de outra garota? Foi bom? Você ficou feliz quando ela te alimentou?”

Um leve rubor surgiu nas bochechas pálidas de Nian Junting, pois ele se sentiu bastante sem graça. “Eu só… estava tentando te deixar brava”, explicou ele.

“E eu percebi de cara.” Luosang não conseguiu evitar um sorriso.

[1] A Weaver Girl e o Cowherd é um conto folclórico chinês. A história conta a saga de amor entre Zhinü (织女; a tecelã, simbolizando Vega) e Niulang (牛郎; o vaqueiro, simbolizando Altair). Seu amor foi proibido, e eles foram banidos para lados opostos do Rio de Prata (simbolizando a Via Láctea). Uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês lunar, um bando de pegas forma uma ponte para reunir os amantes por um dia. Existem muitas variações da história. A referência mais antiga conhecida a este famoso mito remonta a mais de 2.600 anos, contada em um poema do Clássico da Poesia.

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