Eu Transmigrei Para Um Livro e Me Tornei a Prima Mimada da Verdadeira Filha Rica

Volume 4 - Capítulo 381

Eu Transmigrei Para Um Livro e Me Tornei a Prima Mimada da Verdadeira Filha Rica

Capítulo 381: Armadilha

Emma usou a rede sem fio para acessar sua conta de mídia social e se deparou com diversas mensagens privadas de um desconhecido.

...

Emma clicou na conta desconhecida, e uma imagem apareceu imediatamente: um histórico de bate-papo. Ao visualizar o conteúdo, Emma ficou pálida.

O bate-papo mostrava um perfil de um estranho e outro extremamente familiar para Emma: sua amiga Serena.

O avatar era um retrato simples que Emma havia comprado casualmente. Serena o usava havia cinco ou seis anos, e Emma o reconhecia perfeitamente.

O que chocou Emma ainda mais foi o conteúdo da conversa. As duas estavam planejando sequestrá-la, levá-la para uma pequena casa de madeira e trancá-la. Ao ler a conversa, a mente de Emma se dividiu em duas.

A primeira voz disse:

“Impossível. Serena é sua melhor amiga. Ela não faria isso com você. Alguém está certamente plantando discórdia, tentando quebrar sua forte amizade.”

A segunda voz retrucou:

“Admita. Serena te tratou assim. Como Le Wan disse outro dia, os sentimentos dela por você não são tão puros quanto você pensa.”

As duas vozes começaram a discutir freneticamente em sua cabeça. Emma sentia que estava enlouquecendo, torturada pelas duas vozes. Ela gritou, expulsando-as de sua mente. Então, abriu a conta desconhecida e digitou rapidamente:

[Quem é você?]

[Por que me enviou isso?] [Isso é falso. Você não vai me enganar!]

[Qual seu objetivo?]

A conta desconhecida era anônima, com nome ilegível e sem informações. Emma supôs que a conta provavelmente havia sido comprada e que seria impossível descobrir a identidade do usuário.

No entanto, ela não desistiu. Continuou bombardeando o usuário com mensagens, perguntando quem era e qual era sua motivação.

O usuário era Zhai Jing. Ele havia comprado a conta em um site de vendas usadas por uma pequena quantia. Vendo as mensagens incessantes de Emma, ele respondeu apenas:

“Tanto faz quem eu sou. O que importa é se o conteúdo é verdadeiro. Na verdade, você já tem a resposta, não tem?”

A frase simples atingiu os pensamentos ocultos de Emma.

Sim, embora Emma não quisesse acreditar que sua amiga a traíra, racionalmente já começava a acreditar. O avatar era de Serena. Tudo o que havia acontecido ontem também era obra dela.

No entanto, Emma se recusava a aceitar, e passou a xingar o outro usuário, dizendo que ele estava mentindo.

Após enviar a mensagem, Zhai Jing saiu do chat e fechou a conta.

Assim, Emma só teve tempo de dizer algumas palavras furiosas antes de perceber que o avatar havia ficado cinza e a conta havia sido deletada.

Emma estava tão furiosa que pegou o celular e quase o jogou contra a parede. No entanto, lembrou-se de sua situação: estava trancada no quarto, sem saber quando sairia. O celular era seu único meio de comunicação com o mundo exterior. Se o quebrasse, perderia esse contato.

Emma hesitou, mas não conseguiu se forçar a jogar o telefone fora. Recolheu a mão, frustrada, e chutou o banquinho da penteadeira. Infelizmente, acabou acertando o próprio dedo do pé.

A dor a fez se contorcer como uma lagosta, arqueando as costas.

Finalmente, Emma se deitou na cama, exausta. Cobriu os olhos com um travesseiro e se lembrou do passado com Serena.

Havia coisas que só se percebiam ao relembrá-las.

E ao relembrar, Emma se chocou. Recordou muitos detalhes que antes não havia notado.

Emma teve que admitir que Serena talvez não fosse tão submissa quanto sempre pareceu.

Essa constatação a deixou ainda mais frustrada. Mesmo assim, Emma ainda nutria uma pequena faísca de esperança. Pensou que talvez houvesse algum mal-entendido. Por mais cruel que Serena fosse com os outros, não seria tão implacável com sua única amiga. Ela não a trancaria em uma pequena casa de madeira e não mandaria ninguém para humilhá-la.

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