
Volume 2 - Capítulo 129
A Esposa Ousada do Sr. Tycoon
O ambiente ficou mortalmente silencioso. Nem um único som era audível. A temperatura caiu, e o ar ficou gélido. Um olhar frio e impassível se instalou no rosto de Yang Feng. Ninguém sabia o que o chefe estava pensando, e, francamente, todos estavam com muito medo de falar. Só conseguiam prender a respiração e esperar sua próxima ordem.
Guo Sheng olhou para o corpo morto, com um pequeno bico nos lábios. Seu brinquedo estava estragado.
— Tudo bem, o Grande Chefe vai me trazer outro!
Após o que pareceu uma década de silêncio, mas que na realidade foram apenas alguns segundos, a voz grave de Yang Feng se fez ouvir: "Limpem essa bagunça". Ele saiu da sala, seguido de perto por Guo Sheng.
— Sim, senhor! — seus homens responderam, apressados em cumprir a ordem.
Chen Gaonan digitava furiosamente no computador, tentando terminar o relatório quando a porta se abriu com estrondo. Ele pulou de susto e se virou para ver o chefe impassível. Uh-oh... Quanto mais calmo ele estava, mais furioso estava. Isso não era mais uma tempestade, era um tufão!
Ele se levantou apressadamente, engolindo em seco nervosamente.
— Chefe—
— Onde está o relatório?
Chen Gaonan quase chorou por dentro. Ele só estava na metade! Por que a investigação terminou tão rápido?! — Ainda não está completo... — Quando os olhos penetrantes de Yang Feng pousaram sobre ele, ele entrou em pânico. — Só preciso de mais dez minutos e estarei pronto!
— Esqueça o relatório. Vamos para a base deles. — Yang Feng não estava com vontade de ficar sentado ali lendo papéis. Ele visitaria pessoalmente a Coroa de Prata.
Sem dizer uma palavra, saiu pela porta, com Chen Gaonan apressadamente o seguindo.
Yang Feng entrou no carro e disse a Hu Wei o local.
Hu Wei lançou um olhar nervoso para o chefe, percebendo a falta de pessoas os acompanhando até a Coroa de Prata. Ele sabia que Chen Gaonan e aquele Guo Sheng maluco estavam com eles, mas era só? A Coroa de Prata podia ser um clã medíocre, mas com apenas três subordinados, ele estava preocupado com a segurança do chefe.
Sem ousar falar, só pôde acelerar. Yang Feng pegou o telefone, enviou uma mensagem e o guardou logo em seguida.
— — — — —
Em uma sala enorme, vários homens com uma tatuagem de prata em um dos pulsos conversavam alto. Álcool era passado de mão em mão e, com frequência, ouvia-se o som de taças se chocando. O ar estava carregado com fumaça de cigarro, bebida forte, perfume barato e suor.
Música alta tocava ao fundo enquanto mulheres curvilíneas e esguias dançavam em postes, seus corpos com curvas perfeitas se balançando ao ritmo da música. Algumas outras mulheres estavam sentadas no colo de homens corpulentos, tentando ao máximo satisfazer todos os seus caprichos e desejos. Vestidas com roupas que deixavam pouco à imaginação, não era difícil adivinhar o que elas faziam.
— Chefe, ouvi dizer que a missão de duas semanas atrás foi um fracasso.
— Bah! E daí se foi um fracasso? Ainda ganhamos nosso dinheiro! — o homem gordinho com uma enorme barriga de cerveja riu. Ele tinha um grosso charuto pendurado na lateral da boca e seus dois braços estavam firmemente envoltos nas cinturas finas de mulheres da mesma idade que sua filha.
— Cara, aquele bastardo tinha uma carteira bem gorda. Ele desembolsou dois milhões como se fosse nada. — alguém disse, gesticulando para a enorme pilha de dinheiro na mesa. Quem quer que os tenha contratado certamente era novo nesse tipo de negócio. Quem paga o valor total sem saber se a operação será bem-sucedida ou não?
— Sempre são os ricos que são loucos. — o chefe, Ren Xiong, comentou, dando uma longa tragada em seu charuto e depois soprando a fumaça nos rostos das mulheres ao seu lado, que tentaram ao máximo não recuar.
— É por isso que não se pode confiar em homens de negócios. Eles são secretamente mais loucos que nós.
— Ela era bonita também. Rosto deslumbrante, corpo sexy, tch, que desperdício. — Ren Xiong balançou a cabeça em decepção. Quando ele recebeu uma foto dela, estava pensando em lidar com a mulher pessoalmente e se divertir um pouco com ela primeiro. Ele nunca havia experimentado mulheres caras e sofisticadas como ela. Ele até estava pensando em compartilhá-la com seus homens antes de acabar com aquele cérebro dela.
Em vez disso, seus subordinados tolos sugeriram que deixassem a "Pistola Sangrenta" — retardada — cuidar disso. Eles não apenas falharam na missão, como foram estúpidos o suficiente para deixar as mulheres escaparem. Felizmente, já se passara duas semanas e nada de ruim havia acontecido a eles ainda. A pequena gangue foi imediatamente eliminada pela Coroa de Prata.
Assim que Ren Xiong ia pegar um gole de seu caro XO, a porta da sala se abriu com estrondo. Antes que qualquer um dos homens pudesse reagir, pontos vermelhos de laser foram direcionados por toda a sala, congelando todos no local.
Ren Xiong não se intimidou com o laser. Quem tinha a coragem de atacá-los? Ele continuou bebendo seu XO e, quando estava prestes a colocar o copo, uma bala o atravessou. Isso o irritou. Aquele maldito álcool havia respingado em seus sapatos Gucci de edição limitada!
— Os jovens de hoje são tão atrevidos. — ele suspirou, alcançando a cintura e puxando uma pistola.
Vendo a arma letal, as mulheres em seus braços imediatamente se afastaram, assustadas. Elas não eram mulheres que trabalhavam para o clã, e sim apenas acompanhantes e prostitutas chamadas para agradar esses grandes homens.
— Guarde esse maldito laser, você acha que isso vai assustar o grande Ren Xiong?! — ele rosnou.
Ele estalou dois dedos e instantaneamente seus homens estavam armados com pistolas.
— Que idiota te mandou? — ele se levantou, irritado por sua diversão ter sido arruinada assim.
Os homens de Yang Feng imediatamente se afastaram, abrindo caminho enquanto Yang Feng entrava, o casaco pendurado em seu ombro flutuando a cada passo ameaçador que ele dava. No minuto em que entrou, com as mãos nos bolsos da frente, os olhos sem vida e o rosto frio como pedra, a temperatura na sala despencou. O ar ficou sufocante e pesadamente opressivo.
Ren Xiong estremeceu ao ver quem era. A arma caiu de sua mão. Um olhar mortal de Yang Feng foi suficiente para aterrorizar Ren Xiong.
Ren Xiong se virou para seus homens. — Idiotas, larguem as armas! — sibilou para seus homens, que estavam paralisados demais para se mover.
Os olhos impassíveis de Yang Feng vasculharam a sala; sua mera presença era avassaladora para Ren Xiong, que começava a suar frio. Sua palma ficou úmida de medo enquanto ele a esfregava nervosamente em suas calças, sua voz confiante desaparecida.
— Sr. Yang, como a Coroa de Prata pode ajudá-lo hoje? — perguntou, seus olhos examinando os homens que ele trouxera.
A caminho, Yang Feng havia mobilizado toda a Equipe Imperial apenas para destruir aquele lugar. Ele tinha uma variedade infinita de subordinados e recursos espalhados por todo o país, alguns até penetrando em terras estrangeiras.
Cada missão era gerenciada por esquadrões diferentes, do posto B até o SSS. A Equipe Imperial era composta pelos melhores dos melhores, a identidade de cada pessoa perfeitamente escondida. Muitos no submundo pensavam que a Equipe Imperial era apenas um mito passado de geração em geração para manter as pessoas sob controle, quando, na realidade, a Equipe Imperial sempre esteve ativa, escondida nas sombras e pronta para atacar como uma besta da meia-noite.
Yang Feng não falou, em vez disso, pegou uma arma, virou-a e examinou-a, com uma expressão rude no rosto.
Chen Gaonan, que entrou junto com Yang Feng, foi o primeiro a abrir a boca. Ele falava quando se tratava dessas coisas. O Grande Chefe não precisava gastar sua energia ou respiração conversando com essas pragas inúteis. — Adivinhem.
Ren Xiong engoliu nervosamente o nó na garganta quando seus olhos pousaram na arma mortal. Ele não era estranho a armas, mas a que Yang Feng tinha não era uma simples arma. A julgar por seu design intrincado, devia ser uma arma feita sob encomenda. Parecia uma versão superpoderosa da Mark XIX, mas esta doía muito mais.
Ferimentos de bala sempre doíam muito, mas os causados pela arma que Yang Feng tinha eram perfeitamente mortais. Uma vez que perfuravam uma pessoa, a bala se estilhaçaria dentro do corpo e liberaria instantaneamente uma substância química que derretia superfícies orgânicas. Era um ácido que queimava tudo até que o osso branco perolado ficasse exposto. Só aquela dor faria as pessoas implorarem pela morte em vez da misericórdia.