O 99º Divórcio

Volume 7 - Capítulo 640

O 99º Divórcio

Capítulo 640: É mesmo, mesmo você…

No meio do burburinho, muitas pessoas o reconheceram. Todo mundo na cidade conhecia aquele homem. Mas, por quatro anos, todos pensaram que ele estava morto. Agora, ele aparecia do nada, daquele jeito?

“Meu Deus, um fantasma!”

Su Qianci o encarava, aproximando-se passo a passo. Li Sicheng estava ficando cada vez mais real, mais perto, mais familiar. Com um grande buquê de flores na mão, seus olhos frios e penetrantes eram escuros como o céu noturno, tão deslumbrantes que pareciam um sonho.

Su Qianci hesitou, segurando as flores que lhe ofereciam. Com lágrimas nos olhos, abriu a boca, tremendo. Perguntou em um fio de voz, quase um sussurro: “É você?” Era uma pergunta hesitante, cheia de medo, como se falasse muito alto ele pudesse desaparecer como antes. Muitas vezes, ele havia aparecido diante dela, mas bastava um pequeno movimento, uma respiração mais forte, para que ele se desfizesse. Por mais que o procurasse, ele nunca mais aparecia.

Ela estava com medo, tanto medo…

E se aquilo não fosse real? E se fosse apenas uma ilusão, um delírio? O que ela faria…

Ao ouvir isso, ele esboçou um leve sorriso. Segurando as flores em uma mão, estendeu o outro braço, a voz fria e gentil. Suavemente, disse: “Eu voltei.”

É ele, é ele! Realmente ele!

As mãos de Su Qianci tremeram, e o grande buquê de flores caiu no chão. Ela correu em direção a ele, os cabelos voando ao vento. Seu corpo pequeno se chocou contra a figura alta, sob os olhares e gritos da multidão. Aturdida, Su Qianci o abraçou. Li Sicheng, firme como uma rocha, retribuiu o abraço com força. Ela sentiu seus braços em sua cintura, uma sensação maravilhosa que a fez quase chorar.

Toque real, temperatura real, real…

“É você mesmo, é você mesmo…” Su Qianci enterrou o rosto no peito dele e, sem conseguir se conter, explodiu em lágrimas. “Li Sicheng, seu canalha!” Abraçando-o, ela batia em suas costas, gritando: “Canalh*, idiota, lobo ingrato!”

Ele a abraçava pela cintura, sentindo-a em seus braços, sentindo uma satisfação incrível. Ao mesmo tempo, uma felicidade há muito perdida o envolvia. Beijando seus cabelos, Li Sicheng sussurrou: “Sou eu, sou eu.”

As lágrimas de Su Qianci borravam suas roupas novas enquanto ela chorava descontroladamente, como uma criança magoada que encontra um adulto em quem pode confiar. Sua felicidade era inegável. Abraçando-o cada vez mais forte, ela se recusava a soltá-lo, não ousava soltá-lo.

Alguém começou a cantar, e outros se juntaram. Vozes masculinas e femininas se entrelaçavam em um canto vibrante: “Finalmente te encontrei. Por sorte, não desisti. A felicidade não é fácil, então vou valorizá-la ainda mais…”

“Sr. Li…”

“Sim.”

“Li Sicheng.”

“Sim.”

“Meu amor.”

“Sim.”

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