O 99º Divórcio

Volume 5 - Capítulo 453

O 99º Divórcio

Capítulo 453: Vendida pelos Pais

“Ela é minha mãe, não a sua! Cai fora!”, Cheng You nunca percebera que tinha um temperamento tão forte. Mesmo depois de repetidamente mandá-lo embora, Rong Rui se manteve surpreendentemente calmo. Vendo que ele finalmente tinha ido, ela jogou o casaco no lixo. Em seguida, voltou-se para a porta e começou a tocar a campainha freneticamente. Ficou ali por alguns minutos, mas ninguém atendia. A temperatura estava caindo.

Cheng You começou a sentir frio, tremendo. Seu olhar caiu sobre o casaco no lixo. O saco de lixo era novo, devia ter sido trocado recentemente e estava vazio. Enquanto ponderava se deveria pegá-lo, o vizinho abriu a porta. Carregando dois sacos de lixo, ele os jogou no mesmo cesto, lançando-lhe um olhar estranho antes de se retirar.

Cheng You quase chorou, finalmente percebendo que estava tendo um desejo de morte! Virando-se e continuando a tocar a campainha, tremendo, ela gritou com a voz embargada: “Mamãe, minha mãe, minha boa mãe, por favor, abra a porta para sua filha!”

Sem resposta.

Ela continuou gritando: “Pai, meu bom pai, eu sou sua filha. Vocês também vão me abandonar?”

Seu pai sentiu tanta amargura que quase se levantou para abrir a porta. No entanto, ao ver o olhar de advertência da esposa, voltou a sentar-se.

“Eu sequer sou filha de vocês?! Por que estão fazendo isso comigo? Vou congelar até a morte!”

Sem resposta.

Seu nariz estava vermelho e escorrendo. Abraçando-se, foi até a escadaria, sentou-se e ficou olhando para a porta. Depois de alguns minutos, nada mudou. “Que droga!”, levantou-se e desceu as escadas, irritada.

Havia uma conveniência 24 horas na entrada do prédio. Pediu um café quente. Ao tirar o celular para pagar, percebeu que a bateria estava com apenas 1%.

Com os olhos arregalados, ela exclamou: “A bateria está acabando, rápido!”

O atendente rapidamente pegou o leitor, mas foi tarde demais.

“Droga!”, ela estava ficando louca e bateu o celular na mesa, assustando o atendente.

“Quanto ficou o café?”, uma voz masculina calma e profunda soou atrás de Cheng You, e ela imediatamente se virou. Era ele!

“Ah, é desta moça?”, perguntou o atendente.

“Sim.”

“Dezesseis reais.”

Rong Rui pagou em dinheiro e percebeu que ela o encarava. Ele olhou para sua roupa com um sorriso de canto. “Onde está o casaco que te dei?”

“Joguei fora!”, pegando o café e o celular, ela encontrou um lugar quente para se sentar e disse: “Vou te pagar o café e o casaco. Quanto custa?”

Ele não respondeu, mas tirou o cachecol do pescoço e o desdobrou, transformando-o em uma estola. Ela olhou e piscou. Ele colocou o grande cachecol cuidadosamente em seus ombros. Parecia um tanto cauteloso.

Ela não recusou e deixou que ele a cobrisse, encolhendo-se confortavelmente. Que calor! O cachecol carregava o seu perfume. Bebendo seu café, ela olhou para baixo e disse: “Vou te pagar. Quanto devo?”

“Você pode pagar?”, Rong Rui a olhou, ligeiramente contrariado. “Se tudo pudesse ser compensado com dinheiro, não haveria tanta dor no mundo, senhorita Cheng.”

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