
Volume 5 - Capítulo 496
O Maior de Todas as Lendas
Capítulo 496: Talvez Eu Seja o Vilão III
“Bom trabalho, pessoal”, disse Pirlo.
“As coisas ficaram um pouco complicadas por um instante, mas fico feliz que vocês tenham conseguido se recuperar”, continuou, dirigindo-se aos jogadores da Juventus sentados ao seu redor, suas respirações se acalmando lentamente após os intensos primeiros 45 minutos de jogo.
O primeiro tempo havia terminado logo após o gol de empate, e os jogadores da Juventus estavam quase explodindo de vontade de voltar ao campo e aproveitar o embalo. Infelizmente, o apito do árbitro determinou o contrário.
Era certo que, assim que voltassem ao gramado, eles desferiram um ataque implacável contra seus adversários.
Ao contrário do clima vibrante no vestiário da Juventus, o vestiário do Porto estava silencioso, exceto pelo técnico, que demonstrava sua insatisfação com os jogadores e corrigia seus erros.
Afinal, o jogo estava apenas no intervalo, então Conceição reprimiu suas reclamações e focou mais em ajustar o plano de jogo e corrigir os erros dos jogadores para que pudessem terminar o primeiro jogo com uma boa nota.
Em pouco tempo, os jogadores das duas equipes estavam retornando ao campo.
Em menos de um minuto, eles assumiram suas posições e a partida foi retomada.
Assim que o apito do árbitro soou, a Juventus iniciou o segundo tempo. Assim como seus adversários fizeram no primeiro tempo, eles optaram por passar a bola com calma, não dando ao Porto a chance de dominar a bola, muito menos de criar uma oportunidade de gol. Mas o Porto não se intimidou tão facilmente.
Eles perseguiam a bola incansavelmente, marcando o jogador da Juventus que estava com a bola e dificultando a criação de jogadas para a equipe adversária.
Por um tempo, a partida ficou em um impasse, com a bola se movimentando apenas no meio do campo, sendo trocada entre ambas as equipes.
***
#Minuto 57…
Apesar do impasse, nenhuma equipe conseguiu manter um esforço defensivo tão concentrado por muito tempo, e a bola logo começou a ultrapassar os defensores de ambos os lados. Chutes foram arriscados em direção aos gols, mas, até então, nenhuma equipe havia conseguido marcar.
Desta vez, a Juventus estava no ataque e já passava a bola há alguns segundos, mantendo-a fora do alcance dos adversários, apesar de todas as tentativas de roubar a posse.
A bola seguia em movimento e os torcedores do Porto começavam a se alarmar com a forma como ela parecia progredir lenta, mas seguramente, em direção ao seu gol.
A bola se direcionou a Jason na ala esquerda. Ao dominar a bola, ele driblou três defensores, serpenteando entre eles antes de passar para Ronaldo no centro, logo fora da área.
Ao receber a bola, Ronaldo se virou para o gol e tentou chutar imediatamente, mas logo percebeu que havia muitos jogadores do Porto em seu caminho.
Optando por fingir um chute, ele desviou a bola para a direita com a ponta do pé para McKennie, que chegava por trás.
Enquanto McKennie se movia em direção à bola, percebeu que Jason não havia parado de correr após o passe para Ronaldo e estava quase ultrapassando o último defensor pela ala esquerda.
Após avistar a corrida de Jason, sua decisão foi imediata: ele tocou a bola na área, logo antes de Jason superar a linha do impedimento com seu marcador em seu encalço.
Vendo a bola voando em sua direção, a primeira ideia de Jason foi cabeceá-la, mas seu cérebro rapidamente o lembrou de que, embora tivesse começado as aulas de cabeceio com Ronaldo, ele ainda era apenas um iniciante nesse quesito.
Augustine Marchesin não esperou na linha do gol quando viu a bola voando atrás dos defensores e Jason correndo em direção à ela. Ele rapidamente saiu do gol para tentar alcançá-la primeiro, ou pelo menos forçar Jason a chutar para fora.
O que ele não sabia era que essa jogada havia dado outra opção a Jason.
Jason imediatamente saltou no ar com a perna esticada à sua frente, interceptando a bola no ar como se estivesse fazendo um carrinho no ar.
Dando um toque sutil na bola para cima, o suficiente para que ela voasse fora do alcance de Marchesin, Jason mandou a bola em direção ao gol.
Seus cálculos estavam corretos, e Augustine não conseguiu alcançar a bola. Ela passou por cima do goleiro do Porto e ultrapassou a linha do gol, batendo na parte interna direita da rede.
{GOL!!!}
{Eles fizeram! Ele fez!}
{A Juventus assume a liderança!} gritou o comentarista enquanto os torcedores da Juventus explodiam em comemorações animadas ao verem seu time finalmente assumir a liderança.
Jason não teve a chance de comemorar seu gol, pois os jogadores da Juventus imediatamente o cercaram em comemoração, enquanto alguns jogadores do Porto foram discutir com o árbitro sobre Jason estar em impedimento.
Jason nem deu atenção a eles, pois sabia que não havia como ele estar em impedimento. Poderia estar perto, mas ele tinha certeza e eles logo descobririam.
Assim como ele esperava, o árbitro logo desconsiderou as alegações dos jogadores do Porto após consultar o VAR.
A suspeita de impedimento havia desestimulado Jason de comemorar seu segundo gol, que seria seu primeiro "brace" na Champions League. Jason decidiu internamente que, se pudesse marcar mais um gol, faria uma comemoração extravagante, que se dane o respeito pela sua equipe.
***
#Minuto 65…
Após o terceiro gol da Juventus, eles intensificaram ainda mais suas tentativas de gol, mas o Porto também, agora jogando quase com desespero para encontrar um gol que os colocasse de volta em igualdade com seus adversários.