O Maior de Todas as Lendas

Volume 3 - Capítulo 294

O Maior de Todas as Lendas

Capítulo 294: Escapadas Sensoriais Comercial III

Com o cabelo arrumado, eles passaram para a próxima etapa: as roupas, já selecionadas e preparadas.

O figurino de Jason para a gravação era bem básico: um terno preto com gravata borboleta, um clássico para jantares. Ele se vestiu rapidamente, e os figurinistas deixaram tudo impecável.

Nesse ponto, Jason já estava cansado. Havia passado quase duas horas ali, e ainda estavam apenas nos preparativos! Era o dia de folga dele, e ele se sentia esgotado.

Infelizmente, ainda tinha mais: Jason foi sentar em outra cadeira, sob o pretexto de maquiagem.

“Sou o homem mais bonito do mundo, por que preciso de maquiagem?”, pensou. “Não estou tentando escapar da realidade; ser bonito *é* a minha realidade”, quase gritou.

Claro, Jason não acreditava nas próprias palavras... exceto na segunda frase. Mas, naquele momento, ele estava pronto para dizer qualquer coisa para que os figurinistas parassem de enchê-lo de atenções e o deixassem ir. Mesmo que isso significasse soar narcisista, algo que ele definitivamente não era.

Infelizmente, sua personalidade não permitia que ele berraria como uma criança irritada, então Jason ficou quieto, sua expressão ficando mais fria a cada segundo.

Finalmente, depois de quase meia hora, Jason foi libertado do seu desespero e levado de volta ao set, onde tudo já estava pronto.

Sua expressão estava tão fria que ele não precisou entrar em personagem; estava em sincronia de 1000% só pela expressão facial, o que fazia o ar ao seu redor parecer pesado. Claro, o ar pesado era um exagero, mas qualquer um olhando para Jason teria essa impressão.

Jason realmente encarnava o papel, deixando a equipe técnica se perguntando se ele tinha experiência em atuação, sem saber que ele estava realmente de mau humor.

Procurando Adele para perguntar quanto tempo ainda teria que aguentar aquilo, ele a viu se aproximando e esperou.

“Quando é meu voo para Porto?”, perguntou Jason secamente quando ela chegou. O significado subjacente de suas palavras ficou claro para Adele.

“O voo está marcado para as 17h, então se sairmos às 15h, deveríamos conseguir”, respondeu Adele, mesmo entendendo o recado. Não havia nada que pudessem fazer; o contrato estava assinado, e Jason teria que cumprir.

Jason olhou imediatamente para o relógio no pulso – parte do figurino – e viu que eram quase 12h. Teria que aguentar mais três horas, no mínimo.

“Talvez eu não devesse ter aceitado isso, sabia que parecia bom demais para ser verdade”, reclamou internamente, mas logo superou. Seu problema era estar preso a algo chato no dia de folga, quando poderia estar fazendo outra coisa.

Para Jason, não fazia sentido se arrumar por quase três horas só para gravar um comercial de menos de um minuto. Claro, haveria também um ensaio fotográfico, mas isso não deveria levar mais de dez minutos se os fotógrafos fossem profissionais, pensou.

A relação custo-benefício era absurda: horas de preparação para um comercial de um minuto e um ensaio fotográfico de quinze minutos…

“Agora que penso bem, é isso que eu faço para viver”, Jason pensou, de repente. Ele treinou anos para 90 minutos de futebol.

“Não, espera, não é a mesma coisa”, disse Jason em voz alta.

“O que não é a mesma coisa?”, perguntou Adele, ouvindo-o.

“Nada”, resmungou Jason, a dispensando com um gesto.

Ele estava prestes a mergulhar novamente em seus pensamentos quando Adele o cutucou e apontou com os olhos para uma direção.

“Acho que essa é sua colega de elenco”, disse Adele em tom baixo. Jason olhou na direção indicada e viu uma mulher linda vestida com um vestido de noite vermelho e glamouroso.

“Hmmm…” Jason murmurou, olhando para ela. Sua aparência não lhe era familiar, então concluiu que ela provavelmente não era muito famosa. Mas, considerando a escala da empresa que os contratou, era de se esperar.

Na verdade, a empresa só conseguiu que Jason participasse do comercial depois de pagar cerca de meio milhão de euros, e era o máximo que podiam fazer. Deixando de lado o fato de ele ser homem e não ser ideal para ser garoto-propaganda de uma empresa de perfumes femininos, a empresa provavelmente não conseguiria pagar o que ele valia se quisesse oferecer um contrato de endosso, principalmente com o aumento do seu valor nos últimos tempos.

A inflação no mundo do futebol tornou isso quase impossível para a empresa, então era lógico que a pessoa que seria garota-propaganda não pudesse ser alguém com muito destaque. Havia inúmeras modelos ou atrizes lindas dispostas a aceitar a oferta de ser o rosto de uma empresa de perfumes de médio porte, já que tinham tudo a ganhar e nada a perder.

Na verdade, era muito provável que Jason estivesse ganhando mais do que ela, já que era evidente que ele era o chamariz, e não a modelo virtualmente desconhecida, quem quer que ela fosse.

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