
Volume 1 - Capítulo 30
O Maior de Todas as Lendas
A torcida explodiu em euforia quando a bola encontrou o fundo das redes após um cabeceio de Gonçalo Sousa.
{Que golaço do jovem atacante!}
{Um salto incrível para alcançar o cruzamento do lateral e mandar a bola para o fundo do gol com força nos primeiros minutos de jogo!}, gritou o comentarista com entusiasmo, enquanto a multidão enlouquecia e o atacante corria para a lateral, pulando e erguendo o punho em comemoração.
Toda a equipe se reuniu em torno do artilheiro, em clima de festa, trocando abraços, apertos de mão e sorrisos antes de retornar à sua metade do campo a pedido do árbitro.
Logo a partida foi reiniciada, com o FC Porto Juniors na liderança, e eles começaram a jogar como se estivessem à frente no placar, pois tinham o ímpeto do jogo a seu favor.
Os jogadores avançaram mais para o campo adversário e os atacantes começaram a fazer jogadas mais frequentes no ataque, buscando constantemente espaços para chutar ao gol.
Em menos de dez minutos, o Porto já havia conseguido mais quatro finalizações, sendo três delas para fora e a última defendida pelo goleiro do Familicao, que se tornou um verdadeiro herói, evitando que o time estivesse perdendo por dois gols.
Com a equipe quase marcando outro gol, o Porto ficou ainda mais ousado e buscou opções de ataque ainda mais incisivas, mas foi então que o inesperado aconteceu: o meio-campista do Familicao, Toki Yukutomo, roubou a bola de João Teixeira no meio-campo e iniciou um contra-ataque fulminante.
A defesa do Porto, que vinha jogando com uma linha alta, era lenta demais para se recuperar e, antes que pudessem corrigir essa falha tática, Toki lançou um passe preciso por trás da defesa para um atacante que estava livre de marcação.
Alguns jogadores do Porto olharam para o bandeirinha, questionando a posição do atacante, mas a bandeira permaneceu abaixada e o atacante continuou em direção à bola.
Pedro, o goleiro do Porto, saiu rapidamente do gol, na esperança de alcançar a bola antes do atacante do Familicao, mas infelizmente não foi rápido o suficiente para alcançar a velocidade do atacante e acabou tendo a bola levantada sobre ele, caindo no fundo da rede.
GOOOOOL!!!
1 : 1
O Familicao empatou aos 23 minutos de jogo, apenas onze minutos após ter ficado atrás no placar.
Os gritos de alegria dos poucos torcedores do Familicao não conseguiram superar as vaias dos torcedores do Porto, mas os jogadores do Familicao não se importaram e se reuniram em torno do artilheiro para comemorar.
Jason observou os acontecimentos da partida com uma expressão impassível do banco de reservas, mas o mesmo não se podia dizer dos jogadores que compartilhavam o banco com ele ou do treinador.
O ânimo deles havia diminuído bastante depois de verem seu time sofrer um gol e ter o placar empatado.
Antônio, em particular, tinha uma expressão séria no rosto, mas se conteve para não demonstrar sua raiva, simplesmente deu ordens aos jogadores em campo, lembrando-os do plano de jogo e dizendo que deveriam se fechar defensivamente e não perder a bola desnecessariamente.
Essas foram as únicas palavras que ele conseguiu transmitir aos seus jogadores antes da partida ser retomada.
Após a saída de bola, o Familicao parecia ter tomado esteroides e atacou ferozmente os jogadores do Porto que estavam com a posse de bola.
O Porto foi pressionado duramente e recuou continuamente para sua metade de campo, enquanto tentava manter a posse de bola, mas o Familicao não desistiu de pressionar agressivamente e nem hesitou em cometer faltas nos jogadores do Porto Juniors. n/ô/vel/b//jn dot c//om
{Em uma reviravolta surpreendente, é o time do Porto Juniors que está sob pressão pela marcação do Familicao e não consegue fazer nada com a bola... ah, eles perderam a bola!}, o comentarista estava descrevendo o andamento da partida quando, de repente, mudou suas palavras ao ver o lateral direito do Porto perder a bola para o ponta esquerda do Familicao.
Leonardo, o ponta esquerda do Familicao, não hesitou em mandar um cruzamento rasteiro para a área após roubar a bola.
A defesa do Porto, que não esperava essa reviravolta repentina, não conseguiu reagir a tempo à corrida veloz do ponta direita do Familicao entrando na área para conectar com a bola e chutar para o gol, superando o alcance da mão do goleiro.
GOOOOOL!!!!
1 : 2
{Meu Deus, meu Deus! Menos de quinze minutos depois de ter ficado atrás no placar e o Familicao superou o desafio com uma resposta arrasadora!}, os gritos do comentarista acompanharam a comemoração deslizante do ponta direita do Familicao.
Mauro Ribeiro comemorou sem se preocupar com o mundo, apesar de a partida ainda não ter chegado ao seu meio.
Seus companheiros de equipe compartilharam seu entusiasmo e comemoraram sem se importar com o local, o horário ou mesmo com as tentativas do árbitro de apressá-los.
Desta vez, o técnico do FC Porto Juniors não conseguiu controlar sua raiva e gritou com o lateral direito de sua equipe, que havia perdido a bola que resultou no gol.
Suas palavras de aborrecimento não levaram em consideração que o lateral direito já havia contribuído anteriormente com uma assistência.
Antônio não se importou e não estava disposto a tolerar isso.
Seu superior provavelmente estava assistindo a essa partida, pois era uma espécie de teste para o novo jogador, mas sua equipe estava jogando muito mal e já estava perdendo a partida com pouco mais de trinta minutos de jogo.
Sem mencionar que eles sofreram dois gols em menos de dez minutos.
Ele estava tendo um péssimo dia e isso ficou evidente na escolha de suas palavras enquanto desabafava com seus jogadores.
A única coisa que o impediu de usar palavrões foram as poucas câmeras voltadas para ele.
Jason observou tudo isso da segurança do banco de reservas, pois não estava entre os jogadores em campo que teriam que suportar o peso das palavras ríspidas do técnico.
Para ser justo, ele conseguia entender a raiva do técnico, pois os dois gols sofridos por seu time poderiam ter sido evitados se eles tivessem mantido o foco e não se deixado levar pela empolgação do gol marcado no início da partida.
Esses eram erros que diminuíriam com a experiência dos jogadores, mas Jason não estava interessado nisso e se perguntava quando poderia entrar em campo e tocar na bola.