I Am A Prodigy

Volume 7 - Capítulo 621

I Am A Prodigy

Capítulo 621: A Família Su de River City

O ônibus foi obrigado a parar.

Todos os passageiros ficaram apavorados.

Eram apenas passageiros comuns, muitos deles turistas que nunca tinham visto uma cena dessas. Não ousavam respirar alto e só conseguiam olhar para Ye Lingchen com pena.

Seus olhares não deixavam dúvidas sobre o que pensavam: que Ye Lingchen se livrasse daquela situação rápido, assumisse a responsabilidade e resolvesse tudo sem envolvê-los.

— Irmãozinho, você se meteu em uma grande enrascada — suspirou o motorista. — O Irmão Leo é capanga do Irmão Hao. Dizem que o Irmão Hao sabe artes marciais. Essa região é desolada, só tem vilas pequenas ao redor, sem nenhum controle. Virou terra de ninguém. O Irmão Hao é um lutador forte e implacável, tem fama ruim por aqui. Pra quem quer abrir negócio, precisa da permissão do Irmão Hao primeiro.

— Aquele cara com o cabelo raspado é o Irmão Hao.

Os passageiros seguiram o olhar do motorista. Viram um jovem de camiseta branca sentado numa moto, com um pé no chão, a cabeça erguida, olhando de lado para o ônibus.

Os outros capangas estavam em volta dele.

— Antes do desenvolvimento da área, o Irmão Hao enfrentou a floresta sozinho e matou um tigre só com as mãos!

A voz do motorista era de profundo respeito. — Sem cortes de faca, só com os punhos! Irmãozinho, melhor pedir desculpas e não desafiar os poderosos da região, mesmo que você seja forte!

O motorista percebeu que Ye Lingchen não era alguém comum e tentou convencê-lo.

Ye Lingchen sorriu calmamente e se levantou.

— Ei, você vai mesmo descer? — A expressão de Su Qingxue mudou, segurando-o e explicando: — Essas pessoas são bandidos. Não vão aceitar desculpas assim, não. Além de serem lutadores, têm armas. Se começar uma briga, como vocês dois vão vencer?

Para ela, Ali era apenas um pouco mais forte. Era difícil lutar em menor número. Afinal, eram apenas humanos.

— É só um bando de lixo. O que tem pra temer? — Ye Lingchen deu de ombros, casualmente, e desceu do ônibus.

— Para de bancar o durão numa hora dessas! — Su Qingxue mordeu os lábios, assistindo Ye Lingchen descer passo a passo.

Assim que Ye Lingchen desceu, o grupo o cercou. Expressões cruéis, olhares hostis, bastões aparentemente prontos para descer a qualquer momento.

Só o Irmão Hao estava sentado calmamente na moto. Soltou uma baforada de fumaça, estreitou os olhos ao olhar para Ye Lingchen e perguntou lentamente:

— Amigo, você machucou meu irmão. Não deveria me dar uma explicação?

— Que tipo de explicação você quer? — perguntou Ye Lingchen.

O Irmão Hao deu uma batidinha no cigarro.

— Meu irmão levou um tapa e foi jogado para fora do ônibus por vocês. Até quebrou a mão. Quero que você e seu capanga peçam desculpas e paguem as despesas médicas. Não é pedir muito, certo?

— Não é muito. Quanto você quer? — Os lábios de Ye Lingchen se curvaram em um sorriso enquanto perguntava.

— Nunca fui tratado assim! Seu capanga vai lá e leva um tapa meu, depois vocês me pagam 200 mil, e está resolvido! — interrompeu o Irmão Leo, apontando e gritando para Ye Lingchen.

— Certo — respondeu Ye Lingchen sem hesitar, olhando para Ali atrás dele. — Vai, dá um tapa.

Todos ficaram surpresos. Não esperavam que Ye Lingchen concordasse tão rápido. Mas era inteligente usar dinheiro para resolver problemas.

Ali ficou quieto e caminhou lentamente até o Irmão Leo. Era enorme, naturalmente imponente, inspirando medo em Irmão Leo. Os que estavam ao redor recuaram alguns passos.

"Calma, ele vai levar um tapa meu", pensou o Irmão Leo, forçando a calma.

No entanto, no instante seguinte, Ali levantou a mão.

*Baque!*

A mão enorme cobriu todo o rosto do Irmão Leo. Com um único tapa, o lançou no ar, girando como um pião.

Silêncio!

Todos ficaram atônitos.

"Esse garoto é louco?!"

Inicialmente, os passageiros acharam que as coisas estavam indo na direção certa. Quem diria que tomaria tal rumo? Era teimosia pura!

Su Qingxue ficou pasma, mas então rangeu os dentes e desceu rapidamente do ônibus.

A expressão do Irmão Hao imediatamente escureceu e ele apagou o cigarro.

— Que significa isso?

— Estou atendendo ao seu pedido e dando um tapa nele — respondeu Ye Lingchen calma e inocentemente. — Não é isso que ele queria?

Todos ficaram pasmos. Era uma tremenda inversão de lógica.

Naquela situação, qualquer pessoa normal entenderia o significado de "levar um tapa meu", mas de alguma forma Ye Lingchen entendeu de outra maneira?

"Putz, ele está jogando com a gente!"

— Irmão Hao, você tem que me ajudar! — gemeu o Irmão Leo no chão, o rosto deformado pelo tapa.

— Hehe, desde que comecei nesse ramo, ninguém ousou me zombar! — O rosto do Irmão Hao ficou gélido. Ele desceu da moto e se aproximou de Ye Lingchen. — Parece que nosso amigo é bem capaz. Vamos ver do que ele é capaz!

Os outros capangas apertaram o aperto nos bastões de beisebol e fixaram os olhos em Ye Lingchen. As pernas tremiam, ansiosos para entrar em ação.

— Parem!

Su Qingxue desceu do ônibus e gritou para eles com uma voz suave.

Pele clara e delicada. Com suas pernas esguias, emanava uma aura fresca e pura que imediatamente impressionou todos os capangas.

Todos perceberam de repente que o conflito devia estar relacionado a essa garota. Como diz o ditado, beleza atrai problemas. Devia ser isso.

— Irmão Hao, vamos resolver isso civilizadamente. Pode deixar passar como um favor para mim? — pediu Su Qingxue.

— Fazer um favor? Nosso Irmão Hao só faz isso para as mulheres com quem já dormiu. Quer tentar? — zombou um dos capangas.

O rosto de Su Qingxue ficou vermelho em um instante e ela apertou os punhos delicados. Suprimiu a ansiedade e declarou friamente:

— Eu sou da família Su!

— Família Su? A Família Su de River City?!

A expressão do Irmão Hao mudou imediatamente. De choque para especulação enquanto observava Su Qingxue. Ele disse com a voz trêmula:

— A família principal Su não tinha só uma filha e um filho?

Naquele momento, um dos capangas pareceu se lembrar de algo, sussurrando rapidamente ao ouvido do Irmão Hao.

— Você é a terceira moça da família Su? — Os olhos do Irmão Hao brilharam, então soltou um longo suspiro.

— Isso mesmo! — Su Qingxue assentiu.

O Irmão Hao riu. — Já que é a Srta. Su, naturalmente não ousaríamos fazer nada com você. Mas esse garoto mexeu com nossos homens. Ele não é alguém que a Srta. Su pode proteger!

...

[1] 给 他/我 一巴掌 (Gei Ta/Wo Yi Ba Zhang / Dê a ele/mim um tapa) – Há um jogo de palavras aqui. A mesma frase pode ser entendida como "receber um tapa de mim" ou "me dar um tapa". Neste caso, Ye Lingchen intencionalmente tirou a frase do contexto.

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